<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456</id><updated>2012-01-05T15:05:26.403Z</updated><category term='domesticação'/><category term='capitalismo'/><category term='acção directa'/><category term='Unabomber'/><category term='primitivismo'/><category term='Green Anarchist'/><category term='etanol'/><category term='eventos'/><category term='livros'/><category term='música'/><category term='controlo'/><category term='anticivilização'/><category term='videovigilância'/><category term='imperialismo'/><category term='john zerzan'/><category term='indígenas'/><category term='zapatismo'/><category term='anarquismo'/><title type='text'>Primitivista</title><subtitle type='html'>Blog de Oposição à Sociedade Industrial!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>47</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-4570881914717249713</id><published>2008-05-08T23:12:00.003+01:00</published><updated>2008-05-08T23:15:35.875+01:00</updated><title type='text'>Horta Popular Graça - Mouraria</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/SCN7L21TbgI/AAAAAAAABvY/Sj9ZCrBjI3g/s1600-h/HortaPopular.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/SCN7L21TbgI/AAAAAAAABvY/Sj9ZCrBjI3g/s320/HortaPopular.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198133838543547906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;As hortas em meio urbano são uma realidade em muitos países do Mundo, nas vertentes comunitária, de lazer ou de suporte ao rendimento familiar. A sua presença embeleza os bairros que as acolhem e ajuda a criar um espírito de amizade nos que regularmente se encontram para cultivar os frutos da terra, estimulando uma partilha de saberes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horta Popular - O que é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma forma simples, uma horta popular ou comunitária é um espaço verde onde as pessoas se encontram e cultivam vegetais ou flores, num terreno comum ou dividido em pequenos talhões para cada hortelão. Ao contrário de outros espaços verdes da cidade, a sua manutenção é feita pelos próprios utilizadores do espaço e não por profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que serve?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As valências de uma horta popular são muitas e variadas, com benefícios tanto em termos ecológicos como sociais. O aumento do sentimento de pertença a uma comunidade, das relações de vizinhança e de conexão com a natureza são alguns dos efeitos sentidos por aqueles que cultivam os seus vegetais ou flores numa horta popular. De uma forma um pouco mais sistematizada, temos como efeitos benéficos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- melhoria da qualidade de vida;&lt;br /&gt;- desenvolvimento das relações de vizinhança e de comunidade, estimulando a interacção social;&lt;br /&gt;- aumento do sentimento de auto-estima;&lt;br /&gt;- embelezamento do bairro;&lt;br /&gt;- produção de comida nutritiva e redução das despesas familiares com alimentos frescos;&lt;br /&gt;- criação de oportunidades para recreação, lazer, exercício físico, terapia e educação;&lt;br /&gt;- aumento das oportunidades para inter-relacionamento entre gerações, idosos e crianças;&lt;br /&gt;- criação de habitats para espécies animais e vegetais;&lt;br /&gt;- funciona como regulador da ilha de calor urbano;&lt;br /&gt;- ajuda na regulação do ciclo hidrológico e na prevenção de cheias, ao ser local de infiltração de águas;&lt;br /&gt;- diminuição da quantidade de lixo, ao reaproveitar resíduos alimentares domésticos para composto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso específico da Freguesia da Graça – onde se situa a Horta Popular?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na intersecção da Calçada do Monte com a Rua Damasceno Monteiro, freguesia da Graça, existe um terreno que se apresenta abandonado há largos anos. Durante algum tempo houve alguns moradores que lá cultivavam os seus legumes, mas há quase uma década que essa actividade desapareceu. É nesse local, com excelente exposição solar, que está a nascer a Horta Popular, aproveitando também as árvores já existentes para criar agradáveis espaços para contemplação do casario e do rio, leitura ou conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que objectivos temos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No projecto que estamos a desenvolver, pretendemos incentivar alguns saberes e conhecimentos específicos junto da população do bairro, a saber:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Como fazer adubo orgânico a partir de restos de alimentos vegetais;&lt;br /&gt;2. Como criar plantas aromáticas e hortaliças sem recorrer ao uso de pesticidas tóxicos e adubos sintéticos;&lt;br /&gt;3. Ensinar às crianças do bairro como crescem alguns dos alimentos que elas todos os dias consomem, restabelecendo a ligação entre o ser humano e a terra que o alimenta;&lt;br /&gt;4. Criar um agradável espaço comunal, onde seja possível não apenas cultivar a terra mas partilhar saberes através de conversas descontraídas, reforçando laços de vizinhança e sentimentos de pertença ao bairro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como poderá o espaço da horta ser organizado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A horta localiza-se numa vertente exposta a Sudoeste, com muito boa exposição solar. Distinguimos três zonas na horta. Uma zona plana com três pinheiros mansos, na parte superior. Esta é a parte mais indicada para a colocação de algumas plantas aromáticas e flores, mesas, cadeiras e eventualmente um baloiço. Local preferencial para realização de piqueniques, conversas, contemplação do casario do bairro, do Castelo de S. Jorge e do Rio Tejo.&lt;br /&gt;A segunda zona é a da horta propriamente dita, onde se cultivam diversas variedades hortícolas em vários talhões comunais. É a zona de inclinação intermédia, o que ainda assim não dispensa a construção de pequenos socalcos.&lt;br /&gt;Por fim, identificámos uma terceira zona, a que apresenta o declive mais acentuado, que pensamos utilizar como pomar. Dado que está a norte da parte hortícola, não existe problema com a projecção de sombra das árvores de fruto sobre as hortícolas.&lt;br /&gt;Transversal a estas três zonas, pensámos em algumas infraestruturas de apoio, como uma casinha para sementes e ferramentas, uma casa-de-banho e um mini-bar.&lt;br /&gt;À medida que o nosso conhecimento sobre o terreno fôr aumentando, pequenos ajustes surgirão necessariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compatibilização com usos actuais do espaço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recuando um pouco atrás, é necessário admitir que o espaço não está totalmente abandonado. É utilizado como latrina de cães dos moradores. Como é importante que os animais tenham um local onde defecar, para manter os passeios adjacentes em boas condições higiénicas, definimos igualmente um local para servir como casa-de-banho para cães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retirado do blogue &lt;a href="http://horta-popular.blogspot.com/"&gt;Horta Popular&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-4570881914717249713?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/4570881914717249713/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=4570881914717249713&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/4570881914717249713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/4570881914717249713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2008/05/horta-popular-graa-mouraria.html' title='Horta Popular Graça - Mouraria'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/SCN7L21TbgI/AAAAAAAABvY/Sj9ZCrBjI3g/s72-c/HortaPopular.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-883997803103995096</id><published>2008-03-03T01:53:00.001Z</published><updated>2008-03-03T01:55:10.138Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Green Anarchist'/><title type='text'>Declaração de intenções</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/R8taaMBA2rI/AAAAAAAABq8/Qy9-xZcim6E/s1600-h/greenanarchist.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/R8taaMBA2rI/AAAAAAAABq8/Qy9-xZcim6E/s320/greenanarchist.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173328002913721010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O anarquismo verde é uma síntese que resulta de duas tradições políticas, ambas tão velhas quanto a História. De facto toda a História humana pode ser interpretada com base no furto da terra e o furto da liberdade dos homens, a supressão dos verdes e a supressão dos anarquistas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Actualmente nas ruas das cidades as duas tradições, os hippies e os punks, unem-se com o propósito de confrontar a autoridade. Em Stonehenge, unidos, combatem o mesmo combate. O Greenpeace, o Peace Convoy, a libertação animal, os grupos do Terceiro Mundo e os ecologistas radicais começam a convergir num movimento que irá mudar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperamos que a ‘Green Anarchist’ una pessoas que estejam cientes das consequências causadas pela sociedade exploradora dos recursos naturais e das pessoas. O pensamento anarquista há muito que possui um longo historial de preocupações nas quais também se revêem os movimentos ecologistas. As obras “Campos, Fábricas e Oficinas”, “A Conquista do Pão” e “Ajuda Mutua” de Kropotkine, todas elas, exprimem preocupações acerca do meio ambiente natural como fazendo este parte do processo de libertação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem, igualmente, muitas pessoas no movimento ecologista desgostosas com os partidos políticos que, amarrados às mesmas instituições que exploraram o mundo natural, viram as pessoas umas contra as outras e desenvolvem técnicas mortíferas a um ritmo tal no qual será possível uma destruição total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anarquistas acreditam que o poder instituído na forma do Estado, e a obediência das pessoas a esse poder, deram origem à situação na qual se encontra actualmente a humanidade. Os primeiros Estados poderosos existentes no Mediterrâneo, com as suas pressões sobre o meio ambiente circundante e os seus métodos de agricultura abusivos, causaram uma rápida extensão das áreas desertas. Actualmente a exploração é global: as técnicas modernas podem causar uma confusão tal que jamais poderia ter sido causada por homens com enxadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora as possibilidades de autodestruição sejam imensas, também o são as possibilidades de criar um mundo satisfatório e razoavelmente bem alimentado. Uma abordagem mais racional à agricultura, à transportação e à produção é algo que se encontra inibido apenas devido a um sistema de poder que se baseia num sistema financeiro e político no qual as pessoas são privadas do mais mínimo controlo sobre as forças que governam as suas vidas. Não existem quaisquer dúvidas acerca da capacidade das pessoas em se autogerirem, tal foi possível na Espanha de 1936 sob as circunstâncias mais difíceis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa situação que aparenta tornar-se cada vez mais hostil, esperamos criar uma revista que encoraje o esforço de cooperação: que foque o tipo de acção directa levada a cabo pelo Greenpeace; que encoraje o movimento antinuclear a tomar formas de acção directa como sendo mais que um meio de desafiar o Estado nuclear, mas que sejam também um meio de desencorajar a obediência descerebrada: participar em acções de autogestão que dêem origem a uma corrente de pensamento acerca de uma sociedade autogerida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Green Anarchist&lt;/span&gt; #01, Julho de 1984&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-883997803103995096?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/883997803103995096/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=883997803103995096&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/883997803103995096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/883997803103995096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2008/03/declarao-de-intenes.html' title='Declaração de intenções'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/R8taaMBA2rI/AAAAAAAABq8/Qy9-xZcim6E/s72-c/greenanarchist.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-837551151697067823</id><published>2008-02-25T18:17:00.000Z</published><updated>2008-02-25T18:18:50.212Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Unabomber'/><title type='text'>"Ship Of Fools" by Dr. Theodore Kaczynski</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CKh1mOeXfqE&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/CKh1mOeXfqE&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-837551151697067823?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/837551151697067823/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=837551151697067823&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/837551151697067823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/837551151697067823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2008/02/ship-of-fools-by-dr-theodore-kaczynski.html' title='&quot;Ship Of Fools&quot; by Dr. Theodore Kaczynski'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-7639179478751030377</id><published>2007-11-25T23:57:00.000Z</published><updated>2007-11-25T23:59:01.435Z</updated><title type='text'>O trabalho como arma reaccionária</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/R0oMN62J8XI/AAAAAAAABeQ/8wa9DQaNwBo/s1600-h/slavery_monument.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/R0oMN62J8XI/AAAAAAAABeQ/8wa9DQaNwBo/s320/slavery_monument.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136931758243705202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;O que me leva a escrever este texto é a constatação de um facto que, pelo menos a mim, me incomoda: não pude deixar de notar que a actividade dos nossos colectivos (tanto o CEA em Portugal como o ED no Brasil) decresceu aquando do início de uma actividade laboral por parte de integrantes de ambos os lados do Atlântico. Ou seja: quando começamos a trabalhar, a nossa disponibilidade para levar a cabo trabalho revolucionário decresceu enormemente, tanto por falta de tempo como por cansaço.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;O trabalho obrigatório, o esclavagismo das 9h às 5h, ou outros horários menos nobres, dívidas oblige, tornou-se uma parte integral da sociedade moderna, é uma parte tão integral que tanto os comunistas como os anarquistas convencionais já discordam somente acerca da divisão dos lucros criados por esse esclavagismo e nunca, jamais, acerca da natureza do próprio trabalho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;E porque trabalhamos? Porque vivemos! O trabalho tem um papel tão proeminente na sociedade actual que é considerado como algo natural, como parte essencial e prioritária da vida. Eu disse prioritária? Pois sim, o homem moderno vive para trabalhar, façam um pequeno cálculo acerca do tempo que passam no trabalho, a caminho dele ou no regresso dele e depois comparem com o tempo que passam com a vossa família ou a fazer algo de que realmente gostam e consideram útil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Voltemos um pouco atrás e analisemos a minha referência o trabalho como esclavagismo remunerado, ora bem, esclavagismo porquê? Todo o trabalho forçado, efectuado contra a vontade de quem o desempenha, deve ser considerado esclavagismo. E porque trabalhamos? Não é só porque vivemos, nem tampouco para comer, a esmagadora maioria do homem comum moderno trabalha… para pagar dívidas. Exacto, dívidas, o homem moderno trabalha para pagar os empréstimos que os bancos lhe cederam para obter uma casa ou, em muitos casos, uma viatura poluente alimentada com recursos orgânicos não renováveis (leia-se: a gás ou derivados de petróleo).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Portanto, o homem moderno trabalha e recebe uma determinada quantia do seu patrão (capitalista, uma vez que a maior parte das empresas fazem parte de conglomerados multinacionais) e depois entrega a maior parte dessa mesma quantia ao banco (outra entidade capitalista). Ou seja, o dinheiro acaba por nunca sair das mãos do capitalismo, está nas mãos do trabalhador apenas como mera ilusão passageira, passa de uma entidade capitalista para outra entidade capitalista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Mas regressemos ao cerne deste artigo: o trabalho como arma da reacção! Quanto mais atarefados estiverem os homens, e mulheres, modernas com o pagamento de dívidas e empréstimos, por vezes para comprarem coisas de que realmente não necessitam, pouco ou nenhum tempo sobrará para analisarem o mundo em que vivem nem sequer as condições em que são forçados a viver, e nunca raciocinam acerca do percurso do deu dinheiro, que circula por si mesmo. Se não conseguem analisar o mundo nem as condições em que vivem, muito pouco se poderão revoltar uma vez que nem percebem quão explorados estão sendo. E sem revolta não poderá existir uma revolução.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Não sugiro que nos mudemos todos para uma cabana na selva como Ted Katzinsky fez, e muito bem, e que a partir daí analisemos os problemas da sociedade moderna, se bem que isso seria um bom começo, um óptimo começo. O que peço é que pelo menos parem um pouco e considerem o vosso papel nesta sociedade, ponderem sobre o que lhes aconteceria se amanhã deixassem de trabalhar, descubram que são escravos. É que, muito sinceramente, é impossível uma revolta dos escravos sem que estes percebam primeiro que são escravos. Depois de reconhecerem o papel que desempenham actualmente, depois de reconhecerem que realmente são obrigados a trabalhar e que nem fazem um trabalho de que gostem, então, com essa consciência adquirida da condição de escravo, será possível levar a cabo uma revolta dos escravos contra os seus mestres.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;A sociedade moderna não durará para sempre, embora os políticos insistam que é sempre necessário trabalhar mais arduamente e por mais tempo para desenvolver a economia e a autonomia nacional, já muitas pessoas despertam para a realidade artificial que são os Estados-Nação e as pátrias, instrumentos criados artificialmente há milhares de anos para benefício de uns poucos e exploração de muitos. Mesmo actualmente o ser humano retém a sua capacidade de identificação identitária ao local, ao comunitário, uma reminiscência do espírito tribal ancestral, que ainda bate forte no peito destes selvagens domesticados e escravizados à força.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Não sei se conhecem Robert Charroux, caso não conheçam explico já que é um arqueólogo um tanto ou quanto louco, provavelmente tão louco quanto se possa ser louco e mesmo assim conseguir publicar e vender livros. De quando em vez leio Charroux, não porque as suas teses loucas me divertem, mas porque me dá esperança. E esperança porquê? Ora bem, uma das teses de Robert Charroux é de que a civilização é cíclica, nós evoluímos, inventamos, depois acabamos por ir longe demais e destruímos tudo, quando destruímos tudo o homem regressa ao seu estado primitivo original. O mesmo nos seus livros acredita que a civilização moderna não é nada de novo, já por muitas vezes tivemos sociedades como este e, defende ele, muito mais avançadas que esta, com viagens planetárias inclusive, mas todas implodiram e o homem regressou ao sue estado primitivo ancestral, infelizmente – para nós – recomeçando a civilizar-se e a modernizar-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Pode ser uma tese louca, pois quem a promove certamente que me parece louco (basta dar uma olhada aos títulos dos capítulos dos seus livros), mas por ser louco não significa que não tenha alguma razão. Parece-me reflectir o desejo que muitos de nós têm de destruição desta sociedade moderna, castradora e esclavagista, o desejo de um regresso ao nosso papel complementar da mãe Natureza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-7639179478751030377?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/7639179478751030377/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=7639179478751030377&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/7639179478751030377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/7639179478751030377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2007/11/o-trabalho-como-arma-reaccionria.html' title='O trabalho como arma reaccionária'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/R0oMN62J8XI/AAAAAAAABeQ/8wa9DQaNwBo/s72-c/slavery_monument.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-8585126536636887708</id><published>2007-08-21T12:36:00.000+01:00</published><updated>2007-08-21T12:38:13.716+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='acção directa'/><title type='text'>uma verdade deprimente</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RsrOleYly5I/AAAAAAAABPM/vK4tMe14gtg/s1600-h/milhotransgenico.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RsrOleYly5I/AAAAAAAABPM/vK4tMe14gtg/s400/milhotransgenico.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101116671157193618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-8585126536636887708?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/8585126536636887708/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=8585126536636887708&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/8585126536636887708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/8585126536636887708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2007/08/uma-verdade-deprimente.html' title='uma verdade deprimente'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RsrOleYly5I/AAAAAAAABPM/vK4tMe14gtg/s72-c/milhotransgenico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-8650478187813171231</id><published>2007-08-20T11:16:00.000+01:00</published><updated>2007-08-20T11:17:07.761+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anarquismo'/><title type='text'>bakunine dixit</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RslqHk9yZ4I/AAAAAAAABO8/TgR9y9lcRy8/s1600-h/Bakunine.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RslqHk9yZ4I/AAAAAAAABO8/TgR9y9lcRy8/s400/Bakunine.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100724731388258178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-8650478187813171231?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/8650478187813171231/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=8650478187813171231&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/8650478187813171231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/8650478187813171231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2007/08/bakunine-dixit.html' title='bakunine dixit'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RslqHk9yZ4I/AAAAAAAABO8/TgR9y9lcRy8/s72-c/Bakunine.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-110188311906079173</id><published>2007-07-27T17:02:00.000+01:00</published><updated>2007-07-27T17:04:50.890+01:00</updated><title type='text'>exemplo de acção directa não violenta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RqoXnPExltI/AAAAAAAABLc/iSaLQXIhT28/s1600-h/ef.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RqoXnPExltI/AAAAAAAABLc/iSaLQXIhT28/s320/ef.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091908291524662994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tampas de esgotos roubadas, paredes de estações de metropolitano impregnadas com ácido sulfúrico, carros incendiados: em Berlim, relata a agência Lusa, está a aparecer um novo tipo de criminalidade que dá preocupações acrescidas à polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incendiar carros de luxo ou esvaziar-lhes os pneus tornou-se um dos "desportos" favoritos de ambientalistas radicais. Este ano, o número de veículos de gama alta incendiados na capital alemã já vai em 78, mais do dobro dos casos ocorridos em 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fenómeno não atinge só Berlim, mas a maior metrópole do país, com 3,5 milhões de habitantes, leva a dianteira neste tipo de delitos que a polícia criminal tem tido muitas dificuldades em esclarecer. Embora tenham sido detidos, ao longo do ano, 14 suspeitos, todos jovens ligados à extrema-esquerda, continuou a aumentar o número de carros incendiados e a "cena" autónoma parece apostada em provar a sua militância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um porta-voz do Senado berlinense revelou que a situação se agravou após uma publicação de extrema-esquerda ter apelado a uma espécie de "concurso" entre várias cidades para incendiar carros de luxo ou partir-lhes os pára-brisas. "Não sei se a publicação já declarou quem venceu o tal concurso, mas não há dúvida de que Berlim está num dos lugares da frente", adiantou o responsável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;  &lt;a href="http://dn.sapo.pt/2007/07/27/internacional/um_novo_tipo_crime_desafia_policia_b.html"&gt;&lt;span class="arial_azul_escuro"&gt;&lt;b&gt;Um novo tipo de crime desafia polícia de Berlim&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;  &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-110188311906079173?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/110188311906079173/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=110188311906079173&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/110188311906079173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/110188311906079173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2007/07/exemplo-de-aco-directa-no-violenta.html' title='exemplo de acção directa não violenta'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RqoXnPExltI/AAAAAAAABLc/iSaLQXIhT28/s72-c/ef.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-6196811704282231336</id><published>2007-07-03T07:32:00.001+01:00</published><updated>2007-07-03T07:32:32.743+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Bob Marley - "Slogans"</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/I1fePhOraKs"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/I1fePhOraKs" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-6196811704282231336?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/6196811704282231336/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=6196811704282231336&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/6196811704282231336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/6196811704282231336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2007/07/bob-marley-slogans.html' title='Bob Marley - &quot;Slogans&quot;'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-7398203361562647322</id><published>2007-06-21T22:01:00.000+01:00</published><updated>2007-06-21T22:03:50.046+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='domesticação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='capitalismo'/><title type='text'>Tamiflu ligado a suicídios</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RnrnnYXV7cI/AAAAAAAABDI/pBQ4P1xbdM4/s1600-h/tamiflu.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RnrnnYXV7cI/AAAAAAAABDI/pBQ4P1xbdM4/s320/tamiflu.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078626193554927042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span class="a"&gt;A informação surge depois de o governo do Japão ter suspendido o uso do antigripal em adolescentes por terem sido detectados quatro casos de menores com comportamentos suicidas, tendo dois deles morrido ao saltarem de andares elevados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span class="a"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span class="a"&gt;O Tamiflu combate a doença da gripe das aves, que desde 2003 atingiu 279 pessoas, das quais morreram 169, informou a Organização Mundial de Saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio da Manhã&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-7398203361562647322?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/7398203361562647322/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=7398203361562647322&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/7398203361562647322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/7398203361562647322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2007/06/tamiflu-ligado-suicdios.html' title='Tamiflu ligado a suicídios'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RnrnnYXV7cI/AAAAAAAABDI/pBQ4P1xbdM4/s72-c/tamiflu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-3432364962525257459</id><published>2007-06-21T21:53:00.000+01:00</published><updated>2007-06-21T21:55:31.075+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='controlo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='capitalismo'/><title type='text'>Governante que defendia sobreiros posto de parte</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RnrlnoXV7bI/AAAAAAAABDA/mFEW6LKslmM/s1600-h/elfe-0149.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RnrlnoXV7bI/AAAAAAAABDA/mFEW6LKslmM/s320/elfe-0149.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078623998826638770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="arial_11_preto"&gt;O secretário de Estado das Florestas do Governo anterior, Luís Pinheiro, terá sido politicamente afastado do processo de decisão do abate dos sobreiros do caso "Portucale", após manifestar posições adversas aos interesses do Grupo Espírito Santo (GES), numa reunião ocorrida em Outubro de 2004. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial_11_preto"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial_11_preto"&gt; O afastamento de Pinheiro consta de um relatório da Inspecção-Geral da Agricultura, pedido pelo actual ministro da tutela, Jaime Silva. Além disso, também um memorando do GES, apreendido em buscas da PJ, alude à importância de deixá-lo de parte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial_11_preto"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial_11_preto"&gt; O ex-secretário de Estado, técnico florestal em fim de carreira e independente, e o então director-geral dos Recursos Florestais, Sousa Macedo, ainda vão juntos a uma reunião com responsáveis do GES, para discutir os 2605 sobreiros, semanas antes de Jorge Sampaio dissolver o Parlamento e fazer cair o Governo de Santana Lopes e Paulo Portas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial_11_preto"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial_11_preto"&gt; Mas, Pinheiro, antigo presidente do Instituto Florestal, conhece o processo há anos e baseou a sua posição na de técnicos que haviam dado pareceres contrários ao abate do montado, em Benavente. Por outro lado, defendia que o caso não pode ser analisado à luz do decreto-lei 11/97, como pretendia o GES, mas do 169/2001, mais restritivo na protecção da espécie em causa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial_11_preto"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial_11_preto"&gt; Perante as dificuldades levantadas, o director-geral dos Recursos Florestais passou, então, a assumir o parecer positivo sobre o corte de sobreiros e a tratar directamente com dois ministros. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial_11_preto"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial_11_preto"&gt; No final de Janeiro de 2005, já com legislativas marcadas para 20 do mês seguinte, o secretário de Estado foi supreendido com uma comunicação interna e ordinária que o faz saber que há um parecer positivo sobre o abate das árvores e já está a ser elaborado o despacho conjunto dos ministros Costa Neves (Agricultura), Nobre Guedes (Ambiente) e Telmo Correia (Turismo), que declarará a "utilidade pública" do projecto turístico do GES. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial_11_preto"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial_11_preto"&gt; Oficialmente, o despacho é emitido a quatro dias das legislativas, mas Jaime Silva veio ontem afirmar que "as assinaturas são posteriores às eleições". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial_11_preto"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial_11_preto"&gt; O ex-secretário de Estado das Florestas chegou a ser inquirido pela PJ sobre a sua intervenção no "Portucale". Contactado pelo JN, Luís Pinheiro preferiu não fazer declarações públicas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial_11_preto"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial_11_preto"&gt; Sousa Macedo, dois funcionários da direcção-geral referida, Costa Neves e três administradores do GES estão entre os 14 arguidos, até agora, constituídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jn.sapo.pt/2007/06/21/primeiro_plano/governante_defendia_sobreiros_posto_.html"&gt;Jornal de Notícias&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-3432364962525257459?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/3432364962525257459/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=3432364962525257459&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/3432364962525257459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/3432364962525257459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2007/06/governante-que-defendia-sobreiros-posto.html' title='Governante que defendia sobreiros posto de parte'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RnrlnoXV7bI/AAAAAAAABDA/mFEW6LKslmM/s72-c/elfe-0149.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-8320066683417359778</id><published>2007-06-21T21:47:00.000+01:00</published><updated>2007-06-21T21:52:02.740+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='primitivismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>Franceses protegem manuscrito do livro 'O Planeta dos Macacos'</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/Rnrk7IXV7aI/AAAAAAAABC4/bC1OBWRSj3I/s1600-h/planet_of_the_apes.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/Rnrk7IXV7aI/AAAAAAAABC4/bC1OBWRSj3I/s320/planet_of_the_apes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078623234322460066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos últimos seis meses, a Bibliothèque Nationale de France (BNF) tem coleccionado manuscritos de literatura de ficção científica, para tal solicitando directamente aos escritores (ou aos seus herdeiros) a contribuição. A mais recente doação chegou dos herdeiros do escritor Pierre Boulle (1912-1994), autor de &lt;i&gt;O Planeta dos Macacos&lt;/i&gt; (de 1963), um dos mais populares entre os romances de ficção científica de origem francesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oferta do manuscrito foi decisão comum dos herdeiros de Pierre Boulle, ou seja, a sua sobrinha Françoise e marido, Jean Loriot. Na mesma ocasião, foi entregue à BNF o manuscrito de um outro&lt;i&gt; best-seller&lt;/i&gt; de Boulle, o de &lt;i&gt;A Ponte sobre o Rio Kwai&lt;/i&gt; (1952). Este último estará em exposição, de 25 deste mês a 2 de Setembro, no anexo François Mitterand, da BNF, em Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O Planeta dos Macacos&lt;/i&gt;, mote para uma série de adaptações ao cinema, televisão e banda desenhada, conta a história de alguém que encontra, no espaço, uma garrafa com os últimos escritos de Ulysse Mérou e da sua missão enviada ao distante sistema em volta de Betelgeuse. Ao fim de uma viagem de dois anos aterram num planeta com características semelhantes às da Terra onde encontram uma comunidade humana, todavia primitiva e sem sinais de ter desenvolvido uma cultura ou sequer uma linguagem. Em pouco tempo verificam que essa comunidade não mais é que caça e consequente mão--de-obra escrava para uma outra, de chimpanzés e gorilas, afinal, os verdadeiros senhores do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro debate então as fronteiras da religião e da ciência a partir do confronto entre o astronauta e os símios, entre estes havendo um grupo de investigadores que questiona dogmas que apontam o homem como incapaz de pensar. O final do livro difere contudo do desfecho dramático que as adaptações ao cinema, via Hollywood, entretanto tornaram conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dn.sapo.pt/2007/06/21/artes/franceses_protegem_manuscrito_livro_.html"&gt;Diário de Notícias&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-8320066683417359778?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/8320066683417359778/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=8320066683417359778&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/8320066683417359778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/8320066683417359778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2007/06/franceses-protegem-manuscrito-do-livro.html' title='Franceses protegem manuscrito do livro &apos;O Planeta dos Macacos&apos;'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/Rnrk7IXV7aI/AAAAAAAABC4/bC1OBWRSj3I/s72-c/planet_of_the_apes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-1556135231051955650</id><published>2007-06-21T21:41:00.000+01:00</published><updated>2007-06-21T21:44:18.479+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='domesticação'/><title type='text'>Patrulheiros de jardins ameaçados por utentes</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RnrjG4XV7ZI/AAAAAAAABCw/fRFYRpSAKDs/s1600-h/443512.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RnrjG4XV7ZI/AAAAAAAABCw/fRFYRpSAKDs/s320/443512.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078621237162667410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os reformados contratados pela Câmara da Amadora para vigiar três dos principais parques urbanos da cidade queixam-se das ofensas e agressões constantes por parte dos cidadãos que se recusam a cumprir as regras de utilização estabelecidas para aqueles espaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vêem os donos a passear os cães sem trela, indivíduos a fumar em locais proibidos, adultos a andar de bicicleta ou crianças à jogar à bola em cima dos canteiros, até já fecham os olhos para evitar problemas. "As pessoas não fazem caso do que dizemos. Chamam-nos tudo e mais alguma coisa e até nos mandam para aquele sítio. Há um colega nosso que até já levou uma pedrada", desabafou ao DN Álvaro Ferreira, um dos patrulheiros que, durante o dia, vigiam o Parque Aventura (Falagueira), a Ilha Mágica do Lido (Venteira) e o Jardim Luís Vaz de Camões (na Brandoa), os primeiros espaços abrangidos por este novo projecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De segunda a domingo, entre as 09.00 e as 20.00, estes parques são vigiados por dez reformados. À noite, a segurança começará, a partir de segunda-feira, a ser garantida por câmaras de videovigilância ligadas à Polícia Municipal da Amadora (PMA) e à PSP. Estas já estão instaladas há cerca de um mês mas ainda não funcionam&lt;i&gt;&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As poucas patrulhas que as forças policiais do concelho fazem ao local estão longe de ser suficientes. "A partir das 21.00 não há cá ninguém e vêm para aqui muitos jovens. Há ali uma cabana muito usada pelos namorados e até já defecaram no escorrega. Uma criança sujou-se toda", lamenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vigilância do espaço também faz parte das funções da PMA, mas o comandante desta força, Pinheiro dos Santos, assume "não ter meios" para a fazer convenientemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançada no início do ano, esta iniciativa foi já copiada pela Câmara de Vila Franca de Xira. "Acho bem que outros municípios o façam. Os casos de vandalismo diminuíram substancialmente", assegura Gabriel Oliveira, o vereador que no princípio da década "importou" para a Amadora o conceito dos patrulheiros, reformados que ajudam crianças a atravessar nas passadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À semelhança do que aconteceu nesse projecto, os reformados foram, no último trimestre de 2006, convidados a inscrever-se nas juntas de freguesia da sua área de residência. Depois, foram seleccionados os dez que, a título experimental, permitiram o arranque desta acção. A ideia é alargá-lo a outros parques e jardins. A data desse alargamento ainda não está definida, porque dependerá das verbas disponíveis no orçamento para o próximo ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenvolvido em conjunto com a Associação de Solidariedade Social, Reformados, Pensionistas e Idosos da Mina (ASSORPIM), o projecto custa ao município cerca de 2500 euros por mês. Mas o esforço financeiro compensa porque, juntamente com a videovigilância, permitirá poupar dinheiro. "É, de longe, muito mais barato ter estas câmaras do que ter segu- rança privada 24 horas por dia nesses locais", afiança Joaquim Raposo, presidente da autarquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da insistência do DN, o autarca recusa revelar quanto investiu na aquisição e instalação daqueles equipamentos. Prefere deixar à polícia: "Só vale a pena termos o sistema a funcionar se depois houver actuação policial", alerta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dn.sapo.pt/2007/06/21/cidades/patrulheiros_jardins_ameacados_utent.html"&gt;Diário de Notícias&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-1556135231051955650?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/1556135231051955650/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=1556135231051955650&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/1556135231051955650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/1556135231051955650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2007/06/patrulheiros-de-jardins-ameaados-por.html' title='Patrulheiros de jardins ameaçados por utentes'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RnrjG4XV7ZI/AAAAAAAABCw/fRFYRpSAKDs/s72-c/443512.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-7340968364653170373</id><published>2007-06-21T17:18:00.000+01:00</published><updated>2007-06-21T21:44:55.019+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='controlo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='videovigilância'/><title type='text'>mais vigiados = menos livres</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RnqlUYXV7VI/AAAAAAAABCQ/iIuxt4_lTtM/s1600-h/sistemas_de_videovigilancia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RnqlUYXV7VI/AAAAAAAABCQ/iIuxt4_lTtM/s320/sistemas_de_videovigilancia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078553299369979218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=40569"&gt;Telmo Correia defende alargamento de videovigilância&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=820260&amp;div_id=291"&gt;Videovigilância em Lisboa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&amp;amp;id_news=280648"&gt;Telmo Correia quer videovigilância em zonas mais problemáticas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.record.pt/noticiacm.asp?id=246128&amp;idselect=21&amp;amp;idCanal=21&amp;p=200"&gt;Telmo Correia quer aumento da videovigilância&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&amp;amp;id_news=281969"&gt; Para a detecção dos autores dos &lt;i&gt;graffitis&lt;/i&gt; Telmo Correia defende (...) a instalação de sistemas de vídeo vigilância&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-7340968364653170373?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/7340968364653170373/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=7340968364653170373&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/7340968364653170373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/7340968364653170373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2007/06/mais-vigiados-menos-livres.html' title='mais vigiados = menos livres'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RnqlUYXV7VI/AAAAAAAABCQ/iIuxt4_lTtM/s72-c/sistemas_de_videovigilancia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-5965399086903721491</id><published>2007-06-20T20:15:00.000+01:00</published><updated>2007-06-21T21:45:25.317+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='primitivismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='john zerzan'/><title type='text'>"Futuro Primitivo" de John Zerzan editado em Portugal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/Rnl87IXV7SI/AAAAAAAABB4/Td9D1brHBu4/s1600-h/tn-futuroprimitivo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/Rnl87IXV7SI/AAAAAAAABB4/Td9D1brHBu4/s320/tn-futuroprimitivo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078227410136460578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;As ideias de John Zerzan situam-se na crítica à tecnologia e à cultura simbólica como origem da degenerescência da Humanidade que a iniciou com o advento da agricultura e da domesticação de toda a vida humana e da natureza. Rejeita, portanto, a divisão social e sexual do trabalho e o patriarcado, assim como a separação entre a Natureza e a Cultura. Singular, na visão de Zerzan, é a síntese de várias correntes filosóficas que elabora na crítica à sociedade moderna e pós-moderna como suportes que fazem parte de um mundo que se encontra moribundo. As fontes teóricas do Primitivismo a que Zerzan dá voz vão desde Adorno, aos situacionistas, à antropologia, ao luddismo, à ecologia e ao feminismo, assim como às correntes igualitárias e anti-autoritárias americanas e europeias. O Futuro Primitivo é, para nós, a obra mais marcante de John Zerzan. Para além de reflectir uma revisitação teórica da Pré-História, ataca violentamente as ideias preconcebidas da antroplogia oficial e dá-nos a possibilidade de encontrar uma ténue saída para a catástrofe iminente..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução de António Luís Catarino&lt;br /&gt;Referência 3504003&lt;br /&gt;ISBN 972-9250-26-2&lt;br /&gt;Edição: Maio 2007&lt;br /&gt;PP: 64&lt;br /&gt;Formato: 210 x 145&lt;br /&gt;Capa: Brochado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Disponível nas Livrarias desde 14 de Junho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;John Zerzan nasceu em 1943, em Oregon, EUA, e é licenciado em Ciências Políticas pela Stanford University e em História pela San Francisco State University. Preso em 1966, nos EUA, pela sua participação nos movimentos de desobediência civil e contra a guerra do Vietnam, conhecidos pelos tumultos de Berckeley. Abandonou, mais tarde, uma carreira universitária na University of Southern California. Hoje, dedica-se à educação de crianças e à jardinagem. Promove, ainda, conferências sobre o Primitivismo e Paleo-Anarquismo em todo o mundo. Destaca-se como escritor e filósofo do chamado Primitivismo com a edição de Elements of Refusal (Left Bank Books, Seattle, 1988) e de Future Primitive (Autonomedia, New York, 1994) livro agora traduzido para portu-guês pela Deriva e que lhe deu projecção internacional ao serem traduzidas versões para várias línguas. Questioning Technology (Freedom Press, Londres, 1988), The Mass Psychology of Misery, Tonality and the Totality, The Catastrophe of Postmodernism e The Nihilist\'s Dictionary contam-se entre as suas obras mais recentes. Em 2002, edita Against Civilization: Readings and Reflections, em Los Angeles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.derivaeditores.pt/"&gt;Deriva Editores&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-5965399086903721491?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/5965399086903721491/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=5965399086903721491&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/5965399086903721491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/5965399086903721491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2007/06/futuro-primitivo-de-john-zerzan-editado.html' title='&quot;Futuro Primitivo&quot; de John Zerzan editado em Portugal'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/Rnl87IXV7SI/AAAAAAAABB4/Td9D1brHBu4/s72-c/tn-futuroprimitivo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-7395215557291203425</id><published>2007-06-20T19:32:00.000+01:00</published><updated>2007-06-21T21:45:54.351+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='etanol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imperialismo'/><title type='text'>Tanques cheios, estômagos vazios - Etanol e eco-colonialismo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RnlzLoXV7RI/AAAAAAAABBw/kXz8_DVvuHI/s1600-h/article_image.php.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RnlzLoXV7RI/AAAAAAAABBw/kXz8_DVvuHI/s320/article_image.php.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078216698488024338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;     &lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;por Skyler Simmons&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;A curiosidade acerca do etanol tem aumentado tremendamente nos últimos anos à medida que os preços do petróleo sobem, racistas de direita procuram um modo de se tornarem independentes do Médio Oriente e os esquerdistas procuram uma resolução rápida para o aquecimento global que não requeira a redução do seu nível de consumo. Em Janeiro o presidente Bush tornou público um plano para a produção de 35 biliões de barris de combustíveis biológicos (sendo a maior parte etanol) por ano até 2017. Contudo pouca atenção tem sido dada aos impactos reais, tanto no campo social como no ambiental, da produção de etanol.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;No início de Março Bush visitou o Brasil para assegurar uma importação massiva de etanol por parte dos EUA. A visita de Bush não foi recebida com elogios acerca do apoio que isso significará para a agricultura brasileira, mas com protestos militantes que apontavam a devastação ambiental e o neocolonialismo levado a cabo pela indústria brasileira de etanol. Na região de Ribeirão Preto 900 mulheres ocuparam uma fábrica de etanol da propriedade do cartel de negócios agrónomos Cargill. Também denunciaram o aumento da escassez de terra que está a ocorrer à medida que os proprietários ricos ocupam cada vez mais terras para a produção da monocultura de cana do açúcar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Em São Paulo, manifestantes responderam à visita de Bush marchando pelas ruas carregando fardos de cana do açúcar e confrontando a polícia. Os manifestantes realçaram que porções cada vez maiores da floresta amazónica estão a ser limpas e substituídas por quintas de monocultura cujo propósito é a produção de etanol. Suzanne Pereira dos Santos, do Movimento dos Sem Terra, auxiliou na organização da marcha e afirmou que “Bush e os EUA partem para a guerra para controlar as reservas de petróleo, e agora Bush e os seus amigos estão a tentar controlar a produção de etanol no Brasil, não o podemos permitir.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Em Fevereiro ocorreram protestos em massa no México por causa do preço do milho, um dos sectores mais importantes do país. Mais de 75.000 pessoas marcharam pelas ruas da cidade do México exigindo uma redução imediata do preço do milho. Porque estão os preços tão altos? Porque quantidades cada vez maiores de milho se destinam à produção de etanol, o que provoca um aumento na procura e faz com que o preço do milho aumente rapidamente. O milho destina-se actualmente a alimentar o vício automóvel dos EUA em vez de alimentar os pobres do mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;O impacto ambiental da produção de etanol também é problemático. Plantar milho origina uma utilização enérgica intensiva em termos de consumo de combustível pelo equipamento mecânico das quintas bem como pela grande quantidade de fertilizantes à base de fósseis que é utilizada. Além disto são também utilizadas grandes quantidades de pesticidas tóxicos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;A destilação do etanol também queima grandes quantidades de combustíveis fósseis. A maior parte das destilarias funcionam com gás natural e cada vez mais destilarias estão a utilizar carvão. Uma fábrica localizada em Goldfield, no Iowa, queima diariamente 300 toneladas de carvão! Resumindo, o etanol é extremamente ineficaz, é necessário queimar três unidades de energia para produzir quatro. Há quem argumente que na realidade é necessária mais energia para produzir o etanol do que a energia que este produz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Muitos defensores do etanol afirmam que este é um “carbono neutro”; dado que o carbono existente no etanol foi originalmente sugado da atmosfera pela planta, afirmam que é um círculo fechado. Esta afirmação ignora completamente as quantidades massivas de combustíveis fósseis que são utilizados na plantação, transportação e destilação do milho do etanol. De facto, no que diz respeito a emissões responsáveis pelo efeito estufa, a produção e a ebulição do etanol é só ligeiramente melhor que a ebulição da gasolina!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;A promoção do etanol é uma das muitas últimas tentativas levadas a cabo pelo capitalismo industrial para assegurar a sua existência num mundo que se aproxima rapidamente duma era pós petrolífera. A busca do etanol é simplesmente a perpetuação de um sistema colonial explorador que rouba os recursos das comunidades mais pobres do mundo para manter o modo de vida consumista do Primeiro Mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;A produção de etanol em grande escala só poderá criar uma devastação ainda maior da Terra, à medida que os diversos ecossistemas são convertidos em quintas de monocultura.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A expropriação de terrenos será cada vez maior à medida que os agricultores de auto subsistência e os caçadores recolectores forem obrigados a abandonar as suas terras para dar lugar às novas colónias energéticas dos EUA.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Virarmo-nos para o etanol como fonte de combustível também significará transformar uma porção considerável de terra arável utilizada para a produção de comida em fontes de produção energética. À medida que aumentar a procura pelo etanol, iremos testemunhar uma tensão crescente entre as pessoas do Primeiro Mundo que querem abastecer os seus automóveis “verdes” e o resto do mundo que se debaterá apenas para conseguir comer. Os acontecimentos no México sem dúvida que são uma amostra do que aí vem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Não existe um remédio rápido tecnológico que possa curar a alteração climática e o pico do petróleo. Não podemos aceitar uma nova vaga de colonialismo que afecte o sul do Globo com os problemas que criamos com os nossos modos de vida exorbitantes do Primeiro Mundo. A única solução para estes problemas passa por uma redução dramática no nosso consumo de energia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Skyler Simmons adora ver os liberais entrarem em convulsão quando percebem que os combustíveis biológicos não vão salvar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O texto original encontra-se em &lt;a href="http://www.earthfirstjournal.org/article.php?id=305"&gt;http://www.earthfirstjournal.org/article.php?id=305&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-7395215557291203425?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/7395215557291203425/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=7395215557291203425&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/7395215557291203425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/7395215557291203425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2007/06/tanques-cheios-estmagos-vazios-etanol-e.html' title='Tanques cheios, estômagos vazios - Etanol e eco-colonialismo'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RnlzLoXV7RI/AAAAAAAABBw/kXz8_DVvuHI/s72-c/article_image.php.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-1976989085798373011</id><published>2007-06-19T23:25:00.000+01:00</published><updated>2007-06-19T23:27:52.429+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anticivilização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eventos'/><title type='text'>SEGUNDA CONVOCATÓRIA ENCONTROS ANTICIVILIZAÇÃO 2007 - 8, 9, 10 e 11 de Setembro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RnhYX4XV7OI/AAAAAAAABBY/Nx_os4zQDLQ/s1600-h/anticiv.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RnhYX4XV7OI/AAAAAAAABBY/Nx_os4zQDLQ/s320/anticiv.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5077905747150761186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encontrámos um bom lugar para celebrar os encontros. É um espaço próximo de Barcelona, a menos de 30 Kms, bem comunicado com transporte público directo, com bastante espaço para montar tendas e poder fazer os debates e as actividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também temos confirmada a assistência de um membro do colectivo Willful Disobedience, para animar o debate sobre “uma visão não primitivista da anticivilização”. As actividades prácticas também se vão confirmando, sobretudo à volta de habilidades (preparação de pão, reconhecimento de plantas úteis, alguns temas físicos, fazer fogo sem fósforos...), mas também de informação (de momento nanotecnologia). Estamos abertos a propostas de temas para debate e actividades de todo o tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sítio em concreto, torná-lo-emos público a meados de Agosto, mas podem ir preparando a viagem a Barcelona...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um colectivo que se encarregará de preparar comida vegetariana, o preço andará à volta dos 6 euros por día (2 pequeno almoço, 2 almoço e 2 jantar). Para quem não deseje usar esta opção, habilitar-se-á um local onde se possa cozinhar a própria comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário trazer saco-cama, tenda, prato, talheres e copo....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preparámos um blog com toda a informação sobre os encontros em diversos idiomas, a direcção é: &lt;a href="http://cgi.ninjaproxy.com/index.php/1010110A/1096e880f1d7e656b1924c9f7a5bdfd221713ee6b369e47d460c18211"&gt;http://anticiv.blogspot.com/&lt;/a&gt; . Para mais informação escrever a &lt;a href="http://cgi.ninjaproxy.com/index.php/1010110A/1583f59caad9b24ead954180205cc0fd286d2ae6f277a97d594418211"&gt;luddites@nodo50.org&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se agradecerá a tradução a qualquer outra língua e a difusão da convocatória por todos os meios ao alcance.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-1976989085798373011?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/1976989085798373011/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=1976989085798373011&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/1976989085798373011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/1976989085798373011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2007/06/segunda-convocatria-encontros.html' title='SEGUNDA CONVOCATÓRIA ENCONTROS ANTICIVILIZAÇÃO 2007 - 8, 9, 10 e 11 de Setembro'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RnhYX4XV7OI/AAAAAAAABBY/Nx_os4zQDLQ/s72-c/anticiv.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-4302667604612262735</id><published>2007-06-19T23:19:00.000+01:00</published><updated>2007-06-19T23:22:57.398+01:00</updated><title type='text'>fim de interregno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RnhXFYXV7NI/AAAAAAAABBQ/aIp1E1RYpE0/s1600-h/elf.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RnhXFYXV7NI/AAAAAAAABBQ/aIp1E1RYpE0/s320/elf.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5077904329811553490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Serve este postal meramente para anunciar o renascimento deste blog, a Revolução continua dentro de momentos, mais selvagem que nunca!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-4302667604612262735?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/4302667604612262735/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=4302667604612262735&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/4302667604612262735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/4302667604612262735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2007/06/fim-de-interregno.html' title='fim de interregno'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_Uit9jZvrE5A/RnhXFYXV7NI/AAAAAAAABBQ/aIp1E1RYpE0/s72-c/elf.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-116447177514978186</id><published>2006-11-25T16:22:00.000Z</published><updated>2007-06-21T21:46:24.264+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='zapatismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='indígenas'/><title type='text'>DECLARAÇÃO POLÍTICA DA ASSEMBLEIA POPULAR DOS POVOS DE OAXACA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No final do sexénio, este país encontra-se numa crise&lt;br /&gt;das mais agudas. Não existe governabilidade, a&lt;br /&gt;insegurança aumenta, o que se vê na forma impune como&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;actua a delinquência; as redes do nárcotráfico&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; cresceram debaixo da cumplicidade do governo, o&lt;br /&gt;desemprego e a economia informal aumentaram. Aumentam&lt;br /&gt;a dívida externa, a corrupção e a pobreza. As classes&lt;br /&gt;médias viram descrescer os seus rendimentos, a&lt;br /&gt;migração dos nossos conterrâneos cresceu como nunca, à&lt;br /&gt;custa das suas vidas. Por outro lado, cresceu a&lt;br /&gt;concentração da riqueza numas quantas famílias, a&lt;br /&gt;banca nacional passou a mãos estrangeiras e é uma das&lt;br /&gt;de maior sucesso ao nível mundial, pela forma como&lt;br /&gt;cobra os seus serviços e juros. O governo federal&lt;br /&gt;entrega o controlo dos meios de comunicação ao magnate&lt;br /&gt;Carlos Slim, através da Lei de televisão, que dispõe&lt;br /&gt;do espaço com amplas garantias para continuar&lt;br /&gt;enriquecendo com a sua obra alienante e&lt;br /&gt;desmobilizadora. Implementaram-se reformas na Educação&lt;br /&gt;que satisfazem posições ideológicas reaccionárias, das&lt;br /&gt;quais o povo precisa se libertar. O país está&lt;br /&gt;subordinado ao império dos Estados Unidos e Vicente&lt;br /&gt;Fox passou a ser o seu lacaio.&lt;br /&gt;No território oaxaquenho localizam-se 42% dos&lt;br /&gt;municípios mais pobres do país, onde não existe acesso&lt;br /&gt;a serviços básicos: água potável, saneamento e energia&lt;br /&gt;eléctrica. 20% dos oaxacanhos são analfabetos. por&lt;br /&gt;fim, estamos no último e penúltimo lugar nos índices&lt;br /&gt;de desenvolimento social, saúde, educação, emprego e&lt;br /&gt;rendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento actual, Oaxaca vive a crise mais aguda da&lt;br /&gt;sua História, por causa do governador ilegítimo Ulises&lt;br /&gt;&lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","Ruiz que chegou ao poder mediante a fraude eleitoral&lt;br /&gt;mais dispendiosa da História. Em resposta à sua forma&lt;br /&gt;de governo ditatorial, prepotente e corrupta,&lt;br /&gt;uniram-se diversos grupos, organizações e pessoas para&lt;br /&gt;resistir face a um sistema partidário esgotado, que&lt;br /&gt;atraiçoou os interesses dos sectores populares,&lt;br /&gt;tornando-se cada vez mais agressivo.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;No meio desta convulsão social e política nasce a&lt;br /&gt;Assembleia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO) para dar&lt;br /&gt;apoio à luta por nossas aspirações históricas mais&lt;br /&gt;legítimas.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;APPO conseguiu congregar os povos índios, as&lt;br /&gt;autoridades municipais, os representantes comunitários&lt;br /&gt;e os empresários para impulsionar os fóruns&lt;br /&gt;«Construindo a Democracia e Governabilidade de Oaxaca»&lt;br /&gt;e os «Diálogos para a Paz», espaços onde se conseguiu&lt;br /&gt;consensuar uma agenda política de reforma do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A referida agenda tem quatro linhas principais:&lt;br /&gt;A) A reforma política&lt;br /&gt;B) A reforma socio-económica&lt;br /&gt;C) A reforma social&lt;br /&gt;D) A reforma cultural.&lt;br /&gt;O Congresso Constitutivo da APPO foi convocado para&lt;br /&gt;fortalecer-se e dotar-se de uma estrutura que permita&lt;br /&gt;a incorporação de muitas aldeias que ainda não se&lt;br /&gt;tenham aproximado, ratificando a luta pacífica através&lt;br /&gt;da mobilização de massas.&lt;br /&gt;A Assembleia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO) é uma&lt;br /&gt;organização plural e ampla, que tem como base a&lt;br /&gt;mobilização consciente e solidária; sua estrutura&lt;br /&gt;organizativa é horizontal. Para a tomada de decisões,&lt;br /&gt;estas devem ser colectivas e por consenso,&lt;br /&gt;expressando-se livremente os participantes. Trata-se&lt;br /&gt;de uma associação onde o povo manda e seus&lt;br /&gt;representantes respondem dos ditos mandatos.&lt;br /&gt;Nas circunstâncias difíceis de vida actuais, a APPO é&lt;br /&gt;a via necessária para fazer realidade as aspirações de&lt;br /&gt;operários e camponeses, das comunidades orignárias,&lt;br /&gt;das donas de casa, dos estudantes e do povo em geral.&lt;br /&gt;A APPO propõe:&lt;br /&gt;A) Uma transformação profunda e radical das relações&lt;br /&gt;",1] );  //--&gt;&lt;/script&gt;Ruiz que chegou ao poder mediante a fraude eleitoral&lt;br /&gt;mais dispendiosa da História. Em resposta à sua forma&lt;br /&gt;de governo ditatorial, prepotente e corrupta,&lt;br /&gt;uniram-se diversos grupos, organizações e pessoas para&lt;br /&gt;resistir face a um sistema partidário esgotado, que&lt;br /&gt;atraiçoou os interesses dos sectores populares,&lt;br /&gt;tornando-se cada vez mais agressivo.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;No meio desta convulsão social e política nasce a&lt;br /&gt;Assembleia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO) para dar&lt;br /&gt;apoio à luta por nossas aspirações históricas mais&lt;br /&gt;legítimas.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;APPO conseguiu congregar os povos índios, as&lt;br /&gt;autoridades municipais, os representantes comunitários&lt;br /&gt;e os empresários para impulsionar os fóruns&lt;br /&gt;«Construindo a Democracia e Governabilidade de Oaxaca»&lt;br /&gt;e os «Diálogos para a Paz», espaços onde se conseguiu&lt;br /&gt;consensuar uma agenda política de reforma do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A referida agenda tem quatro linhas principais:&lt;br /&gt;A) A reforma política&lt;br /&gt;B) A reforma socio-económica&lt;br /&gt;C) A reforma social&lt;br /&gt;D) A reforma cultural.&lt;br /&gt;O Congresso Constitutivo da APPO foi convocado para&lt;br /&gt;fortalecer-se e dotar-se de uma estrutura que permita&lt;br /&gt;a incorporação de muitas aldeias que ainda não se&lt;br /&gt;tenham aproximado, ratificando a luta pacífica através&lt;br /&gt;da mobilização de massas.&lt;br /&gt;A Assembleia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO) é uma&lt;br /&gt;organização plural e ampla, que tem como base a&lt;br /&gt;mobilização consciente e solidária; sua estrutura&lt;br /&gt;organizativa é horizontal. Para a tomada de decisões,&lt;br /&gt;estas devem ser colectivas e por consenso,&lt;br /&gt;expressando-se livremente os participantes. Trata-se&lt;br /&gt;de uma associação onde o povo manda e seus&lt;br /&gt;representantes respondem dos ditos mandatos.&lt;br /&gt;Nas circunstâncias difíceis de vida actuais, a APPO é&lt;br /&gt;a via necessária para fazer realidade as aspirações de&lt;br /&gt;operários e camponeses, das comunidades orignárias,&lt;br /&gt;das donas de casa, dos estudantes e do povo em geral.&lt;br /&gt;A APPO propõe:&lt;br /&gt;A) Uma transformação profunda e radical das relações&lt;br /&gt;&lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","do governo e sociedade, das instituições e da forma de&lt;br /&gt;exercer o poder.&lt;br /&gt;B) Como gérmen do novo poder, construir o poder&lt;br /&gt;popular nas colónias, nos bairros, nas comunidades,&lt;br /&gt;nos &amp;quot;ejidos&amp;quot; [terrenos de cultivo comum], nas escolas,&lt;br /&gt;etc.&lt;br /&gt;C) Um Oaxaca baseado na democracia integral, num&lt;br /&gt;desenvolvimento sustentável, na equidade social e na&lt;br /&gt;justiça&lt;br /&gt;D) Aproveitar as condições políticas e sociais do&lt;br /&gt;estado para ir gerando diálogo com os diversos&lt;br /&gt;sectores para construir uma agenda política.&lt;br /&gt;E) Convocamos as forças democráticas a deixarem-se de&lt;br /&gt;atitudes sectárias, para construir a Unidade nacional&lt;br /&gt;através da Assembleia Popular dos Povos do México&lt;br /&gt;F) Impulsionar e apoiar a formação de assembleias&lt;br /&gt;populares estatais, regionais, locais e sectoriais que&lt;br /&gt;recuperem as tradições colectivas, comunitárias e&lt;br /&gt;populares que encontram na prática assembléista sua&lt;br /&gt;expressão mais plena e desenvolvida de democracia&lt;br /&gt;directa.&lt;br /&gt;G) Dar cobertura e apoio a todas as expressões da&lt;br /&gt;mobilização e da luta popular, para enfrentar a&lt;br /&gt;repressão, manipulação e engano, que dividem,&lt;br /&gt;dispersam e isolam as lutas e os esforços&lt;br /&gt;organizativos populares.&lt;br /&gt;CONSTRUAMOS AS ASSEMBLEIAS POPULARES EM TODO O PAÍS!&lt;br /&gt;VAMOS CONSTRUIR A GRANDE UNIDADE NACIONAL ATRAVÉS DA&lt;br /&gt;ASSEMBLEIA POPULAR DOS POVOS DO MÉXICO!&lt;br /&gt;VIVA O CONGRESSO CONSTITUINTE DA APPO!&lt;br /&gt;ULISES FORA DE OAXACA!&lt;br /&gt;TODO O PODER AO POVO!&lt;br /&gt;ASSEMBLEIA POPULAR DOS POVOS DE OAXACA (APPO)&lt;br /&gt;17 de Novembro de 2006, Oaxaca de Juárez, Oaxaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Associação de Classe Interprofissional&lt;br /&gt;&lt;a&gt;acinterpro@gmail.com&lt;/a&gt;  &lt;a&gt;www.acinterpro.org&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________________________&lt;wbr&gt;______________________________&lt;wbr&gt;________________________&lt;br /&gt;",1] );  //--&gt;&lt;/script&gt;do governo e sociedade, das instituições e da forma de&lt;br /&gt;exercer o poder.&lt;br /&gt;B) Como gérmen do novo poder, construir o poder&lt;br /&gt;popular nas colónias, nos bairros, nas comunidades,&lt;br /&gt;nos "ejidos" [terrenos de cultivo comum], nas escolas,&lt;br /&gt;etc.&lt;br /&gt;C) Um Oaxaca baseado na democracia integral, num&lt;br /&gt;desenvolvimento sustentável, na equidade social e na&lt;br /&gt;justiça&lt;br /&gt;D) Aproveitar as condições políticas e sociais do&lt;br /&gt;estado para ir gerando diálogo com os diversos&lt;br /&gt;sectores para construir uma agenda política.&lt;br /&gt;E) Convocamos as forças democráticas a deixarem-se de&lt;br /&gt;atitudes sectárias, para construir a Unidade nacional&lt;br /&gt;através da Assembleia Popular dos Povos do México&lt;br /&gt;F) Impulsionar e apoiar a formação de assembleias&lt;br /&gt;populares estatais, regionais, locais e sectoriais que&lt;br /&gt;recuperem as tradições colectivas, comunitárias e&lt;br /&gt;populares que encontram na prática assembléista sua&lt;br /&gt;expressão mais plena e desenvolvida de democracia&lt;br /&gt;directa.&lt;br /&gt;G) Dar cobertura e apoio a todas as expressões da&lt;br /&gt;mobilização e da luta popular, para enfrentar a&lt;br /&gt;repressão, manipulação e engano, que dividem,&lt;br /&gt;dispersam e isolam as lutas e os esforços&lt;br /&gt;organizativos populares.&lt;br /&gt;CONSTRUAMOS AS ASSEMBLEIAS POPULARES EM TODO O PAÍS!&lt;br /&gt;VAMOS CONSTRUIR A GRANDE UNIDADE NACIONAL ATRAVÉS DA&lt;br /&gt;ASSEMBLEIA POPULAR DOS POVOS DO MÉXICO!&lt;br /&gt;VIVA O CONGRESSO CONSTITUINTE DA APPO!&lt;br /&gt;ULISES FORA DE OAXACA!&lt;br /&gt;TODO O PODER AO POVO!&lt;br /&gt;ASSEMBLEIA POPULAR DOS POVOS DE OAXACA (APPO)&lt;br /&gt;17 de Novembro de 2006, Oaxaca de Juárez, Oaxaca.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-116447177514978186?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/116447177514978186/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=116447177514978186&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/116447177514978186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/116447177514978186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/11/declarao-poltica-da-assembleia-popular.html' title='DECLARAÇÃO POLÍTICA DA ASSEMBLEIA POPULAR DOS POVOS DE OAXACA'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115478962881563494</id><published>2006-08-05T15:51:00.000+01:00</published><updated>2007-06-21T21:46:43.419+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='zapatismo'/><title type='text'>Algumas palavras sobre o Zapatismo - Pier Francesco Zarcone</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; zapatismo actual é um fenómeno político particular no conjunto dos movimentos políticos contemporâneos.&lt;br /&gt;Sabe-se que nasce da acção de militantes radicais esquerdistas chegados às terras índias do Chiapas entre os anos 70 e 80 do século passado: estes jovens integraram-se bem nas comunidades indígenas locais e, com o passar do tempo, identificaram-se com estas comunidades ao ponto de desenvolver o papel de porta-vozes dos seus interesses.&lt;br /&gt;Trata-se do ponto de partida para compreender o fenómeno zapatista: podemos dizer que agora apresenta uma matriz índia muito clara, sem ser somente o veículo de valores indígenas.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, é hoje expressão e instrumento dos desejos das comunidades indígenas pela autonomia, ou seja, pela autodeterminação cultural e económica. A organização tradicional destas Comunidades não se baseia no domínio de um cacique despótico, mas numa autoridade que actua em baixo e permanece na assembleia comunitária, fonte do poder popular. O zapatismo de nova forma avaliou esta organização tradicional, e fez disto o ponto de partida para a sua aproximação aos problemas políticos.&lt;br /&gt;Como disse o próprio subcomandante Marcos, o zapatismo não quer a conquista do poder ou - melhor dito - do domínio político. Deseja porém «abrir um espaço de luta política onde o povo cidadão (...) possa desenvolver uma participação política real, opinar e decidir qual o sistema social e o sistema político (...) que queira».&lt;br /&gt;O objectivo é construir espaços livres e autogeridos para realizar directamente o contrapoder social. Embora tinha aparecido como movimento armado, o zapatismo está bem longe dos típicos movimentos guerrilheiros, in primis latino-americanos, e a sua atipicidade faz com que os "puristas" do anarquismo possam considerá-lo somente reformista.&lt;br /&gt;Na realidade, o zapatismo é hoje a fonte duma acção maciça de resistência contra a penetração do Estado, do capital e do imperialismo nas zonas onde obra politicamente.&lt;br /&gt;Estas três formas de domínio querem desapossar os povos indígenas do sul de México (do Estado de Chiapas, em particular) das suas terras e começar uma exploração total dos recursos daquelas regiões.&lt;br /&gt;Enquanto os zapatistas controlarem aqueles territórios, os projectos do Estado mexicano, do capitalismo nacional e internacional, e do imperialismo ficarão paralisados.&lt;br /&gt;O zapatismo com os indígenas do sul mexicano luta contra a penetração do Estado e a "ocidentalização", enquanto o anarquismo clássico luta dentro de territórios ocidentalizados, já moldados pelo Estado e pelo capital; e - por isto - utiliza métodos diferentes, que não podem ser os mesmos do zapatismo.&lt;br /&gt;Mas o zapatismo tem uma possibilidade de acção maior na sociedade mexicana de hoje, sociedade que se quer disposta a reconhecer a identidade cultural e social de brancos, mestiços e índios: trata-se da defesa dos direitos e da auto-organização de classe dos explorados mexicanos. Nesta óptica são importantes a recente presença de Marcos na Cidade de México e o apoio zapatista às lutas dos camponeses vendedores de flores em Atenco, na zona de Texcoco, brutalmente atacados pela polícia. Se o zapatismo conseguir estender o seu raio de acção para além do sul, nesta conjuntura caracterizada por uma forte crise económica e social e pelo fortalecimento do controlo dos EUA nas fronteiras, contra a emigração mexicana, pode ser vejamos novidades interessantes no México, no futuro próximo. O importante é que a luta continue.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115478962881563494?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115478962881563494/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115478962881563494&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115478962881563494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115478962881563494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/08/algumas-palavras-sobre-o-zapatismo.html' title='Algumas palavras sobre o Zapatismo - Pier Francesco Zarcone'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115452203938695664</id><published>2006-08-02T13:32:00.000+01:00</published><updated>2006-08-02T13:33:59.390+01:00</updated><title type='text'>ENCONTRO VIDA VERDE 2006</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/1600/ViaVerde.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/320/ViaVerde.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Por uma Vida Simples, Natural e Sustentável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para informações completas, visite o website:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://vidaverde.eco-gaia.net/" target="_blank"&gt;http://vidaverde.eco-gaia.net &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * * * *&lt;br /&gt;PF DIVULGUE&lt;br /&gt;* * * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é o Vida Verde:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Verde é um Encontro exclusivamente dedicado à partilha de práticas ecológicas, em que uma das finalidades é proporcionar a todos os participantes os conhecimentos e a sabedoria para viver uma vida Simples, Natural e Sustentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crescente instabilidade social e económica, cujas repercussões agravam severamente o ambiente, levam a que cada vez mais indivíduos e famílias comecem a procurar formas alternativas de vida que não sejam destrutivas e que, acima de tudo, sejam mais equilibradas e justas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Face às irreversíveis alterações climáticas e consequentes necessidades de adaptação, urge criar novos paradigmas de vida que minimizem ao máximo o impacto negativo no ambiente natural e social. Para que isto seja possível é necessário reduzir o consumo, reaproveitar recursos recicláveis evitando todos os desperdícios, reflorestar e adoptar métodos de agricultura ecológica, utilizar energia de fontes renováveis retendo-a ao máximo, implementar economias locais auto-reguladas e independentes dos macro-sistemas económicos, entre muitas outras abordagens mais sustentáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Objectivos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Encontro Vida Verde tem como um dos objectivos principais proporcionar oportunidades de aprendizagem e ensinamento para que se espalhe o "bicho ecológico prático". Como fim, pretende-se que todos os participantes se possam conhecer e unir para criarem Eco-quintas, Eco-Aldeias ou Eco-Cidades, sabendo fazer bem para respeitar e recuperar a Natureza e a dignidade Humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros objectivos, incluem a nível nacional e através de várias formas, o apoio e ajuda ao desenvolvimento e/ou criação de eco-comunidades, tais como eco-quintas e eco-aldeias, incluindo educar e transformar mentalidades das populações locais e apoiar um desenvolvimento natural e sustentável em relação às mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filosofia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditamos que para a construção e desenvolvimento de uma comunidade verdadeiramente sustentável, devem ser prioridades a adopção e implementação de critérios e práticas que respeitem o Planeta, a Humanidade, os Animais não-humanos e a Mãe Natureza como um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No desenvolvimento do Encontro Vida Verde, guiamo-nos pela filosofia de que sempre que possível, re-utilizar e/ou utilizar-se somente produtos, materiais e métodos o mais naturais e ecológicos possíveis, que não sejam prejudiciais à saúde das pessoas nem à dos animais e ao Ambiente, que respeitem e estejam em sintonia com a Natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Encontro Vida Verde, pretendemos que, através de técnicas naturais mas tecnologicamente avançadas (ex.: utilização da Permacultura, energias renováveis, etc), seja possível um regresso às origens, onde a Humanidade e a Natureza possam finalmente co-existir em harmonia, num espiríto de comunhão de profunda paz e solidariedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metodologia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um encontro de todos, para todos e com todos os presentes, não se trata de assistir ou consumir um programa, mas um modo de estar activa e participativamente; o encontro será aquilo que os participantes que se revejam nos objectivos quiserem fazer dele, sem hierarquias, sem cargos, com funções flexíveis e adaptáveis às necessidades de cada momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A colaboração e participação de todos é importante.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115452203938695664?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115452203938695664/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115452203938695664&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115452203938695664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115452203938695664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/08/encontro-vida-verde-2006.html' title='ENCONTRO VIDA VERDE 2006'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115367814684024244</id><published>2006-07-23T19:07:00.000+01:00</published><updated>2006-07-23T19:09:06.886+01:00</updated><title type='text'>Green Anarchy #23 (Verão/Outono 2006)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/1600/GreenAnarchy23.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/320/GreenAnarchy23.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.greenanarchy.org"&gt;encomende já!&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115367814684024244?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115367814684024244/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115367814684024244&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115367814684024244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115367814684024244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/07/green-anarchy-23-verooutono-2006.html' title='Green Anarchy #23 (Verão/Outono 2006)'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115362635569926009</id><published>2006-07-23T04:45:00.000+01:00</published><updated>2006-07-23T04:45:55.700+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O texto anterior já é um pouco antigo, estava por aqui perdido nos meus arquivos, mas creio que será útil.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115362635569926009?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115362635569926009/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115362635569926009&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115362635569926009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115362635569926009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/07/o-texto-anterior-j-um-pouco-antigo.html' title=''/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115362630205126193</id><published>2006-07-23T04:43:00.000+01:00</published><updated>2006-07-23T04:45:02.056+01:00</updated><title type='text'>Islão: direito de defesa - Flávio Gonçalves</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/1600/cab_islao.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/320/cab_islao.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="mov_mat_texto"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;i&gt;"Bombardeiem as nossas cidades,&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="mov_mat_texto"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="mov_mat_texto"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;i&gt;                       e bombardearemos as vossas!”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="mov_mat_texto"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="mov_mat_texto"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;i&gt;                       - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Osama Bin Laden&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="mov_mat_texto"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;span class="mov_mat_texto"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;br /&gt;Os países ditos democratas do Ocidente têm vindo a despertar para o flagelo do terrorismo islâmico, uma consequência da cegueira do Ocidente sobre as acções dos governos dos países ocidentais nas relações com o Médio Oriente desde 1948, acções de constante benevolência para com as atrocidades cometidas pelos supremacistas judeus, vulgo sionistas, sobre os povos árabes, com especial destaque para com o povo da Palestina, e de ardente crítica quando estes povos, legitimamente, se insurgem contra o opressor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de alertar para o facto de que, até 1948, tanto judeus como muçulmanos e árabes residiam e conviviam pacificamente na Palestina, só com a criação do Estado sionista de Israel se iniciou o clima de autêntica guerra civil que perdura até aos nossos dias e clima este que, segundo parece, chegará a conviver com os nossos netos e bisnetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ocidente tem desde sempre recorrido à desinformação e às mentiras para branquear a realidade daquilo que decorre em solo árabe, como pudemos constatar pelas mentiras flagrantes utilizadas pela administração Bush para justificar a invasão ao Iraque, a desculpa de que o regime de Saddam Hussein possuía armas de destruição massiva e que constituía uma ameaça à segurança mundial, desculpa rebatida pelos inspectores das Nações Unidas destacados no Iraque, e que o Estado iraquiano teria relações com grupos terroristas islâmicos, coisa que também era fruto da fértil imaginação do líder daquele país com o povo mais ignorante da face da terra mas que se acha dono do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto que em Israel se constrói um muro que, pelo preço e tecnologia utilizada, meteria inveja a qualquer soviético da Alemanha de Leste nos tempos da URSS nos EUA e Europa, creio que só a América do Sul terá escapado à islamofobia programada, mantém-se e exalta-se um terror irracional ao Islão, uma religião conhecida pela sua milenar tolerância para com outros povos e outras religiões, e agraciam-se os principais mentirosos, culpados de mentir ao seu próprio povo e de invadirem países com os quais não se encontravam em guerra – Afeganistão e Iraque –, com novos mandatos eleitorais... estará tudo doido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerar maléficos os “atentados” levados a cabo em Inglaterra, praticados por extremistas sanguinários, é ser tremendamente ingénuo. Então o povo não sabe que quando se bombardeiam escolas, hospitais, centrais eléctricas, estradas e se invade militarmente um país ocupando-o com tropas a definição clássica é GUERRA? E que em guerra o oponente também se defende? Os governos ocidentais declararam guerra a vários países do Médio Oriente, bombardearam-nos, invadiram-nos, derrubaram os seus governos e ocuparam-nos, o povo não se queixou nem achou o acto criminoso, agora que cidadãos oriundos desses países fazem o mesmo, mas numa escala muito inferior já que nem Espanha nem Inglaterra foram bombardeadas semanas a fio nem ocupadas por centenas de milhar de tropas, o acto já é terrorista e maléfico? Será o povo neste lado do Atlântico tão ignorante como o povo do outro lado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que o povo árabe tem toda a legitimidade para se defender dos opressores, seja do McImpério ou dos seus lacaios, quem vai à guerra dá e leva, esta é uma regra intemporal. Se as crianças, mulheres e civis de Bagdade caíram vítimas de bombardeamentos e foram baptizadas de “baixas secundárias”, o que ocorreu em Madrid e em Londres foram também “baixas secundárias”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o povo oprimido tem direito à sua defesa!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115362630205126193?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115362630205126193/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115362630205126193&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115362630205126193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115362630205126193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/07/islo-direito-de-defesa-flvio-gonalves.html' title='Islão: direito de defesa - Flávio Gonçalves'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115362599775868044</id><published>2006-07-23T04:35:00.000+01:00</published><updated>2006-07-23T04:39:57.826+01:00</updated><title type='text'>Futuro primitivo - John Zerzan</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/1600/warrior.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/320/warrior.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; A divisão do trabalho, que tanto contribuiu para nos submergir na crise global de nosso tempo, atua cotidianamente para impedir-nos de compreender a origem do horror atual. Mary Lecron Foster (1990) e outros acadêmicos afirmam, com muito eufemismo, que, hoje em dia, a antropologia está "ameaçada por uma fragmentação grave e destrutiva". A voz de Shanks e Tilley (1987) faz eco de um problema similar "o objetivo da arqueologia não é somente interpretar o passado, senão transformar a maneira em como é interpretado em benefício da reconstrução social atual". Evidentemente, as ciências sociais, por si mesmas, limitam a perspectiva e a profundidade da visão necessária que permitiriam uma reconstrução como esta. Em termos das origens e do desenvolvimento da humanidade, o leque de disciplinas e sub-disciplinas cada dia mais ramificado -antropologia, arqueologia, paleontologia, etnologia, paleobotânica, etno-antropologia, etc., etc. - refletem a restrição, o efeito mutilador que a civilização personificou desde o seu começo.&lt;br /&gt;A literatura especializada pode, apesar de tudo, proporcionar uma idéia altamente apreciável, com a condição de abordá-la com método e consciência apropriada, com a condição de deter a decisão de ultrapassar seus limites. De fato as deficiências no pensamento ortodoxo correspondem às exigências de uma sociedade cada vez mais frustrante. A insatisfação com a vida contemporânea se transforma em desconfiança frente às mentiras oficiais que servem para justificar estas condições de existência: esta desconfiança permite assim mesmo esboçar um quadro mais fiel do desenvolvimento da humanidade. Explicou-se exaustivamente a renúncia e a submissão que caracterizam a vida moderna pela "natureza humana". Assim mesmo, o limite de nossa existência pré-civilizada, feita de privações, de brutalidade e de ignorância acaba por fazer aparecer a autoridade como um benefício que nos salva da selvageria. Ainda se invoca ao "homem das cavernas" e “Neanderthal" para nos lembrar onde estaríamos sem a religião, o Estado e os trabalhos forçados.&lt;br /&gt;Porém, esta visão ideológica de nosso passado foi radicalmente modificada no curso das últimas décadas graças ao trabalho de universitários como Richard Lee e Marshall Sahlins. Têm-se assistido a uma mudança quase completa na ortodoxia antropológica de importantes conseqüências. Admite-se a partir de agora que antes da domesticação, antes da invenção da agricultura, a existência humana passava essencialmente no ócio, que descansava na intimidade com a natureza, sobre uma sabedoria sensual, fonte de igualdade entre sexos e de boa saúde corporal. Isso foi nossa natureza humana, por durante aproximadamente dois milhões de anos, antes de nossa submissão aos sacerdotes, reis e patrões.&lt;br /&gt;Recentemente se fez outra revelação surpreendente, ligada à primeira e dando-lhe outra amplitude, que mostra quem fomos e o que nós poderíamos ser. O principal motivo de rejeição às novas descrições da vida dos caçadores-recolhedores consiste, em considerar este modo de vida com condescência, como o máximo a que podia chegar a espécie nos primeiros estágios de sua evolução. Assim, os que ainda propagam esta visão consideram que teria um longo período de graça e de existência pacífica, mas dizem que os humanos simplesmente não tinham a capacidade mental para mudar sua simplicidade por complexidade social e realização tecnológica.&lt;br /&gt;Em um golpe fundamental à civilização, agora aprendemos que não só foi a vida das pessoas uma vez, e para tão muito tempo, um estado que não sabia a alienação ou a dominação, mas como as investigações desde os anos 80 por arqueólogos John Fowlett, Thomas Wynn, e os outros mostraram, aqueles seres humanos possuíram uma inteligência pelo menos igual a nossa própria. A antiga tese da "ignorância" foi apagada de uma vez, e nós contemplamos nossas origens com uma luz nova.&lt;br /&gt;Com a finalidade de colocar a questão de nossa capacidade mental em seu contexto, é útil rever as diversas interpretações (com freqüência carregadas de ideologia) das origens e do desenvolvimento da humanidade. Robert Ardrey (1961,1976) pinta um quadro patriarcal e sanguinário da pré-história, como fizeram num grau ligeiramente menor, Desmond Morris e Lionel Tiger. Na mesma direção, Sigmund Freud e Konrad Lorenz descreveram a depravação inata da espécie, contribuindo assim com uma pedra no edifício da aceitação da hierarquia e do poder no presente.&lt;br /&gt;Felizmente, um panorama muito mais plausível acabou por emergir, correspondendo a um conhecimento geral da vida paleolítica. O compartilhar e repartir os alimentos foram finalmente considerados como um aspecto importante na vida das primeiras sociedades humanas (i.e. Washburn and DeVore, 1961). Jane Goodall (1971) e Richard Leakey (1978), entre outros, chegaram à conclusão que isso foi um dos elementos chave no acesso ao estágio de Homo ao menos há dois milhões de anos. Esta teoria avançada nos inícios dos anos 70 por Linton, Zihiman, Tanner e Isaac, da tese de cooperação, acabou por ser a dominante. Um dos elementos convincentes a favor da tese da cooperação, contra a da violência generalizada e da dominação dos machos, é a da diminuição, já nos primeiros estágios da evolução, da diferença de tamanho e peso entre machos e fêmeas. O dimorfismo sexual era inicialmente muito pronunciado, incluindo tais características como caninos proeminentes ou "dentes de combate" entre os machos e caninos muito menores entre as fêmeas. O desaparecimento dos grandes caninos entre os machos aponta a tese segundo a qual a fêmea da espécie operou uma seleção a favor dos machos sociáveis, que compartilhavam mais. A maior parte dos símios atuais, na ausência da capacidade da fêmea de escolha, têm os caninos significantemente mais longos e grossos entre os machos que entre as fêmeas. (Zihiman 1981, Tanner 1981).&lt;br /&gt;A divisão sexual do trabalho é outra questão fundamental nos princípios da humanidade, é aceita quase sem discussão e inclusive expressada pela ordem mesmo da expressão caçadores recolhedores. Atualmente se admite que a coleta de alimentos vegetais, que durante muito tempo se considerou um domínio exclusivo das mulheres e de importância secundária frente à caça, supervalorizada como atividade masculina, constituía a principal fonte de alimentos (Johansen e Shreeave 1989). Sendo assim, as mulheres não dependiam, de maneira significativa dos homens para se alimentar (Hamilton 1984), parece provável que, ao invés de toda divisão do trabalho, a flexibilidade e a partilha era a regra (Bender 1989). Como mostra Zihiman (1981), uma flexibilidade geral de comportamento teria sido a característica principal dos primeiros tempos da espécie humana. Joan Gero (1991) demonstrou que os utensílios de pedra podiam ter sido feitos tanto por homens como por mulheres, e Poirier (1987) nos lembra que "nenhuma prova arqueológica apóia a teoria segundo a qual os primeiros humanos praticaram a divisão sexual do trabalho". Não parece que a procura de alimento tenha obedecido a uma divisão do trabalho sistemática (Slocum 1975), e é muito provável que a especialização por sexo se fizesse muito tarde no curso da evolução humana (Zihiman 1981, Crader e Isaac 1981).&lt;br /&gt;Assim, se a primeira adaptação de nossa espécie se centrou na coleta, quando apareceu a caça? Binford (1984) sustenta que nenhum sinal de práticas carnívoras indica o uso de produtos animais (i.e. evidência de práticas de sacrifício) até a aparição, relativamente recentes, de humanos anatomicamente modernos. O exame ao microscópio eletrônico de fósseis de dentes encontrados na África Oriental (1984) indicam uma dieta essencialmente composta por frutos, igualmente o exame similar de utensílios de pedra provenientes de Koobi Fora, Quênia, de 1,5 milhões de anos, (Keeley and Toth 1981) mostram que eles usavam para cortar os vegetais. O pouco de carne na dieta no início do Paleolítico era mais provavelmente encontrada do que particularmente caçada (Ehrenberg 1989b).&lt;br /&gt;A condição "natural" da espécie é evidentemente a de uma dieta formada em grande parte por alimentos vegetais ricos em fibra, ao contrário da alimentação moderna de alto conteúdo em matérias gordurosas e proteínas animais com sua seqüela de desordens crônicas (Mendeloff 1977). Nossos primeiros antepassados utilizavam "seu conhecimento detalhado do meio, numa espécie de cartografia cognitiva" (Zihiman 1981) na atividade de coletar as plantas que serviam a sua subsistência, as evidências arqueológicas da existência de caça não aparecem senão muito lentamente ao longo do tempo (Hodder 1991).&lt;br /&gt;Entretanto, muitos elementos vêm contradizer a tese de que a caça estava muito estendida durante os tempos pré-históricos. Por exemplo, as pilhas de ossadas nas quais antes se via uma prova de matanças em massa de mamíferos, ao examiná-las resultaram em vestígios de inundações ou de refúgio de animais. Em “Were There Elephant Hunters at Tooralba?”, Lewis Binford’s (1989) duvida que as primeiras caçadas significativas teriam aparecido antes de 200.000 anos, ou mais cedo. Adrienne Zihiman (1981), chegou à conclusão de que "a caçada apareceu relativamente tarde na evolução”, e "não existia antes dos últimos 100.000 anos". E há muitos (e.i Strauss 1986, Trinkhaus 1986) pesquisadores que não vêem evidências de caçadas consideráveis de grandes mamíferos antes de uma data ainda mais próxima, ao final do Paleolítico superior, justo antes da aparição da agricultura.&lt;br /&gt;Os artefatos conhecidos mais antigos são as ferramentas de pedra talhada de Hadar, na África Oriental. Graças aos métodos de datação precisos, utilizados hoje em dia, estima-se que poderia ter 3,1 milhões de anos (Klein 1989). Talvez o principal motivo para atribuir estes objetos à mão do homem é que se trata de ferramentas fabricadas utilizando outra ferramenta, característica encontrada só em humanos até onde nós sabemos. O Homo habilis, ou “homem pratico” designa o que se considera a primeira espécie humana conhecida, este nome foi associado às primeiras ferramentas de pedra (Coppens 1989). Instrumentos básicos de madeira e de osso, embora perecível e assim escassamente representado no registro arqueológico, também foram usados por Homo habilis como a parte "de uma adaptação notavelmente simples e eficaz” na África e a Ásia (Fagan 1990).&lt;br /&gt;Neste estágio nossos antepassados tinham um cérebro e um corpo menor que o nosso, mas Poitier faz notar que "sua anatomia pós-craniana era muito parecida à dos humanos modernos", e Holloway afirma que os estudos das marcas endocranianas deste período indicam uma organização cerebral fundamentalmente moderna. Igualmente, certas ferramentas de mais de dois milhões de anos provam o predomínio dos destros, pelo jeito que estão talhadas às pedras. A tendência a utilizar prioritariamente uma mão, traduz-se, entre os modernos, em caracteres tipicamente humanos, estas são a lateralização pronunciada do cérebro e a separação marcada dos dois hemisférios cerebrais. Klein (1989) conclui que "as capacidades cognitivas e de comunicação humanas básicas são quase certamente contidas”.&lt;br /&gt;Segundo a ciência oficial, o Homo erectus é outro grande antecessor do Homo sapiens; teria aparecido por volta 1,75 milhões de anos no momento em que os humanos saíam dos bosques para espalhar-se pelas savanas africanas, mais secas e mais abertas. Apesar de que o volume do cérebro não corresponde com a capacidade intelectual, o volume craniano do Homo erectus é neste ponto similar ao dos homens modernos do mesmo gênero, e "deve ter sido capaz de muitos dos mesmos comportamentos" (Ciochon, Olsen e Tames 1990).&lt;br /&gt;Como diz Johanson e Edey: "se for comparar Homo erectus dotado de um cérebro maior que o de Homo sapiens - sem considerar suas outras particularidades - os seus nomes de espécie teriam de ser invertidos". O Homo Neanderthalus, que nos teria precedido diretamente, possuía um cérebro ligeiramente maior que o nosso (Delson 1985, Holloway 1985, Donald 1991). Em contrapartida o Neanderthal é muito difamado como uma criatura primitiva, bestial - de acordo com a prevalência ideologia de Hobbesiana (1) - apesar da inteligência manifesta bem como enorme força física (Shreeve 1991).&lt;br /&gt;Contudo, recentemente, a mesma classificação como espécie constitui uma hipótese duvidosa (Day 1987, Rightmire 1990). A atenção foi chamada pelo fato de que amostras de fósseis provenientes de diversas espécies de Homo "apresentam traços morfológicos intermediários", coisa que contradiz, por obsoleta, a divisão arbitrária da humanidade em categorias sucessivas e separadas (Gingerich 1979, Tobias 1982). Fagan (1989), por exemplo, ensina-nos que "é muito difícil traçar uma fronteira taxonômica clara entre Homo erectus e Homo sapiens arcaico de um lado e Homo sapiens arcaico e anatomicamente moderno de outro". Igualmente, Foley (1989) faz notar que "as distinções anatômicas entre Homo erectus e Homo sapiens não são grandes". Jelinek (1978) de modo plano declara que "não ha razão, anatômica ou cultural" para separar erectus e sapiens em duas espécies, e conclui (1980a) que so’ os humanos desde o paleolítico médio, pelo menos, "podem considerar-se como Homo sapiens". O formidável retrocesso no passado na datação da aparição da inteligência, da qual falaremos mais adiante, tem-se de ver desde a confusão atual sobre o tema das espécies, à medida que o modelo evolucionista praticamente dominante chega a seus limites.&lt;br /&gt;Mas a controvérsia sobre a classificação das espécies não nos interessa mais do que em relação com o conhecimento da maneira de viver de nossos antepassados. Apesar do caráter mínimo que se pode esperar encontrar depois de milhares de anos, podemos vislumbrar um pouco a textura daquela vida e dos aspectos, com freqüência elegantes, que precederam à divisão do trabalho. O "kit de ferramentas" da região da Garganta de Olduvaï, famoso feito dos Leakeys, contém "ao menos seis tipos de instrumentos claramente identificáveis que se remontam a 1,7 milhões de anos aproximadamente” (M. Leakey, 1978). É ali onde aparece o machado acheliano (2) com sua grande beleza simétrica, que foi utilizado durante um milhão de anos. Com sua forma de lagrima, e possuído de um equilíbrio notável, exala graça e facilidade de uso, de uma era anterior a simbolização. Isaac (1986) observou que "as necessidades de ferramentas afiadas podem ser satisfeitas pelas diversas formas geradas a partir do modelo "Oldowan" de pedra talhada", e se pergunta como se pôde pensar que “quanto mais complexo mais adaptado". Nesta época longínqua, segundo sinais de corte sobre ossadas, os homens se serviam dos tendões e peles arrancadas dos cadáveres de animais para confeccionar cordas, sacos e tapetes (Gowlett 1984). Outros elementos fazem pensar que as peles serviam para cobrir as paredes das cavernas e de assentos na gruta, e camas de alga marinha (Butzer 1970).&lt;br /&gt;O uso do fogo se origina a quase dois milhões de anos (Kempe 1988) e, poderia ter aparecido antes, se não fosse pelas condições tropicais reinantes na África nos inícios da humanidade, como Poirier (1987) indicou. O domínio do fogo permitia incendiar as grutas para eliminar os insetos e esquentar o solo (Perles 1975, Lumley 1976), elementos de conforto que aparecem cedo no Paleolítico.&lt;br /&gt;Assim como John Gowlet (1986) notou, alguns arqueólogos consideram que todos os humanos anteriores ao Homo sapiens - os quais a aparição oficial se remonta ao menos há 300.000 anos - são consideravelmente mais primitivos do que nós, "homens completos". Mas a par das provas citadas anteriormente, da existência de um cérebro anatomicamente "moderno" entre os primeiros humanos, esta inferioridade se vê de novo contradita por trabalhos recentes, que demonstram a presença de uma inteligência humana completa quase desde o nascimento da espécie humana. Thomas Wynn (1985) estima que a fabricação do machado acheliano exige "um grau de inteligência, característico de adultos completamente modernos". Gowlett, assim como Wynn, examina o "pensamento operacional" necessário no uso do martelo, da partilha de força ao escolher o ângulo de batimento apropriado, segundo uma seqüência ordenada e com a flexibilidade necessária para modificar o processo. Ele afirma que eram necessárias capacidades de manipulação, de concentração, de visualização da forma em três dimensões, e de planejamento, e que estas exigências "eram comuns entre os primeiros humanos, a pelo menos dois milhões de anos, e isto”, ele acrescenta, “é uma certeza, não uma hipótese".&lt;br /&gt;Durante o vasto período do Paleolítico, houve notavelmente poucas modificações na tecnologia (Rolland 1990). Segundo Gerhard Kraus (1990), a inovação, "ao longo de dois milhões de anos e meio, medida pela evolução do instrumento de pedra é praticamente nula". Visto à luz do que agora sabemos da inteligência pré-histórica, esta ‘estagnação’ é especialmente desanimadora para muitos especialistas das ciências sociais. Para Wymer (1989), "É difícil compreender um desenvolvimento de uma tal lentidão". Ao invés, a mim, parece muito plausível, que a inteligência, a consciência da riqueza que proporciona a existência do caçador-coletor (3), seja a razão da marcada ausência de "progresso". Parece evidente que a espécie tem, deliberadamente, recusado a divisão do trabalho, a domesticação e a cultura simbólica até uma data recente.&lt;br /&gt;O pensamento contemporâneo, em sua encarnação pós-moderna, gostaria de excluir a realidade numa divisão entre natureza e cultura; entretanto, dada a capacidade de juízo dos seres humanos antes da chegada da civilização, talvez seja mais exato dizer que, basicamente, durante um tempo muito longo escolheu-se a natureza em detrimento da cultura. É igualmente popular ver todo gesto ou objeto humano como simbólico (por exemplo, Botscharow 1989), uma posição que é, em geral, a parte negativa de uma natureza contra a distinção de cultura. Mas é da cultura como a manipulação de formas simbólicas básicas de que tratamos aqui. Parece-me igualmente claro que nem o tempo reificado, nem a linguagem escrita, com certeza, nem provavelmente a linguagem falada (ao menos durante boa parte do período), nem nenhuma outra forma de contabilidade ou arte tinham tido um lugar na vida humana pré-histórica - apesar de uma inteligência capaz de inventá-los.&lt;br /&gt;Eu gostaria de manifestar, de passagem, meu acordo com Goldschmidt (1990) quando escreve que "a dimensão oculta da construção do mundo simbólico é o tempo". E como afirma Norman O. Brown, "a vida não reprimida não se situa num tempo histórico", a qual considero um lembrete ao fato de que o tempo como materialidade não é inerente à realidade, mas uma imposição cultural, talvez o primeiro fato cultural imposto à realidade. É à medida que evolui esta dimensão elementar de progressos de cultura simbólica que se estabelece, aos mesmos passos, a alienação do natural.&lt;br /&gt;Cohen (1974) discutiu que os símbolos são "indispensáveis para o desenvolvimento e a manutenção da ordem social". Isto implica - como indicam mais precisamente ainda muitas provas tangíveis - que antes do surgimento dos símbolos, não havia condição de desordem exigindo-os. Em linha similar, Leví-Strauss (1953) marcou que o “pensamento mítico progride sempre a partir da consciência de oposições para sua resolução”. Então, de onde vem esta ausência de ordem, dos conflitos ou das "oposições"? A literatura sobre o Paleolítico não contém quase nada que lida com esta pergunta essencial, entre milhares de monografias em características específicas. Uma hipótese razoável, na minha opinião, é que a divisão do trabalho, despercebido por causa do seu passo glacialmente lento, e não suficientemente entendido por causa da sua novidade, começou a causar pequenas fissuras na comunidade humana e práticas insalubres com relação à natureza. No final do paleolítico superior, “faz 15.000 anos, começa a se observar no Oriente Médio uma coleta especializada de plantas, e uma caça também mais especializada”, observou Gowlett (1984). A aparição repentina de atividades simbólicas (por exemplo, rituais e artes) no Paleolítico superior é inegável, para os arqueólogos uma das "grandes surpresas" (Binford 1972b) da pré-história, dada sua ausência no Paleolítico médio. Mas os efeitos da divisão do trabalho e a especialização fizeram sentir sua presença enquanto ruptura da totalidade da ordem natural - uma ruptura que é necessária explicar. O que é surpreendente é que essa transição para a civilização possa ainda ser vista como benigna. Foster (1990) parece fazer-lhe apologia quando conclui que "o mundo simbólico se revelou como extraordinariamente adaptativo. Senão, como Homo sapiens pôde chegar a ser materialmente o senhor do mundo?". Ele está exatamente correto, como se podem ver em "a manipulação dos símbolos, a essência da cultura", mas ele parece esquecer que esta adaptação conseguiu iniciar a separação do homem e a natureza, bem como a destruição progressiva desta, até a terrível amplitude atual destes dois fenômenos.&lt;br /&gt;Parece razoável afirmar que o mundo simbólico nasceu com a formulação da linguagem, a qual pareceu de uma maneira ou outra a partir da "matriz de comunicação não verbal estendida" (Tanner and Zihiman 1976) e do contato cara-a-cara. Não há consenso sobre o período de aparição da linguagem, mas não existe nenhuma prova de sua existência antes da ‘explosão’ cultural no final do Paleolítico superior (Dibble 1984, 1989). A linguagem parece ter operado como um “agente inibidor”, como meio de submeter a vida a um “controle maior” (Mumford 1972), de pôr entraves às ondas de sensações às que o indivíduo pré-moderno era receptivo. Visto assim, se teria produzido verossimilmente um afastamento a partir desta época, da vida de abertura e de comunicação com a natureza, em direção a uma vida orientada para a dominação e a domesticação que seguiram à inauguração da cultura simbólica. Não existe por outra parte, nenhuma prova definitiva (Allport 1983) que permita crer que o pensamento humano é, pelo fato de pensar com palavras, o mais evoluído - por pouco que se tenha a honestidade de apreciar o grau de conclusão de um pensamento. Existem numerosos casos (Lecours e Joanette 1980, Levine et al. 1982), de enfermos que tendo perdido, depois de um acidente ou de outra degradação do cérebro, a fala, incluindo a capacidade de falar silenciosamente com si próprio, são de fato capazes de pensamentos coerentes de todas as maneiras. Estes dados nos sugerem de que a "aptidão intelectual humana é de um empuxo extraordinário, inclusive em ausência de linguagem" (Donald 1991).&lt;br /&gt;Em termos de simbolização na ação, Goldschmidt (1990) parece estar certo quando estima que "a invenção do ritual no Paleolítico superior poderia ser o elemento estrutural que deu um maior impulso à expansão da cultura”. O ritual desempenhou um papel central no que Hodder (1990) denominou "o desdobramento implacável de estruturas simbólicas e sociais" que acompanharam a chegada da mediação cultural. Foi como um meio de consolidar a coesão social que o ritual foi essencial (Johnson 1982, Conkey 1985); os rituais totêmicos, por exemplo, reforçam a unidade do clã.&lt;br /&gt;Começa-se a analisar o papel da domesticação, ou a domesticação da natureza, na ordenação cultural da selvageria através do ritual. Evidentemente a mulher como categoria cultural, vista como um ser selvagem ou perigoso, data deste período. As porcelanas rituais de “Vênus” datam 25.000 anos, e parecem ser um exemplo das primeiras aproximações simbólicas da mulher com finalidades de representação e de dominação (Hodder 1990). Mais concretamente ainda, a submissão da natureza selvagem se manifesta nesta época nas primeiras caças sistemáticas dos grandes mamíferos; atividade da que o ritual é parte integrante (Hammond 1974, Frison 1986). Rituais, como a prática do ritual xamânico, podem ser considerados como uma regressão em relação com o estádio no qual todos compartilhavam uma consciência que hoje classificaríamos como extra-sensorial (Leonard 1972). Quando só os especialistas pretendem poder acessar a uma percepção superior, que antes era de desfrute comum, acentuam-se e facilitam novas renuncias em favor da divisão do trabalho. A volta à felicidade pelo ritual é um tema mítico quase universal com a promessa da dissolução do tempo mensurável na eternidade, entre outras maravilhas. Este tema do ritual aponta para um vazio que é exigido falsamente para senti-lo (o dedo na chaga que pretende curar), como faz a cultura simbólica em geral.&lt;br /&gt;O ritual como meio de organizar as emoções, um método de orientação e de construção cultural governa a arte, faceta da expressão ritual (Bender 1989). Para Grans (1985) "não há dúvidas que as diversas formas da arte secular derivam do ritual". Nós podemos detectar o começo de um mal-estar, o sentimento de que uma antiga autenticidade direta está a ponto de desaparecer. La Barre (1972), acredito, está correto ao considerar que "a arte, como a religião, nasce do desejo insatisfeito". Ao princípio mais abstrato como a linguagem, depois de uma maneira mais orientada como ritual e a arte, a cultura entra em cena para responder artificialmente às angústias espirituais ou sociais.&lt;br /&gt;O ritual e a magia dominaram, provavelmente, as origens da arte (no Paleolítico superior) e sem dúvida assumiram um papel essencial, enquanto a divisão do trabalho se impunha progressivamente, na coordenação e a conduta da comunidade (Wymer 1981). Similarmente, Pfeiffer (1982) viu nas célebres pinturas rupestres européias do Paleolítico Superior o primeiro método de iniciar os jovens nos sistemas sociais, agora, complexos; a educação foi então necessária para a manutenção da disciplina e da ordem (ver também Gamble 1982, Jochim 1983). E a arte poderia ter contribuído no controle da natureza, por exemplo, facilitando o desenvolvimento de uma noção primitiva de território (Strauss 1990).&lt;br /&gt;A aparição da cultura simbólica, transformada por sua necessidade de manipular e de dominar, abriu o caminho à domesticação da natureza. Depois de dois milhões de anos de vida humana, respeitando a natureza, em equilíbrio com outras espécies, a agricultura modificou toda nossa existência e nossa maneira de adaptar-nos, de uma maneira desconhecida até o momento. Nunca antes uma espécie tinha conhecido uma mudança radical tão profunda e rápida (Pfeiffer 1977). A auto-domesticação pela linguagem, pelo ritual e pela arte inspirou a dominação de animais e plantas que lhe seguem. Aparecida apenas há 10.000 anos, a agricultura triunfou rapidamente; pois a dominação, por si mesma, gera e exige continuamente, seu reforço. Uma vez difundida, a vontade de produzir foi tanto mais produtiva quanto mais se exercia eficazmente, e de fato tanto mais predominante e adaptativa.&lt;br /&gt;A agricultura possibilita o nascimento desmedido da divisão do trabalho, cria os fundamentos materiais da hierarquia social e inicia a destruição ambiental. Os sacerdotes, os reis e o trabalho obrigatório, a desigualdade sexual, as guerras são algumas das conseqüências específicas imediatas (Ehrenberg 1986b, Wymer 1981, Festinger 1983). Enquanto os humanos do Paleolítico tinham um regime alimentício extraordinariamente variado, alimentavam-se de milhares de plantas diferentes, com a agricultura reduziu notavelmente essas suas fontes de alimentação variada (White 1959, Gouldie 1986).&lt;br /&gt;Dada a inteligência e o vasto saber prático da humanidade durante a Idade de Pedra, pode-se fazer a pergunta "porquê a agricultura não apareceu, por exemplo, um milhão de anos antes, ao invés de só 8.000 anos A.C.?". Forneci uma breve resposta ao formular a hipótese de uma lenta e insidiosa progressão da alienação, fundamentada sobre a divisão do trabalho e a simbolização, mas ao considerar suas desastrosas conseqüências, ainda é um fenômeno desconcertante. Assim, como diz Binford (1968): "a questão não é argumentar porquê a agricultura se desenvolveu em todos os lugares, senão porquê se desenvolveu em absoluto?". O fim do modo de vida dos caçadores-coletores implicou um declínio do tamanho, da estatura e da robustez do esqueleto (Cohen e Armelagos 1981, Harris e Ross 1981), e a introdução da cárie dental, as carências alimentarias e as doenças infecciosas (Larsen 1982, Bujkstra 1976ª, Cohen 1981). "Em conjunto... uma diminuição da qualidade -e seguramente da duração - da vida humana", concluem Cohen e Aremelagos (1981).&lt;br /&gt;Outra conseqüência foi a invenção do número, inútil antes da existência da propriedade de colheitas, dos animais, e da terra, que é uma das características da agricultura. O desenvolvimento da numeração fez crescer a necessidade de tratar à natureza como uma coisa a dominar. A escritura era também necessária para a domesticação, para as primeiras formas de transação comercial e de administração política (Larsen 1989). Levi-Strauss demonstrou de uma maneira convincente que a função primeira da comunicação escrita foi facilitar a exploração e a subjugação (1955); as cidades e os impérios, por exemplo, seriam impossíveis sem ela. Vê-se aqui claramente a junção da lógica da simbolização ao crescimento de capital.&lt;br /&gt;Conformismo, repetição e regularidade são as claves da civilização triunfante, substituindo a espontaneidade, o encantamento e a descoberta característicos da sociedade humana pré-agrícola que sobreviveu desta maneira durante muito tempo. Clark (1979) fala da "amplitude do tempo de lazer" dos caçadores-coletores, e conclui que "foi isso e o modo de vida agradável que o acompanhava, e não as penúrias e o longo trabalho cotidiano, o que explica porquê a vida social foi tão estática". Um dos mitos mais vivos e mais antigos é a existência de uma Idade de Ouro, caracterizada pela paz e a inocência, antes que, alguma coisa, destruísse aquele mundo idílico e nos reduzisse à miséria e o sofrimento. O Éden, ou qualquer que seja o nome que se lhe dê, era o mundo dos nossos antepassados primevos, e estes mitos expressam a nostalgia daqueles que trabalham sem respirar, na servidão, ante uma vida livre e relativamente muito mais fácil, mas já perdida.&lt;br /&gt;O rico ambiente habitado pelos humanos antes da domesticação e da agricultura, hoje em dia praticamente desapareceu. Para os raros caçadores-coletores sobreviventes, ficam somente as terras marginais, os lugares isolados e não reivindicados pela agricultura e englobados pela conurbação. Apesar disto, os escassos recolhedores-caçadores que conseguem ainda escapar à pressão enorme da civilização, estão na mira para transformarem-se em escravos (isto é, camponeses, sujeitos políticos, assalariados), estão todos eles influenciados pelo contato de povos estrangeiros (Lee 1976, Mithen 1990).&lt;br /&gt;Duffy (1984) nota, que os caçadores-coletores que estudou, os Pigmeus Mbuti de África Central (4), foram aculturados pelos agricultores e cidadãos dos arredores durante centenas de anos e, em menor medida por gerações de contato com a administração colonial e os missionários. E parece que um impulso em direção a vida autêntica que vem do fundo dos séculos persiste entre eles: "tente imaginar", pede-nos Duffy, "um modo de vida onde a terra, o alojamento e a alimentação são gratuitos, e onde não há dirigentes, nem patronos, nem políticos, nem crime organizado, nem impostos, nem leis. Acrescente a isto os benefícios de pertencer a uma sociedade onde tudo se reparte, onde não há ricos nem pobres e onde o bem-estar não significa a acumulação de bens materiais". Os Mbuti nunca domesticaram animais nem cultivaram vegetais.&lt;br /&gt;Entre os membros das bandas não-agrícolas existe uma combinação altamente sã de pouco trabalho e abundância material. Bodley (1976) descobriu que os San (conhecidos com o nome de Bosquímanos[5] ) do deserto árido de Kalahari, no Sul da África, trabalham menos horas do que seus vizinhos agricultores. De fato, em períodos de seca, é aos San a quem se dirigem os agricultores para sobreviver (Lee 1968). Eles passam "surpreendentemente pouco tempo trabalhando e muito tempo em paz e lazer", segundo Tanaka (1980), enquanto outros estudiosos (Marshall 1976, Guenther 1976) comentaram a vitalidade e liberdade dos San comparada com agricultores sedentários, a sua vida relativamente segura e calma.&lt;br /&gt;Flood (1983) notou que os aborígines da Austrália consideram que "o trabalho requerido para lavrar e plantar não é compensado pelas possíveis vantagens”. Num plano geral, Tanaka (1976) revelou a abundância e equilíbrio dos alimentos vegetais em todas as primeiras sociedades humanas, bem como em todas as sociedades caçadoras-coletoras modernas. Da mesma maneira, Festinger (1983) fala do acesso entre os humanos do Paleolítico "a consideráveis quantidades de comida sem grande esforço", acrescentando que “os grupos contemporâneos de caçadores-coletores fazem muito bem, mesmo quando foram encurralados para habitat marginais”. Como Hole e Flannery (1963) resumiram: "nenhum grupo sobre a terra dispõe de mais lazer do que os caçadores e coletores, que consagram o melhor do tempo ao jogo, à conversa e descontração". Eles dispõem de mais tempo livre, acrescenta Binford (1986), "que os operários industriais ou agrícolas modernos, ou inclusive mais do que os professores de arqueologia".&lt;br /&gt;Como disse Vaneigem (1975), os não-domesticados sabem que só o presente pode ser total. Isto significa que vivem a vida com uma imediação, uma densidade e uma paixão incomparavelmente maior do que nós vivemos. Diz-se que dias revolucionários valem séculos; até lá "olhemos antes e depois”, como Shelley escreveu, "E suspiremos para o que não é...".&lt;br /&gt;Os Mbuti acreditam (Turnbull 1976) que "por um cumprimento correto do presente, o passado e o futuro se cuidarão por si sós". Os povos primitivos não têm necessidade de recordações e não dão, geralmente, nenhuma importância aos aniversários nem à contagem da idade (Cipriani 1966). Quanto ao futuro, eles têm tão pouco desejo de dominar o que ainda não existe como de dominar a natureza. Sua consciência de uma sucessão de instantes misturando-se no fluxo e o refluxo do mundo natural, não impede a noção das estações, mas não constitui uma consciência alienada do tempo que os despoja do presente.&lt;br /&gt;Embora os caçadores-coletores contemporâneos comam mais carne do que seus antepassados pré-históricos, os alimentos vegetais constituem ainda o essencial de seu menu nas regiões tropicais e subtropicais (Lee 1968ª, Yellen e Lee 1976). Tanto os San do Kalahari como os Hazda da África Oriental, onde a caça é mais abundante do que no Kalahari, dependem da coleta em 80% de sua alimentação (Tanaka 1980). O ramo ¡Kung dos San (6) coleta mais de uma centena de vegetais diferentes (Thomas 1968) e não apresentam nenhuma carência alimentícia (Truswell e Hansen 1976). Isto se assemelha a dieta saudável e variada dos coletores australianos (Fisher 1982, Flood 1983). A dieta geral dos caçadores coletores é melhor do que dos agricultores, a desnutrição é muito rara e seu estado geral de saúde é geralmente superior, com menos doenças crônicas (Lee and Devore, Ackerman 1990).&lt;br /&gt;Laure Van der Post (1958) se maravilhava ante a exuberância do riso dos San, uma gargalhada que sai "do centro do ventre, um riso que não se ouve nunca entre civilizados". Ele julga que é um sinal de grande vigor e de uma clareza de sentidos que se resiste ainda aos assaltos da civilização. Truswell e Hansen (1976) poderiam dizer a mesma coisa de outra pessoa dos San, que tinha sobrevivido a um combate, desarmado, contra um leopardo; ainda que ferido, ele tinha conseguido ferir também ao animal com as mãos nuas.&lt;br /&gt;Os habitantes das ilhas Andaman (7), ao oeste de Tailândia, não se submetem a nenhum líder, ignoram toda representação simbólica e não criam nenhum tipo de animal doméstico. Observou-se igualmente entre eles a ausência de agressividade, a violência, e a doença; suas feridas curam com uma rapidez surpreendente, e a sua vista e a audição são particularmente agudas. Diz-se que declinaram desde a invasão dos europeus em meados do século XIX, mas apresentam ainda traços físicos extraordinários, como uma imunidade natural à malária, uma pele elástica o suficiente para excluir marcas de estiramento pós-parto e a rugosidade que associamos com o envelhecimento, e uma força 'incrível' de dentes: Cipriani (1966) relata ter visto garotos de 10 a 15 anos dobrando pregos entre as mandíbulas. Ele também testemunhou a prática Andamese de coletar o mel sem nenhuma roupa protetora: "não lhes picam nunca, vendo-lhes tinha a impressão de estar frente a algum mistério antigo, perdido pelo mundo civilizado". DeVries (1952) citou uma larga variedade de contrastes pelos quais a saúde superior de caçadores-coletores pode ser estabelecida, inclusive uma ausência de doenças degenerativas e inabilidades mentais, e parto sem dificuldade ou dor. Ele também indica que isto começa a se perder no momento do contato com a civilização.&lt;br /&gt;Na mesma ordem de idéias, dispõe-se de grande número de provas não somente do vigor psíquico e emocional dos primitivos senão também de sua excelente capacidade sensorial. Darwin descreveu os habitantes do extremo sul de América que viviam quase nus em condições de frio extremas, igualmente Peasley (1983) observou aborígines australianos que passavam a noite no deserto em temperaturas muito baixas "sem nenhum tipo de vestimenta". Levi-Straus (1979) explicou sua surpresa ao saber que uma determinada tribo de América do Sul podia ver o planeta Vênus a plena luz do dia, proeza comparável à dos Dogon do Norte da África, que consideram Sírius B como a estrela mais importante, uma estrela visível só com potentes telescópios. Na mesma via, Boyden (1970) descreveu a capacidade dos Bosquímanos para ver, a olho nu, quatro das luas de Júpiter.&lt;br /&gt;No livro The Harmless People (1959), E. Marshall explicou como um Bosquímano se tinha dirigido com precisão para um ponto situado numa vasta planície, "sem moitas ou árvores para marcar o lugar", e tinha assinalado com o dedo uma fibra de erva com um filamento de liana, quase invisível, que tinha marcado meses antes, na estação das chuvas, quando era verde. O tempo se tinha tornado caloroso e ao voltar a passar por aquele lugar, obteve uma suculenta raiz com a qual matou sua sede. Também no deserto do Kalahari, Van der Post (1958) refletia sobre a comunicação entre os San/Bosquímanos com a natureza, falando de um nível de experiência que "se poderia inclusive chamar mística. Por exemplo, eles parecem saber o que se experimenta quando se é um elefante, um leão, um antílope, um lagarto, um rato, um louva-a-deus, a árvore de baobá, uma cobra de capelo listrada ou a Amarílis sonhadora, para citar só alguns dos seres entre os quais eles se moveram". Parece quase banal comentar que com freqüência se fica um surpreso ante a habilidade dos caçadores-coletores para seguir uma pista desafiando toda explicação racional (Lee 1979).&lt;br /&gt;Rohrlich-Leavitt (1976) notou que "os dados dos que dispomos mostram que geralmente os caçadores-coletores não procuram delimitar um território próprio e bilocal [8]; rejeitam agressão coletiva e recusam a competição; repartem livremente os recursos; apreciam o igualitarismo e a autonomia pessoal no quadro da cooperação de grupo e são indulgentes e carinhosos com as crianças". Dezenas de estudos fazem da partilha e do igualitarismo o caráter distintivo destes grupos (Marshall 1961 and 1976, Sahlins 1968, Pilbeam 1972, Damas 1972, Diamond 1974, Lafitau 1974, Tanaka 1976 and 1980, Wiessner 1977, Morris 1982, Riches 1982, Smith 1988, Mithen 1990). Lee (1982) tem falado "da universalidade da distribuição entre os caçadores-coletores", igualmente, no trabalho de Marshall de 1961, vê-se uma "ética de generosidade e de humanidade" demonstrando uma “forte tendência igualitária” entre os caçadores-coletores. Tanaka fornece um exemplo típico: "a característica do caráter mais apreciado é a generosidade, e o mais desprezado é o egoísmo e mesquinhez".&lt;br /&gt;Baer enumerou que "o igualitarismo e o sentido democrático, a autonomia pessoal e a individualização, o sentido protetor" como as virtudes principais dos não civilizados; e Lee fala "de uma aversão absoluta pelas distinções hierárquicas entre os povos caçadores-coletores do mundo inteiro". Leacock e Lee (1982) frisam que "toda presunção de autoridade" no seio do grupo "provoca brigas e raiva entre os Kung!, como foi observado também entre os Mbuti (Turnbull 1962), os Hazda (Woodburn 1980) e os montanheses de Montagnais-Naskapi (Thwaites 1906), entre outros. "Até o pai de uma família espalhada não pode dizer a seus filhos e filhas o que tem de fazer. A maioria dos indivíduos parecem atuar sobre suas próprias regras internas", escreve Lee (1972) sobre os Kung! de Botswana. Ingold (1987) julga que "a maior parte das sociedades de caçadores-coletores, dão um valor supremo ao principio de autonomia individual", equivalente a descoberta de Wilson (1988) de uma "ética de independência" que é comum nas "sociedades abertas em questão".&lt;br /&gt;O estimado antropólogo de campo Radin (1953) vai a ponto de dizer que "na sociedade primitiva se deixa campo livre a todas as formas concebíveis de expressão da personalidade. Não se emite nenhum juízo moral sobre nenhum aspecto da personalidade humana como tal". Observando a estrutura social dos Mbuti, Turnbull (1976) se surpreende ao encontrar "um vazio aparente, uma ausência de se sistema interno quase anárquico". Segundo Duffy, "os Mbuti são naturalmente acéfalos, sem chefes - não tem nem lideres nem soberanos, e as decisões que dizem respeito ao grupo são tomadas por consenso". Neste tema, como em muitos outros, encontra-se uma diferença enorme entre caçadores-coletores e os campesinos. As tribos de agricultores Bantu (9) (p. ex. os Saga) que rodeiam os San, estão organizados na aristocracia, hierarquia e trabalho, enquanto que os San não conhecem coisa diferente do igualitarismo. A domesticação é o princípio que explica esta distinção drástica.&lt;br /&gt;A dominação no seio de uma sociedade não é possível sem a dominação da natureza. Pelo contrario, nas sociedades de caçadores-coletores não existe nenhuma hierarquia entre a espécie humana e as outras espécies animais (Noske 1989), da mesma forma, as relações que unem os caçadores-coletores entre si não são hierárquicas. Os não-domesticados tipicamente consideram os animais que caçam como iguais, e esse tipo de relação fundamentalmente igualitária durou até a chegada da domesticação.&lt;br /&gt;Quando a alienação progressiva da natureza se converteu em domesticação social patente (agricultura) não mudaram somente os comportamentos sociais. Os relatos dos marinheiros e exploradores que chegaram às terras “recém-descobertas” asseguram que nem os pássaros, nem os mamíferos selvagens tinham medo dos invasores humanos (Brock 1981). Alguns grupos de caçadores-coletores não caçavam antes de ter contato com o exterior, por exemplo, os Tasadai das Filipinas; mas enquanto a maior parte praticavam a caça “não se tratava de um ato agressivo” (Rohrlich-Leavitt 1976). Turnbull (1965) observou os Mbuti que caçam sem qualquer espírito agressivo, e até é executado com uma espécie de desgosto. Hewitt (1986) notou laços de simpatia que unem caçador e caça entre os Bosquímanos Xan que contatou no século XIX.&lt;br /&gt;A respeito da violência entre os caçadores-coletores, Lee (1988) descobriu que “os Kung! odeiam lutar e acham estúpido quem luta”. Segundo a narração de Duffy (1984), os Mbuti “consideram toda violência entre indivíduos com muito horror e desgosto e não as representam nunca em suas danças e jogos teatrais”. O homicídio e o suicídio, conclui Bodley (1976), são “realmente excepcionais” entre os tranqüilos caçadores-coletores. A natureza guerreira dos povos indígenas nativos da América foi freqüentemente fabricada para adicionar legitimidade nas conquistas européias (Kroeber 1961); os caçadores-coletores Comanches conservaram suas maneiras não violentas durante séculos antes da invasão européia, e só foram violentos com o contato com uma civilização dedicada ao roubo (Fried 1973).&lt;br /&gt;O desenvolvimento da cultura simbólica, que culminou rapidamente na agricultura, esta ligada através de rituais a vida social alienada entre os grupos de caçadores-coletores existentes. Bloch (1977) descobriu uma correlação entre os níveis de rituais e hierarquia. Posto negativamente, Woodbum (1968) estabeleceu uma conexão entre a falta de rituais e a ausência de papeis especializados e hierarquia entre os Hazda da Tanzânia. O estudo de Turner (1957) sobre os Ndembu do oeste Africano revela uma profusão de estruturas ritualísticas e de cerimônias destinadas a equilibrar os conflitos gerados numa ruptura de uma sociedade anterior mais unida. Estas cerimônias e estas estruturas têm uma função política de integração. O ritual é uma atividade repetitiva para a qual as conseqüências e resultados que engendra tem o efeito de um contrato social; ele transmite a mensagem que a prática simbólica, através da participação do grupo e das regras sociais, fornece o controle (Cohen 1985). O ritual nutre a aceitação da dominação, e, como se demonstra, conduz a criação de papeis de comando (Hitchcock 1982) e de estruturas políticas centralizadas (Lourandos 1985). O monopólio das instituições cerimoniais prolonga lentamente a noção de autoridade e pode ser, inclusive, a forma original da autoridade.&lt;br /&gt;Entre as tribos de agrícolas da Nova Guiné, a autoridade e a desigualdade implícita, esta fundada sobre a hierarquia na participação de rituais de iniciação ou sobre a mediação espiritual de um xamã (Kelly 1977, Modjeska 1982). Vemos no papel do xamã uma pratica concreta da contribuição dos rituais para a dominação na sociedade humana.&lt;br /&gt;Radin (1937) descreve “a mesma tendência característica”, entre os povos Asiáticos e Norte Americano, de xamãs ou homens da medicina em “organizar e desenvolver a teoria segundo a qual somente eles estão em comunicação com o sobrenatural”. Este acesso exclusivo parece dar-lhes um poder a custa dos outros. Lommel (1967) constata “um aumento da potencia psíquica do xamã...contrabalançado com um enfraquecimento da potencia dos outros membros do grupo”. Esta pratica tem implicações muito evidentes sobre as relações de poder em outros domínios da vida, e contrasta com períodos anteriores em que as autoridades religiosas estavam ausentes.&lt;br /&gt;O Batuque do Brasil tem no comando xamãs que afirmam dominar certos espíritos e tratam de vender seus serviços sobrenaturais a clientes, como padres de seitas competidoras (10) (S. Leacock 1988).&lt;br /&gt;Segundo Muller (1961), os especialistas neste tipo de “controle mágico da natureza... acabam naturalmente por controlar também os homens”. De fato, o xamã é freqüentemente o individuo mais influente das sociedades pré-agrícolas (p. ex. Sheehan 1985); e está em posição de institucionalizar mudanças. Johannessen (1987) propõe a tese de que a resistência à inovação da agricultura foi vencida pela influencia dos xamãs, entre os Índios do sudeste americano. Igualmente, Maquardt (1985) sugere que as estruturas de autoridade dos rituais tiveram um importante papel no encadeamento e organização da produção agrícola na América do Norte. Outro especialista em grupos americanos (Ingold, 1987) vê uma ligação importante entre os papeis dos xamãs na dominação da natureza e o surgimento da subordinação da mulher.&lt;br /&gt;Berndt (1974) demonstra a importância entre os aborígines australianos dos rituais de divisão sexual do trabalho no desenvolvimento de papeis sexuais negativos, enquanto Randolph (1988), direto, declara: “a atividade ritual é necessária para criar adequadamente tanto homens como mulheres”. Não existe na natureza nenhuma razão para a divisão de gênero, explica Bendre (1989). “Tem que ser criados pela proibição e tabu tem que ser ‘naturalizados’ pela ideologia e ritual”.&lt;br /&gt;Mas a sociedade de caçadores-coletores, por sua própria natureza, negam os rituais em sua potencialidade de domesticar as mulheres. A estrutura (ausência de estrutura?) dos grupos igualitários, inclusive aqueles mais concentrados na caça, comportam, com efeito, a garantia da autonomia dos dois sexos. Esta garantia é pelo fato de os produtos de subsistência estarem disponíveis igualmente para as mulheres e para os homens e, ainda mais, o sucesso do grupo depende da cooperação fundamentada sobre a autonomia (Leacock 1978, Friedl 1975).&lt;br /&gt;As esferas de cada sexo estão freqüentemente separadas de uma maneira ou outra, mas na medida que a contribuição das mulheres é ao menos igual a dos homens, a igualdade social entre os sexos é uma “chave das sociedades caçadoras-coletoras” (Ehrenberg 1989b). Alias, numerosos antropólogos constataram que nos grupos de caçadores-coletores o status das mulheres é superior que qualquer outro tipo de sociedade (e.g. Fluer- Lobban 1979, Rohrlich-Leavitt, Sykes and Weatherford 1975, Leacock 1978).&lt;br /&gt;Para todas as grande decisões, observa Turnbull (1970) entre os Mbuti, “os homens e as mulheres tem igual voz, a caça e a coleta são igualmente importantes”. Ele deixa claro (1981) que existe uma diferenciação sexual - provavelmente mais forte que nos seus antepassados - “mas sem nenhuma idéia de superioridade ou de subordinação”. Os homens realmente trabalham mais horas que as mulheres entre os Kung!, segundo Post e Taylor (1984).&lt;br /&gt;Deve-se acrescentar, a respeito da divisão do trabalho, comum entre os caçadores-coletores contemporâneos, que esta diferenciação de papeis não é de nenhum modo universal. Não foi universal quando o historiador romano Tácitus escreveu a propósito dos Fenni da região Báltica, que “as mulheres sustentam a si próprias caçando, exatamente como os homens... e contam seu lote (11) mais feliz do que aqueles outros que gemem sobre o trabalho no campo”. Ou quando Procopius encontrou, no século VI a.C., que os Serithifinni da região onde atualmente fica a Finlândia, “não trabalham nunca no campo, nem fazem suas mulheres cultivarem, sendo que suas mulheres se juntam aos homens para caçar”.&lt;br /&gt;As mulheres Tiwi da Ilha Melville (12) caçam normalmente(Martin e Voorhies 1975), como as mulheres Agta das Filipinas (13) (Estioko - Griffen e 1981 Griffen). Na sociedade Mbuti, “há pouca especialização segundo sexo. Mesmo a caça é um esforço conjunto”, nota Turnbull (1962); e Cotlow (1971), certifica que “os esquimós tradicionais, são (ou eram) uma empresa cooperativa administrada por todo o grupo familiar”.&lt;br /&gt;Darwin (1871) descobriu outro aspecto da igualdade sexual; “entre as tribos totalmente bárbaras, as mulheres tem mais poder para escolher, negar e seduzir seus amantes, ou, em conseqüência, mudar de marido, do que se poderia crer”. Os Bosquímanos Kung! e os Mbuti são bons exemplos desta autonomia feminina, como nota Marshall (1959) e Thomas (1965). “Aparentemente as mulheres trocam de marido cada vez que estão insatisfeitas com a relação”, conclui Begler (1978). Marshall descobriu também que a violação é extraordinariamente rara, quase desconhecida, entre os Kung!.&lt;br /&gt;Um curioso fenômeno intrigante às mulheres caçadoras-coletoras é sua capacidade de impedir a gravidez com a ausência de qualquer tipo de contraceptivos (Silberbauer 1981). Diversas hipóteses têm sido formuladas e rechaçadas, por exemplo, que a fertilidade está ligada a quantidade de gordura no corpo (Frisch 1974, Leibowitz 1986). A explicação que parece plausível se apóia no fato de que os humanos não domesticados estão mais em harmonia com seu ser físico do que nós. Os sentidos e os processos físicos não lhes são alienados ou se fazem através do entorpecimento; o domínio sobre a gravidez é sem dúvida menos misterioso para aqueles que os corpos não são objetos estrangeiros sobre o que se atua.&lt;br /&gt;Os pigmeus do Zaire celebram as primeiras menstruações das meninas com uma grande festa de gratidão e alegria (Turnbull 1962). A mulher jovem experimenta o orgulho e o prazer, e todo o grupo demonstra sua felicidade. Pelo contrário, entre os aldeãos agricultores, uma mulher que menstrua é considerada impura e perigosa, e a colocam em quarentena por um tabu (Duffy 1984). Dramper (1971, 1972, 1975) se impressionou pelas relações livres e igualitárias entre San homens e mulheres, com sua suavidade e respeito mútuo, tipo de relação que perdura, enquanto os San continuam sendo caçadores-coletores e nada mais.&lt;br /&gt;Duffy (1984) descobriu que cada criança de um acampamento Mbuti chama todos os homens de pai e todas mulheres de mãe. As crianças dos caçadores coletores se beneficiam da mais atenção, cuidados e tempo de dedicação que das famílias nucleares isoladas pela civilização. Post e Taylor (1984) descreveram o “um contato quase permanente” com suas mães e com outros adultos de que se beneficiam as crianças bosquímanas. Os bebes Kung! estudados por Ainsworth (1967) apresentam uma precocidade marcada do desenvolvimento das habilidades cognitivas e motoras. Isso foi atribuído tanto à estimulação favorecida por uma liberdade de movimentos sem restrições, como ao nível de calor e proximidade física entre os pais e as crianças (veja Konner 1976).&lt;br /&gt;Draper (1976) pode observar que a “competição nos jogos é praticamente ausente entre os Kung!," assim como Shostack (1976) observa que “os meninos e meninas !Kung jogam de uma maneira conjunta e compartilham a maior parte dos jogos”. Ela também descobriu que não se proíbe às crianças os jogos sexuais experimentais, esta situação é similar à liberdade dos jovens Mbuti durante a puberdade de “satisfazerem com deleite e alegria a atividade sexual pré-conjugal” (Turnbull 1981). Os Zuni (14) “não possuem nenhuma noção de pecado”, como disse Ruth Benedict (1946) na mesma linha de idéias. “A castidade como estilo de vida é mal considerada… As relações agradáveis entre os sexos são apenas um aspecto das relações cordiais entre os humanos... Sexo é um incidente em uma vida feliz”.&lt;br /&gt;Coontz e Henderson (1986) apontam um crescente corpo de evidencias à proposição de que as relações entre sexos são extremamente igualitárias nas sociedades dos caçadores coletores mais rudimentares. As mulheres exercem um papel essencial na agricultura tradicional, mas não se beneficiam com o status correspondente de sua contribuição, ao contrário do que se passava nas sociedades de caçadores coletores (Chevillard e Leconte, 1986, Whyte 1978). Com a chegada da agricultura, as mulheres, assim como as plantas e os animais, também foram domesticadas. A cultura que se estabeleceu pela instauração da nova ordem exigia a submissão autoritária dos instintos, da liberdade e a sexualidade. Toda desordem tem que ser banida, o que é mais elementar e espontâneo precisa estar controlado firmemente na palma da mão. A criatividade das mulheres e o seu ser como pessoas sexuais são pressionadas para dar lugar ao papel, expressado em todas as religiões camponesas, da Grande mãe, isto é, a reprodutora fértil de homens e de alimentos.&lt;br /&gt;Os homens da tribo dos Munduruku (15), agricultores da América do Sul, referem-se às plantas e sexo na mesma frase sobre a submissão das mulheres: “Nós domesticamo-los com a banana” (Murphy e Murphy 1985).&lt;br /&gt;Simone de Beauvoir (1949) reconheceu na equação do arado e do falo um símbolo da autoridade masculina sobre a mulher. Entre os jíbaros (16) da Amazônia, outro grupo de agricultores, as mulheres são as burras de carga e a propriedade privada dos homens (Harner 1972); a “captura de mulheres adultas constitui o motivo de muitas guerras” para estas tribos das planícies da América do Sul (Ferguson 1988). O tratamento brutal e o isolamento das mulheres parecem ser funções das sociedades agrícolas (Gregor 1988), nestes grupos, as mulheres continuam hoje em dia executando a maior parte do trabalho (Morgan 1985).&lt;br /&gt;A caça de cabeças é praticada pelos grupos mencionados acima, como parte da guerra endêmica que envolve a possessão das terras de agricultura (Lathrap 1970); a caça de cabeças e o estado de guerra quase permanente existem também entre as tribos de agricultores das Regiões Montanhosas da Escócia a Nova Guiné (Watson 1970). Lenski em suas pesquisas chegou à conclusão de que a guerra é muito rara entre os caçadores-coletores, mas se torna extremamente freqüente nas sociedades agrícolas. Como expressa sucintamente Wilson (1988): “a vingança, a discórdia, a matança, a batalha e a guerra parece emergir, e é característico, entre os povos domesticados".&lt;br /&gt;Os conflitos tribais, afirma Godelier (1977), são “explicáveis principalmente pela dominação colonial” e não pode ser considerado que sua origem reside “no funcionamento das estruturas pré-coloniais”. É certo que o contato com a civilização pode ter tido um efeito degenerativo, mas pode supor-se que o marxismo de Godelier (a saber, de sua má vontade na questão da relação entre domesticação e produção) é, sob suspeita, relevante para tal juízo. Assim, pode-se dizer que os esquimós Cooper (17), que possuem uma taxa significativa de homicídios em seu grupo (Damas 1972), devem essa violência ao impacto das influências exteriores, mas a sua confiança em cães domesticados também deve ser observada.&lt;br /&gt;Arens (1979) afirmou, paralelamente com Godelier ate certo ponto, que o canibalismo como um fenômeno cultural é uma ficção, inventada e promovida pelos agentes conquistadores externos. Mas existem documentos dessa prática (Poole 1983, Tuzin 1976), mais uma vez, entre os povos envolvidos pela domesticação. Os estudos de Hogg (1966), por exemplo, revelam sua presença entre determinadas tribos africanas fundadas sobre a agricultura e modeladas pelo ritual. O canibalismo é geralmente uma forma cultural de controle do caos, no qual as vítimas representam a animalidade, ou tudo aquilo que deve ser domesticado (Sanday 1986). É significativo que um dos grandes mitos dos habitantes das ilhas Fidji, “Como os fidjianos tornaram-se canibais”, é literalmente um conto sobre a plantação (Sahlins 1983). Igualmente os astecas, fortemente domesticados e conscientes sobre o tempo praticavam o sacrifício humano como um rito destinado a acalmar as forças rebeldes e manter o equilíbrio de uma sociedade muito alienada. Como Norbeck (1961) apontou, as sociedades não-domesticadas, “culturalmente empobrecidas”, são desprovidas de canibalismo e sacrifício humano.&lt;br /&gt;Quanto a um dos elementos subjacentes fundamentais da violência nas sociedades mais complexas, Barnes (1970), descobriu que “na literatura etnográfica, os testemunhos de lutas territoriais" entre caçadores-coletores são "extremamente raras". As fronteiras Kung! são vagas e nunca vigiadas (Lee 1979); Os territórios dos Pandaram se sobrepõe, e os indivíduos vão aonde eles querem (Morris 1982); os Hazda se deslocam livremente de uma região à outra (Woodburn 1968); as noções de fronteira e violação de fronteira possuem pouco significado ou nenhum entre os Mbuti (Turnbull 1966); e os aborígines australianos rechaçam qualquer demarcação territorial ou social (Gumpert 1981, Hamilton 1982). Uma ética de generosidade e hospitalidade toma o lugar da exclusividade (Steward 1968, Hiatt 1968).&lt;br /&gt;Os povos caçadores-coletores não desenvolveram "nenhuma concepção de propriedade privada”, na perspectiva de Kitwood (1984). Como notado na referência acima para compartilhar, e com a caracterização de Sansom (1980) aos aborígines como "pessoas sem propriedade”, os grupos de caçadores-coletores não compartilham da obsessão da civilização com estrangeiros.&lt;br /&gt;“O meu e o teu, semeiam toda a discórdia, não possuem lugar entre eles”, escreveu Pietro (1511) a propósito dos indígenas Norte-Americanos que encontrou na segunda viagem de Colombo. Segundo Post (1958), os bosquímanos não possuem “nenhum sentido de possessão”, e Lee (1972) os observa “com nenhuma dicotomia marcada entre os recursos do ambiente natural e a riqueza social”. Existe uma linha entre natureza e cultura, e os não-civilizados escolheram a primeira.&lt;br /&gt;Existem muitos caçadores-coletores que poderiam transportar tudo o que eles necessitam usando uma mão, que morrem com praticamente tudo o que eles tinham ao vir ao mundo. Houve um tempo em que a humanidade compartilhou tudo; com a agricultura, a propriedade se transformou essencial, e uma espécie pretendeu possuir o mundo. Nos encontramos ante uma distorção que a imaginação dificilmente poderia ter concebido.&lt;br /&gt;Sahlins (1972) falou disso de uma maneira eloqüente: “Os povos primitivos do mundo possuem poucas possessões, mas não são pobres. A pobreza não é uma determinada quantidade pequena de bens, não é uma relação entre meios e fins; acima de tudo, é uma relação entre as pessoas. A pobreza é um status social. Assim como é uma invenção da civilização”.&lt;br /&gt;A “tendência habitual” dos caçadores-coletores “de rejeitar a agricultura até que lhes foi imposto de modo absoluto” (Bodley 1976) expressa uma divisão entre natureza e cultura, bem presente nas idéias dos Mbuti em que qualquer um que se torne um aldeão deixa de ser Mbuti (Turnbull 1976). Eles sabem que o grupo de caçadores-coletores e as vilas de agricultores são sociedades opostas com valores antagônicos.&lt;br /&gt;Chega assim, entretanto, um momento em que o fator crucial da domesticação se perde de vista. “As populações de caçadores-coletores da Costa Oeste da América do Norte, são considerados como anômalos em relação aos outros caçadores-coletores”, declarou Cohen (1981); como disse Kelly (1991), “as tribos da Costa Nordeste rompem todos os estereótipos sobre os caçadores-coletores”. Estes caçadores-coletores, que tinham seu principal meio de subsistência na pesca, exibiam características alienadas, como chefes, hierarquia, guerra e a escravidão. Mas quase sempre foi ignorado que eles cultivavam tabaco e criavam cachorros. Assim, até mesmo esta célebre anomalia contém caracteres que a relacionam com a domesticação. A sua prática, do ritual à produção, com várias formas de dominação que acompanham, parece ancorar e promover as facetas do declínio de um estado anterior de harmonia.&lt;br /&gt;Thomas (1981) proporciona outros exemplos da América do Norte, os Shoshones do Gran Valle (18) e as três sociedades que a compõe, os Shoshones das montanhas Kawich, os Shoshones do rio Reese e os Shoshones do vale de Owens. Os três grupos apresentaram diferentes níveis de agricultura, marcados por um sentido crescente de territorialidade ou de propriedade e da hierarquia e estritamente correspondente aos diferentes graus de domesticação.&lt;br /&gt;“Definir” um mundo desalienado seria impossível, inclusive indesejável, mas podemos e devemos tentar desmascarar o não-mundo de hoje em dia e como chegamos a ele. Temos tomado um caminho monstruosamente errado com a cultura simbólica e a divisão do trabalho, de um lugar de entendimento, encanto, compreensão e totalidade para a ausência que nos encontramos, no coração da doutrina do progresso. Vazia e cada vez mais vazia, a lógica da domesticação, com suas exigências de total dominação, nos mostram a ruína de uma civilização que arruína todo o resto. Presumir a inferioridade da natureza favorece a dominação de sistemas culturais que logo tornarão a Terra um lugar inabitável.&lt;br /&gt;O pós-modernismo nos diz que uma sociedade sem relações de poder não pode ser mais que uma abstração (Foucault, 1982). Isso é uma mentira, a menos que aceitemos a morte da natureza e de tudo aquilo que foi e poderia ser de novo.&lt;br /&gt;Turnbull fala da intimidade dos Mbuti e a floresta, e da sua maneira de dançar como se fizessem amor com a floresta. Numa vida onde os seres são iguais, que não é uma abstração e que se esforça para existir, eles “DANÇAM COM A FLORESTA, DANÇAM COM A LUA”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tradução: Quati - &lt;a href="mailto:quati@riseup.net"&gt;quati@riseup.net&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Provavelmente uma referencia a teoria de Thomas Hobbes (1588-1679), que postulava que o homem era bestial por natureza. Sua frase mais famosa - “o homem e o lobo do homem” - exprime o que Hobbes acreditava ser a natureza humana - uma guerra de todos contra todos. Na obra O Leviata, Hobbes argumenta que, para viver em paz, os homens tem de fazer um pacto social, abandonando a liberdade natural e delegando todo o poder ao Estado Absolutista - o Leviata. (N.T.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2) A Tradição Acheulean é um Velho Mundo Mais Baixo da cultura Paleolítica, datada de há 1.4 milhões de anos a há 100,000 anos. Caracterizado por uma assembléia de instrumentos de pedra dominados por machados, a tradição Acheulean originou-se na África, assim como na Garganta de Olduvai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(3) Um modo de vida comum a toda a humanidade até há cerca de 10.000 anos, no tempo em que os seres humanos ainda não domesticavam os animais nem semeavam cereais. Uma época em que dependíamos diretamente da natureza para sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(4) A palavra ‘pigmeu’ é de origem grega e significa ‘três côvados’, ou seja, 1,35m, referindo-se à altura dos mesmos. Nos grupos menos miscigenados, a altura média das mulheres é exatamente 1,35m enquanto dos homens 1,45m. São conhecidos tradicionalmente como “hospitaleiros” e “alegres”. A primeira menção histórica dos Pigmeus, se encontra em documentos egípcios da IV Dinastia, época do Faraó Neferkara, cerca de 2.500 anos antes de Cristo, quando uma expedição de egípcios fez contados com Pigmeus Mbuti, descrevendo-os como "habitantes da selva" e "dançarinos de Deus".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(5) Hoje cerca de 85.000 bosquímanos vivem à beira da extinção cultural. A maior parte reside nas regiões mais distantes do deserto do Kalahari, no Botswana, na Namíbia, na África do Sul, em Angola e na Zâmbia. São um dos povos aborígines mais intensamente estudados do planeta. Este interesse é reforçado pela idéia de que o bosquímano é um dos últimos elos que nos une à antiga existência de caçadores-coletores. Desde há algum tempo que os bosquímanos deixaram de viver como caçadores-coletores, em total isolamento. Uma das vantagens principais dos bosquímanos em relação a outras sociedades humanas era a sua capacidade para sobreviverem sem água de superfície.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(6) A população Kung! fica localizada em áreas isoladas da Botswana, a Angola, e a Namíbia. Eles tratam-se como o Zhun/twasi, "a verdadeira gente”. Os Kung! são caçadores coletores adaptados ao seu ambiente semi-árido. Reúnem raízes, bagas, frutos e sementes que eles encontram do deserto. Tanto as mulheres como os homens possuem um conhecimento notável de diversos tipos de comida comestível disponível, e das propriedades medicinais e tóxicas de diferentes espécies.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(7) Os habitantes das Ilhas Andaman são conhecidos como Negritos. O termo para este povo em língua malaia é “orang asli”, que significa “povo original”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(8) Bilocal no original. (N.T)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(9) Os Bantu ou Bantos são um conjunto de cerca de 400 grupos étnicos diferentes existentes na África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(10) Provavelmente uma ironia com as religiões atuais. (N.T.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(11) count their lot... no original. (N.T.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(12) A Ilha Melville está na costa da Arnhem Land, Território do Norte, Austrália. Com 5,786 km ² é somente uma das 100 maiores ilhas no mundo, e a segunda ilha maior da Austrália, depois da Tasmânia. Também é conhecida na língua Tiwi como Yermalner. Em conjunto, a Ilha Melville e a Ilha Bathurst são conhecidos como as Ilhas Tiwi. A ilha foi encontrada pelo navegador holandês, Abel Tasman, que fez o mapa do seu litoral em 1644. Os Tiwi ainda chamam este lugar de Pularumpi (ou Pirlangimpi), que significa "árvores de tamarindo", que forneciam as sementes que trariam com eles para comida.&lt;br /&gt;Embora o povo Tiwi de Bathurst e Melville tenha sido influenciado pela Igreja Católica desde a chegada dos missionários em 1911, eles guardaram muitos aspectos da sua cultura tradicional, especialmente a sua arte e danças de clã e ofícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(13) Hoje as Filipinas passa por uma crise. Acusada de fraude eleitoral a presidenta Gloria Macapagal Arroyo, católica declarada, se uniu a “guerra contra o terrorismo” dos EUA e desde então as Filipinas se converteu num estado de guerra não declarada que esta sendo direcionada aos agricultores, sindicalistas, dissidentes políticos progressistas, ativistas, feministas etc. Desde 2001 centenas de assassinatos e desaparecimentos aconteceram no país. Entre as vitimas se incluem membros da associação nacional de agricultores, Kilusang Magbubukid ng Pilipinas (KMP), assim como líderes campesinos pertencentes às minorias indígenas Igorot, Agta e Moro que lutam em defesa de suas terras. (&lt;a href="http://www.amauta.inf.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;amp;amp;id=1238&amp;Itemid=30" target="_blank"&gt;http://www.amauta.inf.br/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;id=1238&amp;amp;Itemid=30&lt;/a&gt; leia mais)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(14) O Zuni ou Ashiwi são uma tribo americana indígena, um dos povos Pueblo, no Rio Zuni, um tributário do Pequeno Rio de Colorado, no Novo México ocidental. O Zuni tem uma população de aproximadamente 12,000, com mais de 80 % que são Americanos Indígenas, com 43.0 % da população abaixo da linha de pobreza como definido pelos padrões de rendimento de Estados Unidos. Contudo, muitas das pessoas não consideram o seu rendimento baixo e o estilo de vida dos Zuni como pobreza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(15) Os Munduruku são um povo, mais precisamente, originário do Brasil, estão situados em regiões e territórios diferentes nos estados do Pará (sudoeste, calha e afluentes do rio Tapajós, nos municípios de Santarém, Itaituba, Jacareacanga), Amazonas (leste, rio Canumã, município de Nova Olinda; e próximo a Transamazônica, município de Borba), Mato Grosso (Norte, região do rio dos Peixes, município e Juara).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(16) Os jívaros fazem parte de um pequeno grupo de culturas linguisticamente isoladas. Vivem da caça, da pesca e da agricultura. A unidade básica é a família, no seu sentido mais amplo: vivem agrupados numa casa grande, dividida em duas partes; uma para os homens e a outra para as mulheres. Os jívaros são também guerreiros e a sua sociedade igualitária funciona com um chefe só em tempo de guerra. Mas estas são numerosas: a etnia tem como inimigo hereditário os achuras, uma tribo vizinha. No entanto, os achuras não são suficientes para saciar os instintos sanguinários dos jívaros e, quando o inimigo escasseia no exterior, matam-se às vezes entre si pelos mais variados pretextos, só pelo prestígio guerreiro. Este caráter guerreiro e do medo que sentem pelos seus inimigos, fizeram dos jívaros uma das poucas tribos que sobreviveram à invasão da América do Sul pelos europeus. Foram popularizados pela literatura "comercial" e de aventura, pela sua técnica de caça redução de cabeças, os jívaros são até hoje um dos povos mais isolados da América Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(17) Os primeiros exploradores trataram esses como esquimós como esquimós "de Cobre” (Cooper) porque as reservas de cobre nativas estiveram presentes no território que eles ocuparam. Os nativos usaram o cobre para instrumentos e comércio. Além de habitar a Ilha de Victoria, os esquimós Cooper também vivem na região de Golfo Coronation.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(18) Os Shoshones são um grupo americano indígena composto de várias bandas. Os Shoshone viveram em uma larga área em volta da Grande Bacia e Grandes áreas de Planícies em um número de bandas encabeçadas por chefes com deslocamento coletivo. Os Shoshone adotaram uma cultura de cavalos mas tiveram a problemas competitivos com tribos ao seu Leste que tiveram maior acesso ao comércio europeu e as armas de fogo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115362599775868044?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115362599775868044/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115362599775868044&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115362599775868044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115362599775868044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/07/futuro-primitivo-john-zerzan.html' title='Futuro primitivo - John Zerzan'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115351143419172976</id><published>2006-07-21T20:49:00.000+01:00</published><updated>2006-07-21T20:50:34.206+01:00</updated><title type='text'>Contra a guerra:</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/1600/ManifIsraelLibano.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/320/ManifIsraelLibano.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115351143419172976?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115351143419172976/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115351143419172976&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115351143419172976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115351143419172976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/07/contra-guerra.html' title='Contra a guerra:'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115142028735850644</id><published>2006-06-27T15:51:00.000+01:00</published><updated>2006-06-27T16:00:00.830+01:00</updated><title type='text'>ATÉ 15/07 - LIVROS LIBERTÁRIOS COM 40% DE DESCONTO!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/1600/faisca.0.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/320/faisca.0.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Faísca chuta o balde de novo e coloca à venda mais de 70 livros de seu catálogo com 40% de desconto. É isso mesmo: 40% de desconto!!!!&lt;br /&gt;Aproveite para pedir os livros que faltam em sua biblioteca, para comprar e revender, para dar de presente aos amigos. Há vários títulos novos de diferentes editoras. A promoção é válida até 15/07/2006. Se quiser, junte alguns amigos interessados e faça um pedido só, pois isso facilita muito para nós. É fundamental sua ajuda para que as editoras libertárias funcionem! Dê o seu apoio. Se puder, repasse a outras pessoas. Atenção: só os livros da lista abaixo estão na promoção.&lt;br /&gt;As resenhas dos títulos podem ser lidas em nosso site, por meio do  link: &lt;a href="http://www.editorafaisca.net/distribuidora.htm"&gt;http://www.editorafaisca.net/distribuidora.htm&lt;/a&gt; Para comprar,  escreva para nós no e-mail &lt;a href="mailto:faisca@riseup.net"&gt;faisca@riseup.net&lt;/a&gt; e envie a lista de livros desejados e o valor de cada um (que consta abaixo). Responderemos com o valor do frete e com a conta para depósito. Assim que o depósito for feito, é só nos contatar e enviaremos os livros pelo correio. Não perca tempo, compre agora!&lt;br /&gt;1. AGENDA LIBERTÁRIA 2006Instituto de Estudos Libertários (IEL)De R$ 10,00 por R$ 6,00&lt;br /&gt;2. ALFORRIA FINALDiego Abad de Santillán * 40 páginas * IndexDe R$ 3,00 por R$ 1,80&lt;br /&gt;3. ANÁLISE DO ESTADO / O ESTADO COMO PARADIGMA DE PODEREduardo Colombo * 85 páginas * ImaginárioDe R$ 15,00 por R$ 9,00&lt;br /&gt;4. ANARCO COMUNISMO ITALIANOErrico Malatesta &amp;amp; Luigi Fabbri * 200 páginas * Luta LibertáriaDe R$ 20,00 por R$ 12,00&lt;br /&gt;5. ANARCO-SINDICALISMO NO BRASILJaime Cubero * R$ 3,00 * 32 páginas * IndexDe R$ 3,00 por R$ 1,80&lt;br /&gt;6. ANARQUIA, AErrico Malatesta * 95 páginas * ImaginárioDe R$ 15,00 por R$ 9,00&lt;br /&gt;7. ANARQUIA, A - Sua Filosofia, Seu IdealPiotr Kropotkin * 93 páginas * ImaginárioDe R$ 15,00 por R$ 9,00&lt;br /&gt;8. ANARQUIA PERANTE OS TRIBUNAISPietro Gori * 68 páginas * AchiaméDe R$ 10,00 por R$ 6,00&lt;br /&gt;9. ANARQUISMO - Uma Introdução Filosófica e PolíticaSilvio Gallo * 100 páginas * AchiaméDe R$ 15,00 por R$ 9,00&lt;br /&gt;10. ANARQUISMO FRENTE AOS NOVOS TEMPOSMurray Bookchin * 50 páginas * IndexDe R$ 3,00 por R$ 1,80&lt;br /&gt;11. ANARQUISMO HOJE - Um Projeto para a Revolução SocialUnion Régionale Rhône-Alpes * 88páginas * Faísca / Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ) / Imaginário / Coletivo Anarquista Terra LivreDe R$ 20,00 por R$ 12,00&lt;br /&gt;12. ANARQUISMO HOJE - Uma Reflexão Sobre as Alternativas LibertáriasJorge E. Silva * 68 páginas * AchiaméDe R$ 10,00 por R$ 6,00&lt;br /&gt;13. ANARQUISMO LIBERTÁRIO E REVISIONISMO AUTORITÁRIOErrico Malatesta * 34 páginas * IndexDe R$ 3,00 por R$ 1,80&lt;br /&gt;14. ANARQUISMO NO BANCO DOS RÉUS, OEdgar Rodrigues * 206 páginas * AchiaméDe R$ 18,00 por R$ 10,80&lt;br /&gt;15. ANARQUISMO, OBRIGAÇÃO SOCIAL E DEVER DE OBEDIÊNCIAEduardo Colombo * 91 páginas * ImaginárioDe R$ 15,00 por R$ 9,00&lt;br /&gt;16. ANARQUISMO SOCIAL, OFrank Mintz * 96 páginas * Imaginário / Faísca / Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ) / Coletivo Anarquista Terra LivreDe R$ 20,00 por R$ 12,00&lt;br /&gt;17. ANARQUISTAS - Ética e Antologia de ExistênciasNildo Avelino * 194 páginas * AchiaméDe R$ 25,00 por R$ 15,00&lt;br /&gt;18. ANARQUISTAS EXPROPRIADORESOsvaldo Bayer * 96 páginas * Luta LibertáriaDe R$ 15,00 por R$ 9,00&lt;br /&gt;19. ANARQUISTAS JULGAM MARX, OSAlexandre Skirda / Maurice Joyeux / Rudolf Rocker / Gaston Leval / Eric Vilain / Jean Barrué / Daniel Guerin / Michel Ragón * 156 páginas * ImaginárioDe R$ 25,00 por R$ 15,00&lt;br /&gt;20. APELO À UNIDADE DO MOVIMENTO LIBERTÁRIOJean-Marc Raynaud * 94 páginas * ImaginárioDe R$ 15,00 por R$ 9,00&lt;br /&gt;21. APONTAMENTOS DE ENGENHARIA ECONÔMICA - Um Enfoque a partir do Anarquismo no Contexto do Desenvolvimento SustentávelAntônio José Botelho * 140 páginas * Manaus - 2004De R$ 15,00 por R$ 9,00&lt;br /&gt;22. ATUAÇÃO LIBERTÁRIA NO BRASIL - A Federação Anarco-SindicalistaOscar Farinha Neto * 102 páginas * AchiaméDe R$ 15,00 por R$ 9,00&lt;br /&gt;23. AUTOGESTÃO E ANARQUISMOGaston Leval / René Berthier / Frank Mintz * 95 páginas * ImaginárioDe R$ 20,00 por R$ 12,00&lt;br /&gt;24. BAIRRO, A COMUNA, A CIDADE...,O - Espaços LibertáriosMurray Bookchin / Paul Boino / Marianne Enckel * 95 páginas * ImaginárioDe R$ 15,00 por R$ 9,00&lt;br /&gt;25. BARTOLOMEU E NICOLAUOlavo Cabral Ramos Filho * 24 páginas * AchiaméDe R$ 4,00 por R$ 2,40&lt;br /&gt;26. BIBLIOGRAFIA LIBERTÁRIA, A - O Anarquismo em Língua PortuguesaAdelaide Gonçalves / Jorge E. Silva * 142 páginas * ImaginárioDe R$ 24,00 por R$ 14,40&lt;br /&gt;27. CAMINHO, O - Até o Socialismo sem EstadoLuce Fabbri * 84 páginas * AchiaméDe R$ 10,00 por R$ 6,00&lt;br /&gt;28. CHIAPAS - As Comunidades Zapatistas Reescrevem a HistóriaEmilio Gennari * 116 páginas * AchiaméDe R$ 15,00 por R$ 9,00&lt;br /&gt;29. COMUNALISMO - A Dimensão Democrática do AnarquismoMurray Bookchin * 38 páginas * IndexDe R$ 3,00 por R$ 1,80&lt;br /&gt;30. CRÔNICA DOS PRIMEIROS ANARQUISTAS NO RIO DE JANEIROMilton Lopes * 72 páginas * AchiaméDe R$ 5,00 por R$ 3,00&lt;br /&gt;31. DEUS E O ESTADOMikhail Bakunin * 95 páginas * ImaginárioDe R$ 15,00 por R$ 9,00&lt;br /&gt;32. DIA EM QUE O MUNDO MUDOU, ORonald Creagh * 80 páginas * ImaginárioDe R$ 15,00 por R$ 9,00&lt;br /&gt;33. DOIS TEXTOS DA MATURIDADEErrico Malatesta * 32 páginas * AchiaméDe R$ 3,00 por R$ 1,80&lt;br /&gt;34. ELEITOR, ESCUTA! / A PODRIDÃO PARLAMENTARSébastien Faure * 80 páginas * IELDe R$ 16,00 por R$ 9,60&lt;br /&gt;35. ENTRE DITADURAS (1948-1962)Edgar Rodrigues * 304 páginas * AchiaméDe R$ 20,00 por R$ 12,00&lt;br /&gt;36. ESCRITOS CONTRA MARXMikhail Bakunin * 133 páginas * ImaginárioDe R$ 15,00 por R$ 9,00&lt;br /&gt;37. ESPANHA LIBERTÁRIA - A Revolução Social Contra o FascismoGaetano Manfredonia / René Berthier / Gaston Leval / Augustin Souchy / John Mac Govern / Carl Einstein / Le Libertaire / Monde Libertaire * 94 páginas * ImaginárioDe R$ 20,00 por R$ 12,00&lt;br /&gt;38. ESPÍRITO DA REVOLTA, O - A Greve Geral Anarquista de 1917Christina Roquette Lopreatto * 226 páginas * AnnablumeDe R$ 30,00 por R$ 18,00&lt;br /&gt;39. ESSENCIAL PROUDHON, OFrancisco Trindade * 92 páginas * ImaginárioDe R$ 15,00 por R$ 9,00&lt;br /&gt;40. ESTADO E SEU PAPEL HISTÓRICO, OPiotr Kropotkin * 95 páginas * ImaginárioDe R$ 15,00 por R$ 9,00&lt;br /&gt;41. ESTATISMO E ANARQUIAMikhail Bakunin * 267 páginas * ImaginárioDe R$ 45,00 por R$ 27,00&lt;br /&gt;42. EVOLUÇÃO, A REVOLUÇÃO E O IDEAL ANARQUISTA, AElisée Reclus * 131 páginas * ImaginárioDe R$ 25,00 por R$ 15,00&lt;br /&gt;43. FLORENTINO DE CARVALHO - Pensamento Social de um AnarquistaRogério N. Z. Nascimento * 208 páginas * AchiaméDe R$ 25,00 por R$ 15,00&lt;br /&gt;44. GUERRA DA TARIFA, ALeo Vinicius * 64 páginas * FaíscaDe R$ 12,00 por R$ 7,20&lt;br /&gt;45. HISTÓRIA DO MOVIMENTO OPERÁRIO REVOLUCIONÁRIOEduardo Colombo / Daniel Colson / Alexandre Samis / Maurizio Antonioli / Frank Mintz / Cláudio Venza / Rudolf De Jong / Larry Portis / Francisco Madrid / Marianne Enckell / Phillippe Pelletier * 354 páginas * ImaginárioDe R$ 56,00 por R$ 33,60&lt;br /&gt;46. IDEOLOGIA DO ANARQUISMO, ARudolf Rocker * 20 páginas * Faísca / Coletivo Anarquista Terra LivreDe R$ 4,00 por R$ 2,40&lt;br /&gt;47. INSURREIÇÃO ANARQUISTA NO RIO DE JANEIRO, ACarlos Augusto Addor * 158 páginas * AchiaméDe R$ 22,00 por R$ 13,20&lt;br /&gt;48. INSTRUÇÃO INTEGRAL, AMikhail Bakunin * 94 páginas * ImaginárioDe R$ 15,00 por R$ 9,00&lt;br /&gt;49. LIBERTÁRIOS 1 - Quem Tem Medo do Anarquismo?Nicolas Walter / Federação Anarquista Francófona / Luc Spirlet / Xavier / Frank Mintz / Frédéric Goldbronn / Héloïsa Castellanos / Alexandre Samis / Bruno Rocha / Renato Ramos / Ramon Pino / Alexis Vencia * 38 páginas * ImaginárioDe R$ 10,00 por R$ 6,00&lt;br /&gt;50. LIBERTÁRIOS 2 - Miséria da Economia, Economia da MisériaRonald Creagh / Organisatión Communiste Libertaire / Piotr Kropotkin / Miguel Chueca / Luciano Lanza / Frédéric Blanchet / Antônio J. Botelho / Noam Chomsky / James Herod / Edson Passetti / Daniel Aarão Reis / Alexandre Samis / Francisco Trindade * 43 páginas * ImaginárioDe R$ 15,00 por R$ 9,00&lt;br /&gt;51. MANIPULAÇÃO SIONISTA, AAllain Coutte * 176 páginas * ImaginárioDe R$ 35,00 por R$ 21,00&lt;br /&gt;52. MOVIMENTO FICTÍCIO E MOVIMENTO REALAlfredo Bonanno * 20 páginas * IndexDe R$ 2,00 por R$ 1,20&lt;br /&gt;53. NESTOR MAKHNO E A REVOLUÇÃO SOCIAL NA UCRÂNIANestor Makhno / Alexandre Skirda / Alexandre Berkman * 95 páginas * ImaginárioDe R$ 15,00 por R$ 9,00&lt;br /&gt;54. NOVOS TEMPOS 1Piotr Kropotkin / Pierre-Joseph Proudhon / Mikhail Bakunin / Jean-Marc Raynaud / Ronald Creagh / Émile Armand * 80 páginas * ImaginárioDe R$ 12,00 por R$ 7,20&lt;br /&gt;55. NOVOS TEMPOS 3 - Faces do HorrorHector Morel / Edson Passetti / Errico Malatesta / Daniel Colson / Alexandre Samis / Laboratório de Estudos Libertários / José Luis Solazzi * 96 páginas * ImaginárioDe R$ 15,00 por R$ 9,00&lt;br /&gt;56. PALAVRAS DE UM REVOLTADOPiotr Kropotkin * 278 páginas * ImaginárioDe R$ 45,00 por R$ 27,00&lt;br /&gt;57. PEDAGOGIA LIBERTÁRIA NA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO BRASILEIRANeiva Beron Kassick e Clovis Nicanor Kassick * 52 páginas * AchiaméDe R$ 10,00 por R$ 6,00&lt;br /&gt;58. POESIA PALESTINA DE COMBATEAntologia * 152 páginas * AchiaméDe R$ 25,00 por R$ 15,00&lt;br /&gt;59. PRIMEIRO DE MAIO - Dia de Luto e LutaRicardo Mella * 88 páginas * AchiaméDe R$ 23,00 por R$ 13,80&lt;br /&gt;60. PROTESTA! 1Coletivo Anarquista Terra Livre * 34 páginasDe R$ 4,00 por R$ 2,40&lt;br /&gt;61. PROTESTA! 2Coletivo Anarquista Terra Livre / Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ) / Coletivo Libertário Ativista Voluntariado de Estudos (CLAVE) * 28 páginasDe R$ 5,00 por R$ 3,00&lt;br /&gt;62. PROTESTA! 3Coletivo Anarquista Terra Livre / Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ) / Coletivo Libertário Ativista Voluntariado de Estudos (CLAVE) * 36 páginasDe R$ 5,00 por R$ 3,00&lt;br /&gt;63. QUESTÃO PALESTINA, A - Da Diáspora ao Mapa do CaminhoEmilio Gennari * 172 páginas * AchiaméDe R$ 30,00 por R$ 18,00&lt;br /&gt;64. RACIONALISMO COMBATENTE, O - Francisco Ferrer y GuardiaRamón Safón * 95 páginas * ImaginárioDe R$ 15,00 por R$ 9,00&lt;br /&gt;65. RELEVÂNCIA DO ANARQUISMO PARA A SOCIEDADE MODERNA, ASam Dolgoff * 64 páginas * FaíscaDe R$ 10,00 por R$ 6,00&lt;br /&gt;66. REVOLUÇÃO MEXICANA, ARicardo Flores Magón * 102 páginas * ImaginárioDe R$ 15,00 por R$ 9,00&lt;br /&gt;67. SISTEMA DAS CONTRADIÇÕES ECONÔMICAS OU FILOSOFIA DA MISÉRIAPierre-Joseph Proudhon * 440 páginas * ÍconeDe R$ 56,00 por R$ 33,60&lt;br /&gt;68. SOBRE O CONTEÚDO DO SOCIALISMO / OS MOVIMENTOS DOS ANOS 60Cornelius Castoriadis * 84 páginas * AchiaméDe R$ 10,00 por R$ 6,00&lt;br /&gt;69. SOBRE O INDIVIDUALISMOMarc Pierrot * 32 páginas * IndexDe R$ 2,00 por R$ 1,20&lt;br /&gt;70. SOCIOBIOLOGIA OU ECOLOGIA SOCIAL?Murray Bookchin * 88 páginas * AchiaméDe R$ 12,00 por R$ 7,20&lt;br /&gt;71. TRÊS DEPOIMENTOS LIBERTÁRIOSJaime Cubero, Edgar Rodrigues e Diego Gimenez Moreno * 248 páginas * AchiaméDe R$ 28,00 por R$ 16,80&lt;br /&gt;72. TRÊS ENSAIOS SOBRE A RELIGIÃOEmma Goldman * 56 páginas * IndexDe R$ 4,00 por R$ 2,40&lt;br /&gt;73. VOCÊ NÃO PODE SER NEUTRO NUM TREM EM MOVIMENTO - Uma História Pessoal dos Nossos TemposHoward Zinn * 264 páginas * L-DoppaDe R$ 36,00 por R$ 21,60&lt;br /&gt;Faísca Publicações Libertárias&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.editorafaisca.net"&gt;www.editorafaisca.net&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="mailto:faisca@riseup.net"&gt;faisca@riseup.net&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115142028735850644?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115142028735850644/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115142028735850644&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115142028735850644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115142028735850644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/06/at-1507-livros-libertrios-com-40-de.html' title='ATÉ 15/07 - LIVROS LIBERTÁRIOS COM 40% DE DESCONTO!'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115123768853393897</id><published>2006-06-25T13:12:00.000+01:00</published><updated>2006-06-25T17:23:57.126+01:00</updated><title type='text'>J.R.R. Tolkien, o homem que viu o amanhã - Ran Prieur</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/1600/Tolkien.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/320/Tolkien.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;O Senhor dos Anéis &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="PT"&gt;é de caras o livro de ficção mais amado do mundo de língua inglesa, e também o mais influente, tendo dado origem ao massivo movimento imaginativo ao qual chamamos género de “fantasia” na ficção e nos jogos. Isto é só o início. As obras de Shakespeare, tal como as de Tolkien, foram consideradas lixo comercial pelos seus contemporâneos.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Actualmente alguns dão a Shakespeare o crédito de ter inventado a consciência da civilização ocidental moderna. No mínimo das hipóteses o mesmo previu o que aí vinha. Sugiro que Tolkien criou/interpretou/antecipou a consciência humana do mundo que se aproxima, o mundo real que surgirá após a há muito aguardada implosão da civilização industrial. Temos pensado n’&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Senhor dos Anéis&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="PT"&gt; como um “escape” do mundo “real” para um passado mítico só porque a mitologia dominante do nosso tempo, que na realidade não passa de uma fantasia escapista, nos diz que assim é. Sugiro que não só faz sentido falar dum futuro Tolkienesco, como é para lá que nos dirigimos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="PT"&gt;Agora a primeira dúvida em que todos devem estar a pensar: o que queres dizer? Teremos elfos, hobbits e orcs? Isso é muito improvável mas não é impossível – se o actual sistema se mantiver durante mais algum tempo pode criar geneticamente novas criaturas de aspecto humano com diferentes tamanhos, formas e talentos, e cada variedade terá tendência em unir-se e em tornar-se num povo autónomo com a sua própria cultura. Mas mesmo sem essa diversidade biológica, se nos livramos dos poderes que nos controlam e nos tornarmos iguais, iremos desenvolver uma variedade espectacular de culturas e de sociedades – ainda mais diversa do que a anterior à civilização, devido à influência das tecnologias que sobreviverem. Com liberdade suficiente, algures existirão mesmo pessoas que vivam em casas nas árvores e que cacem com arcos, e algures existirão também pessoas que vivam em casas escavadas nas colinas e que pratiquem uma agricultura sustentável. E num futuro menos que ideal, os “orcs” e os seus líderes irão existir como uma sobrevivência ou uma reemergência do actual sistema, tentado assassinar ou escravizar todos os outros seres vivos e concentrar o poder hierárquico.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="PT"&gt;Iremos combater-nos com espadas? Novamente, é possível. Mas seria mais proveitoso recordar (nesse mundo e neste) que combates mortíferos só têm graça em histórias e em jogos. No mundo real é algo horrendo e horrível para todas as partes envolvidas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="EN-US"&gt;Existirá magia? Claro! &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="PT"&gt;O único sistema de crenças que não aceita nada que se assemelhe com magia é o paradigma mecanista Cartesiano, no qual tudo não passa de um objecto inanimado e o grito de um animal torturado não difere do de um sinete a tocar numa máquina. Esta metafísica é insana e activamente estúpida vista por todas as perspectivas excepto a sua. Mas uma vez que a maior parte de nós ainda se encontra inserido nesta perspectiva, é difícil imaginar-mos como será a “magia”. Tudo o que tenho a dizer é que, em cada sistema de crenças que não seja simbiótico de uma sociedade de morte e pesadelo, a &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;matéria&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="PT"&gt; é uma característica da &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;mente&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="PT"&gt; e não o contrário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="PT"&gt;E, nesta Utopia mágica, as nações dominantes serão constituídas por monarquias hereditárias? A sexualidade pública será inexistente? Determinadas raças serão biologicamente boas ou más? Iremos procurar a felicidade identificando o que é mau e destruindo-o? Aqui podemos notar que J.R.R. Tolkien, um dos maiores génios que alguma vez viveu, pode não ter compreendido algumas coisas tão bem como nós, e que podemos retirar da sua escrita aquilo de que gostamos e deixar de parte o que nos desagrada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="PT"&gt;Podemos? O conceito de que podemos retirar as partes de que gostamos daqui e dali e forçá-las a unir-se num todo perfeito, é o mesmo tipo de pensamento que nos trouxe a esta confusão. Não podemos acomodar-nos e alterar o mundo – alteramo-lo vivendo nele, e não podemos escolher exactamente as características que nos agradam, porque essas características têm, elas próprias, gostos e desgostos, motivos e alianças e desentendimentos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="PT"&gt;Além disso, todas as pessoas que adoram &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="PT"&gt;, desde os anarquistas pagãos aos fundamentalistas cristãos passando pelos fascistas italianos, projectam valores diferentes sobre o livro e iriam tentar criar futuros Tolkiniescos bastante diferentes. Mesmo assim, essas visões têm algo em comum. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="PT"&gt; poderá não descrever, literalmente, o futuro, mas aponta para este de modo emocional – aponta &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;exactamente&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="PT"&gt; para este, através da modernidade para o mundo além dela como a flecha de Bard através do coração de Smaug n’&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Hobbit&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="PT"&gt;. E como os cinco exércitos que se digladiam pelo tesouro de Smaug, todos aqueles que sabem que a besta morreu irão combater por uma parte do que esta arrecadou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="PT"&gt;Mas, como Tolkien sabia, a maior parte do mundo não é hostil ou imbecil, e não é por acaso que os futuros Tolkoniescos menos agradáveis, e os não funcionais, terão tendência a ser o mesmo. Por exemplo, se pegarmos n’&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Senhor dos Anéis&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="PT"&gt; de que os fascistas gostam e o colocar-mos no mundo real, então os elfos, os anões e os humanos “bons” iriam exterminar os orcs e os duendes “maus”, e depois iriam manter esse mesmo hábito uns contra os outros, até que sobrasse uma só raça humanóide, e depois essa raça iria encobrir as provas de que outras raças alguma vez tivessem existido e inventar novas “raças” no seu próprio seio para alimentar o seu hábito assassino.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="PT"&gt;Visto deste ângulo, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="PT"&gt; é, acima de tudo, uma visão do passado! (E é impressivamente semelhante a muita da História e da arqueologia não dominantes.) Outra interpretação reaccionária parva é a que glorifica as armas medievais e a tecnologia. Seriamos estúpidos em imaginar que um mundo ao estilo medieval seria sustentável, uma vez que o mundo medieval real foi um estágio de passagem na rápida História da civilização.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="PT"&gt;Mas &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="PT"&gt; é grande o suficiente para ser um ingénuo anseio pelo passado &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="PT"&gt; uma inspirada visão do futuro – &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="PT"&gt; uma inteligente apreciação do passado. A ideia de que a História se limita a “avançar” e que só melhora é outro conceito da actual era psicopata. O Senhor dos Anéis olha não só para o mundo medieval europeu mas também para o mundo pré-civilizado, e não é de todo estúpido acreditar que um mundo de estilo “primitivo” não seria sustentável, uma vez que na realidade foi sustentável durante centenas de milhares de anos, e foi suprimido apenas pela influência duma poderosa força externa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="PT"&gt;Não creio que voltemos “para trás” para vivermos como índios, mas em frente, num círculo perfeito, num reinventado mundo não-civilizado, um mundo cru, selvagem e vivo, não porque seja inocente mas porque é experiente. E &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;" lang="PT"&gt; descreve-o em modos subtis mas específicos: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;   &lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal;" lang="PT"&gt;Todo o universo e tudo o que este contém estão repletos de inteligência e de significado. Outras criaturas são tão espertas como os humanos e falariam connosco se conhecêssemos a sua língua – até mesmo as árvores! Quando as culturas não são conquistadas ou controladas, tornam-se extremamente diversas e criativas. As sociedades que se expandem e exploram os recursos arruinam tudo, mas caiem sempre. As pessoas viverão entre as ruínas e os artefactos de civilizações já esquecidas, mas não tentarão trilhar a via destas. As culturas irão adaptar-se às terras nas quais vivem, em vez de obrigarem as terras a adaptarem-se a elas. Apesar das pessoas pertencerem a uma região, mesmo assim podem aventurar-se e viajar. O mundo é feito de histórias, não de factos; não é conhecido ou conhecível, mas flui numa surpresa e num mistério sem fim.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115123768853393897?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115123768853393897/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115123768853393897&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115123768853393897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115123768853393897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/06/jrr-tolkien-o-homem-que-viu-o-amanh.html' title='J.R.R. Tolkien, o homem que viu o amanhã - Ran Prieur'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115123063689409282</id><published>2006-06-25T11:16:00.000+01:00</published><updated>2006-06-25T11:17:16.903+01:00</updated><title type='text'>Imagem</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/1600/elf-lotr.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/320/elf-lotr.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115123063689409282?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115123063689409282/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115123063689409282&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115123063689409282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115123063689409282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/06/imagem.html' title='Imagem'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115122753222658020</id><published>2006-06-25T10:19:00.000+01:00</published><updated>2006-06-25T10:25:32.263+01:00</updated><title type='text'>Entrevista com o anarco-primitivista John Zerzan</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/1600/john-zerzan.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/320/john-zerzan.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;John Zerzan pode bem ser considerado o autor mais radical no planeta. È um tanto irônico que a publicação do Unabomber, Sociedade Industrial e o suas Conseqüências*, tenha trazido os pontos de vista de Zerzan à atenção nacional – irônico porque seus escritos são muito mais radicais do que os do plantador de bombas que pensavam o ter influenciado. Para Zerzan a queda dos céus da humanidade não teve início com o industrialismo e nem mesmo com a agricultura, mas sim com a aceitação da cultura simbólica, da linguagem, da arte, e o número. A cultura, ao invés de ser vista como nossa maior emancipadora, é uma mediação a qual nos distância de uma aceitação sensual da realidade, de até aonde chega nossa capacidade de compreendermos a nós mesmos dentro do momento. A linguagem é comunicação tornando-se presa ao assunto, arte é um preenchimento de uma realidade infinitamente mais rica, número é a prática de uma semelhança ilusória que consome nosso mundo de interesse. &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em seu livro de ensaios reunidos, Elementos de Rejeição e Futuro Primitivo (Elements of Refusal and Future Primitive), mapeia uma crítica primitivista que ele tem buscado no meio social anarquista nas últimas duas décadas. Sua fama recente, tendo início com um artigo publicado no New York Times, e prolongada com entrevistas de rádio e televisão, focou-se imensamente em seu status de ser um dos poucos críticos da tecnologia que não acusou o Unabomber desde o início. Com o advento de um mundo baseado na biotecnologia e na engenharia genética, pode-se colocar Zerzan na tradição dos sábios Taoístas, de Diógenes, e Rousseau como o último dos grandes expoentes do homem selvagem não limitado pelas regras dominantes – ou talvez ele seja o primeiro em uma nova tradição da qual o impacto ainda há que ser visto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;* O manifesto do Unabomber veio a público em 19 de setembro de 1995, publicado no jornal Washington Post. Uma crítica a sociedade tecnológica e capitalista, supostamente escrita por Ted. Kaczynski que antes de ser preso, em 1996, enviou - ao longo de 18 anos - 16 bombas pelo correio americano, que deixaram três mortos e 23 feridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Q: O ambientalismo tem sido sempre um assunto um tanto depressivo para mim. Em contraste, o primitivismo sempre me pareceu confiante em sua luta para reconciliar as tensões entre humanos e o mundo natural. Ao invés de estar em oposição com a natureza, nos procuramos realizar nossos desejos de maneira, que o nosso mundo de televisões e shoppings nunca podem preencher. Quais comparações você faria entre o ambientalismo tradicional e o primitivismo? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A: Eu gosto da distinção que você faz aqui, e que me parece frutífera. Para mim o primitivismo fornece um respaldo para o ambientalismo. Refere-se, como um princípio ou uma inspiração, para os dois milhões de anos durante os quais o ser humano viveu em harmonia com o meio ambiente, e não como um poder externo exercido sobre ela. O ambientalismo muitas vezes permanece com a perspectiva reformista de relevar somente alguns assuntos que são pertinentes. A percepção duma história de longa duração dos problemas ajuda, visto que, a observação das origens da degradação e da natureza bem como todas as suas facetas estão conectadas .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Q: Embora você tenha criticado tais fundamentos da civilização como a arte, linguagem, e número, você até agora absteve-se de uma crítica ao uso de ferramentas. Isto é interessante, pois a maioria das pessoas enxergaria o uso de ferramentas como um percussor direto da nossa sociedade tecnológica. Em que momento você veria o uso das ferramentas culminando em atividade alienada? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A: A constatação é muitas vezes feita de maneira que haja uma suave mudança gradual entre o uso de simples instrumentos e o mundo atual de alta-tecnologia, de que não há distinção qualitativa que possa ser feita em qualquer momento ao longo dessa linha de desenvolvimento, sem um lugar para “desenhar uma linha” separando o positivo do negativo. Mas minha hipótese sobre o trabalho é a que a divisão do processo produtivo marca o momento dessa separação, com conseqüências terríveis que desdobram-se de maneira acelerada ou cumulativa. A especialização divide e estreita o individuo, instaura a hierarquia, e cria a dependência e trabalha contra a autonomia. Especialização que também impulsiona o industrialismo e desde já conduz diretamente para a crise ecológica. Ferramentas ou papéis que envolvem a divisão do trabalho engendram pessoas divididas e dividem a sociedade.&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Q: Que exemplos o passado oferece a nós, pessoas que renunciaram um dado nível de tecnologia em favor de um estilo de vida mais holístico e natural? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A: Um exemplo Norte Americano de pessoas que renunciaram a uma existência tecnicista e domesticada, é a do colonizador que, “partiu para Croatan.” ( Referencia&lt;br /&gt;aos colonizadores que habitaram a primeira colônia Inglesa em Roanoke, que à abandonaram para viver com uma tribo indígena local. Eles deixaram a inscrição “fomos para Croatan,” referindo-se à tribo – J.F) Evidentemente muito poucos Europeus abandonaram os postos avançados civilizados nos séculos 17 e 18 e se uniram as diversas comunidades Nativo Americanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Q: Seus escritos parecem sugerir uma Era Dourada para humanidade durante muito ou todo o período Paleolítico. Ainda assim, eu não sinto que suas idéias são contingentes sobre a idéia de um Éden no passado, no mais literal e extremo sentido. A vida um dia pode ter sido muito mais imediata e satisfatória, mas devem ter existido algumas falhas em algum momento para nos trazer ao presente. Eu estou curioso sobre em que grau você se sente anexado à idéia de uma utopia passada (a qual é claramente impossível de provar completamente), como sendo oposta à aplicação de conceitos úteis do passado sobre a base de valores presentes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A: Eu penso que você esteja certo ao sugerir que nos devíamos evitar a idealização da pré-história, de recusar sugeri-la como um estado de perfeição. De outro ponto de vista, a vida de caçador-coletor parece ter sido marcada, em geral, pela mais longa e mais bem sucedida adaptação à natureza jamais alcançada pelos seres humanos, um alto grau de semelhança entre gênero, a abstenção da violência organizada, tempo livre significante, direitos iguais na divisão dos princípios, e uma saúde livre de doenças. Desta maneira me parece instrutivo e inspirador, mesmo se imperfeito e talvez nunca totalmente conhecido para nós.&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Q: Umas das questões mais frequentemente perguntadas em relação ao primitivismo, é se seus adeptos procuram um retorno literal para os estilos de vida primitivos, ou se simplesmente estão escavando o passado a procura de conceitos úteis. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A: ( Panfleto anarquista de Detroit) Quinto Estado, em sua crítica parcial a civilização, tem longamente insistido que um retorno a um estado de não-civilização não é o que eles vêem como algo que seja possível ou desejável. Eu não estou convencido de que um “retorno” real deva ser descartado. Se não um retorno literal, então o que? Isto é, eu vejo isso como uma questão aberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Q: Bem, vamos assumir por agora que um retorno literal a um estado primitivo é desejável. Seus escritos foram até o momento uma crítica a arte, números, até mesmo a linguagem. Como você visualizaria um mundo, digamos, sem linguagem? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A: Pensar em um mundo sem linguagem requer um enorme salto especulativo. De onde estamos agora é extremamente difícil sugerir princípios ou descobrir o significado da vida em um mundo baseada na comunicação não-simbólica, entretanto é claro que alguma dessa forma de comunicação existe mesmo agora. Freud achou que algum tipo de telepatia possuía forte influência antes da linguagem; amantes não precisam de palavras, como diz o ditado. Essas são dicas na direção da comunicação não mediada. Eu tenho certeza que você pode pensar em outros exemplos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Q: Inúmeros críticos têm questionado que sua rejeição a cultura simbólica deixa o radical em potencial sem bases para desafiar a ordem existente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A: Minha sugestão de posicionamento é a que somente a rejeição da cultura simbólica provém um desafio suficientemente profundo ao que é a parte central daquela cultura. Eu posso estar errado, mas até agora eu não tenho visto argumentos persuasivos para abandonar esse ponto de vista. E mesmo se acontecer de ser um direção errada talvez o debate será frutífero em possibilidades não planejadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Q: Qual é sua resposta as pessoas que afirmam que o caminho da progressão tecnológica é irreversível?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A: É bem possível que seja irreversível, mas a única maneira de saber é desafiando-o.&lt;br /&gt;Se alguém conclui que o caminho do tecno-progresso está provando ser desastroso, então esse alguém é obrigado a pará-lo, a revertê-lo. Isso é uma questão de moralidade básica, é o que me parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Q: Eu acho que é interessante notar o quão pouco genuína e construtiva é a crítica direcionada a tecnologia, talvez criando a idéia de que seja uma auto-realização irreversível. Em todo lugar alguém pode encontrar críticas de quase qualquer aspecto da sociedade tecnológica, mas raramente alguma que englobe o todo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A: Como muito se opõem a crítica do todo! Por exemplo, um dos princípios cardeais do ethos pós-moderno reinante é a rejeição da totalidade, rejeição da idéia exata de que podemos compreender o todo. E em geral o sistema nunca recompensou exatamente tais oposições, contra o pensamento geral. A cultura da negação é muito forte – pense em quanto o discurso político domintante é pouco questionado. É muito difícil ser publicado, muito difícil quebrar o monopólio da ignorância imposta. E, contudo a realidade, creio eu, está começando a forçar uma abertura. Nós ouvimos algumas, não muitas, mas algumas vozes que confrontam o quadro geral, seu caráter fundamental.&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Q: Sua resposta à afirmação habitual de que a tecnologia é neutra. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A: A Tecnologia nunca foi neutra, como uma ferramenta discreta desassociada de seu contexto. Tem sempre participado e expressa os valores básicos do sistema social no qual está embutida. A Tecnologia é a linguagem, a textura, a personificação dos arranjos sociais que ela mantém unida. A idéia de que seja neutra, de que é separável da sociedade, é uma das maiores mentiras existentes. É óbvio porque aqueles que defendem a armadilha mortal high-tech, querem que nós acreditemos que a tecnologia é de alguma maneira neutra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Q: Não deve o abandono gradual da tecnologia ocorrer em uma base mundial, evitando que nos tornemos vulneráveis àqueles que não deixarão cair as rédeas? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A: Sim, realmente parece necessário que o movimento anti-tecnológico torne-se global o mais rapidamente possível, para que consiga obter sucesso. O sistema de tecnologia e capital é global e altamente interdependente, e é somente tão forte quanto sua ligação mais fraca. A esse fato deve ser adicionado o desencanto disseminado com a “promessa” da tecnologia. Os dois são, ou serão, uma potente combinação para o nosso lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Q: Você acha que a maioria da população é mais desconfiada em relação à tecnologia do que a nossa dita elite política? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A: Todo mundo hoje é bem saturado pela mídia e suas constantes mensagens pró-tecnologia em todos os níveis. Mas aqueles que o manifesto Unabomber* chamam de “excessivamente-socializados” são talvez mais aptos a serem uma elite política de classe média e por essa razão são provavelmente menos desconfiados da canção da sirene tecnológica.&lt;br /&gt;* O manifesto do Unabomber veio a público em 19 de setembro de 1995, publicado no jornal Washington Post. Uma crítica a sociedade tecnológica e capitalista, supostamente escrita por Ted. Kaczynski que antes de ser preso, em 1996, enviou - ao longo de 18 anos - 16 bombas pelo correio americano, que deixaram três mortos e 23 feridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;P: Algum pensador(s) ou teorista(s) que você gostaria de levar à prova por uma falta de entendimento sobre os assuntos relevantes à tecnologia? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;R: Ainda existem muitos teoristas que parecem pouco entender a questão da tecnologia. Muitos senão todos pensadores pós-modernos evitam o assunto pela simples razão de que eles não contestam nada, rejeitando a própria idéia de um pensamento opositor. Aceitando tudo em sua maneira cínica e relativista, eles (ex. Baudrillard) certamente não enfrentam a tecnologia ou resistem a ela. Por&lt;br /&gt;outro lado, por exemplo, eu recomendo a Tecnologia de Lorenzo Simpson, “Tempo e as Conversações da Modernidade”, no qual demonstra como a tecnologia — com sua contrapartida intelectual, pós-modernista — esvazia a existência social e cria um clima ausente de sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;P: Tem havido surpreendentemente pouca oposição à instalação de câmeras de vigilância por todas cidades nos EUA. O que você pensa poder ser a implementação de uma tecnologia a qual pode finalmente provocar uma grave reação? A clonagem de um ser humano? Um computador implantado no cérebro? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;R: Muito consentimento a respeito de câmeras de vigilância fora dos interesses pessoais de segurança, aparentemente. Mas sim, uma pessoa pensaria que a clonagem humana ou cérebros biônicos poderiam horrorizar a maioria das pessoas. Ludditas* como eu esperam que as novas alturas invasoras de uma tecnologia sempre-colonizadora irão levar as pessoas a questionar toda sua trajetória e lógica. Como Paul Shepard disse sobre o gosto pela cultivo da terra de Gary Snyder, ele esquece que mesmo a horticultura muito simples é nada mais que o primeiro passo na estrada para a engenharia genética. É tudo uma questão de domesticação, em outras palavras. Participar e controlar ou dar nova forma a natureza, é comprometer-se com uma orientação que nos leva em direção a clonagem humana e todo resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;P: De quais grupos você encontrou um apoio inesperado para uma visão mundial que questione o valor da tecnologia? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;R: Um amigo Latino meu, recentemente disse que ele achava que poucas pessoas do terceiro mundo estão agora ansiando pela tecnologia do primeiro mundo. Na medida que isto é verdade, isso demonstraria uma mudança de grande importância. Eu também noto alguns jovens vendo através dos atrativos da tecnologia. Isto é menos surpreendente, eu imagino, e eu não sei quantos garotos estão abertos a maneira de enxergar do “primitivismo”, mas isso é um desenvolvimento vital que está se espalhando, pelo menos em algum grau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;P: Quando foi a primeira vez que você enxergou através dos “atrativos da tecnologia?” Você sempre se sentiu em oposição a ela em algum nível? Existiu algum evento ou campo de estudo que primeiro provocou você a desenvolver semelhante crítica abrangendo tudo? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;R: Nos anos setenta lentamente começou a nascer em mim, que o conceito de “revolução,” entre outros, era de alguma maneira muito inadequado. Isto me atormentou durante um período quando eu estava fazendo meu trabalho de graduação sobre história social e trabalhista. O primeiro “avanço” importante para mim foi em termos da Revolução Industrial na Inglaterra. Especialmente, tornou-se claro que o sistema de fábricas foi introduzido em grande parte como uma maneira de controle social. Os artesões dispersados foram destituídos de sua autonomia e levados juntos para as fábricas para serem desqualificados e disciplinados. Isto mostra que a tecnologia não foi de forma alguma “neutra”. Esta descoberta me ajudou a começar a ver como a divisão do trabalho é basicamente uma subtração de poder e alienadora. Qualquer pessoa precisa olhar a tecnologia como um sistema que contêm os valores profundos da ordem social que a personifica. Nunca é uma simples questão de “ferramentas” ou dispositivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;P: Quais são alguns dos seus próximos projetos que nos podemos esperar com entusiasmo? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;R: Estou trabalhando em um ensaio sobre niilismo, e tentando publicar alguns livros também. Tem que haver mais trabalhos anti-tecnológicos, e mesmo anti-civilização disponíveis ao público. Mesmo as maiorias do editores anarquistas, como a AK e a Autonomedia, não compreenderam a importância do projeto, ou o interesse em semelhante pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;P: Eu gostaria de lhe perguntar mais algumas questões a respeito do Unabomber. Quando a “Sociedade Industrial e o seu Futuro*” foi pela primeira vez disponibilizado, você foi reconhecido antecipadamente como uma possível influência dos pontos de vista de FC. Você tem algum comentário sobre o tratado do Unabomber? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;R: Eu considero o texto Sociedade Industrial e seu Futuro um texto extremamente importante. Basicamente, ele mostra como a sociedade tecnológica torna impossível alcançar tanto a liberdade como a satisfação. De maneira muito clara, a prosa acessível explica o caminho sem saída que é o industrialismo. Jacques Ellul é claramente uma grande influência, mas eu não tenho nenhum conhecimento de qualquer influência americana contemporânea, anarquista ou de outro aspecto.&lt;br /&gt;*No ano de 1995 veio a público o ensaio de "A sociedade industrial e o seu futuro", no qual Kaczynski danava a moderna tecnologia em bloco. A frase inicial já dizia tudo: "A Revolução Industrial e suas conseqüências foram um desastre para a raça humana".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;P: Em geral, qual é sua opinião sobre os métodos do Unabomber? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;R: Os métodos do Unabomber foram o resultado da frustração. Evidentemente, ele não podia encontrar outros que desejavam confrontar a loucura tecnológica, nem podia ele encontrar um editor para Sociedade Industrial e o seu Futuro, apesar de se esforçar por anos em ambas as frentes.&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;P: Tendo seus próprios pontos de vistas ligados a alguém que é o tema de uma investigação massiva não é necessariamente uma posição invejável. Ocorreram qualquer incidentes fora do comum antes da prisão de Ted Kaczynsky? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;R: No verão de 95, isso é, no ano antes da sua prisão, minha casa foi invadida. A coisa estranha sobre isto, foi o fato que minha agenda de endereços e alguns tênis esportivos foram levados, enquanto que algumas coisas portáveis e visíveis de algum valor foram deixadas intocadas. Também naquele verão, algumas cartas minhas foram interceptadas em algum lugar ao longo da linha. Em pelo menos três casos que eu verifiquei, cartas foram enviadas mas nunca chegaram ao seu destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;P: Você se encontrou com Ted Kaczynski em diversas ocasiões, e continua a manter contato com ele. Qual é sua impressão sobre ele em um nível pessoal? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;R: Em minhas visitas com Ted, eu o achei educado, amigável, muito firme, e possuindo um senso de humor. Ele certamente não deu quaisquer ares de superioridade e me pareceu uma pessoa bastante paciente e auto-disciplinada. O advogado Tony Serra e eu concordamos: Ted não é louco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;P: Existiram quaisquer irregularidades no julgamento dele que você gostaria de chamar a atenção? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;R: Não existiu julgamento. Ele foi coagido a aceitar um acordo de súplica ( por prisão perpétua) depois que o juiz negou tanto sua tentativa de despedir e substituir seus advogados de defesa e sua tentativa de defesa própria. Ele foi deixado sem nenhuma outra alternativa senão a do argumento de insanidade que ele sempre rejeitou. O que fica visível é o fato de que o conjunto de instituições legais e políticas mantiveram-se unidas em sua recusa à permitir que ele fosse julgado em um tribunal e apresentasse suas idéias. O sistema demonstrou isso deixando claro que a pena de morte foi uma prioridade menor do que negar o direito de Ted de ser escutado. Um tratamento muito bom é o de Bill Finnegan* em “Defendendo o Unabomber” escrito no New Yorker em 16 de março, 1998 . Finnegan traz à tona os pontos acima persuasivamente, e é o único escritor a ter feito isso.&lt;br /&gt;* Bill Finnegan, Jornalista que publicou artigos sobre o Unabomber no Jornal New Yorker.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;P: Se eu tivesse que advinhar, eu diria que muito poucas pessoas apoiaram as ações do Unabomber, mas muitos entenderam o senso de desespero e desamparo que o conduziu. Qual tem sido sua impressão dos sentimentos populares em relação ao Unabomber? Quais reservas, se alguma, tem a maioria de seus colaboradores ? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;R: A imprensa cobrindo o caso, especialmente as experiências jurídicas penosas, nunca pareceram tão ansiosas ou satisfeitas em suas reportagens. Eles nunca questionaram uma vez sequer a validade dos constantes escapes do advogado com respeito ao pensamento ilusório de Ted. A principal psiquiatra examinadora prontamente admitiu a Bill Finnegan que ela encontrou o delírio de Kaczynski precisamente na base de suas críticas do sistema tecnológico e seus efeitos sobre as pessoas! Uma descoberta política chocante, sem necessidade de dizer.&lt;br /&gt;É pouco surpreendente que o público negou qualquer pensamento independente sobre o tema, provavelmente não se tornou realmente simpáticos a ele. Outro fator é que seu advogado disse àqueles entre nós que queriam tentar organizar o entendimento e o apoio sobre o caso para desistir. Relutantemente, Ted continuou em frente com os conselhos de seus advogados, pessoa confiável que ele era. (Ele confiou neles e eles mentiram para ele, deixando-o despreparado até o tempo em que suas opções se esgotaram, eles estavam de fato fazendo exatamente o que eles disseram não fariam, nomeadamente o retratando como lunático. Tudo isso obviamente, funcionou contra qualquer leitura justa sobre o que ele defendia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;P: As proezas do Unabomber engendraram uma das mais profundas divisões na memória entre anarquistas, primitivistas, e variados eco-radicais. Seus pensamentos sobre a divisão e talvez meios de avançar além dela. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;R: Eu não tenho certeza se é uma divisão tão profunda porque eu tenho visto sinais de que ela já tenha se cicatrizado de algum modo. Por exemplo, existia a presença de uma voz pró-Ted no encontro nacional anual do movimento Earth First* em Round River Rendezvous. E o mais recente Live Wild or Die (#7) se identificou ativamente com sua causa e sua defesa. Em todo lugar tem havido ressonância entre alguns garotos; eu vejo isso como algo que tem crescido. Eu acho que existe menos antipatia em relação a ele, menos medo de ser identificado com o que o Unabomber representa. Com certeza, a maior razão para a que a divisão fosse reduzida – se é que foi - é que o meio social anarquista parece estar mais estavelmente anti-tecnologico e primitivista, especialmente entre o pessoal mais jovem.&lt;br /&gt;* Earth First! - Grupo de "ecologia profunda" que luta contra os impactos ambientais da sociedade capitalistas. Há muitos grupos do Earth First ao redor do mundo e em diversas cidades do EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;P: Apesar da atual indiferença por muitos anarquistas ao esquerdismo, a crítica do Unabomber ao esquerdismo é mais severa que qualquer outra coisa que eu já vi escrita por anarquistas. Você acha que os anarquistas ainda possuem as capacidades para continuarem a rejeitar todas as formas de autoritarismo mascarado como oposição? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;R: O esquerdismo – significando uma orientação trabalhistíca, producionista, e a mentalidade “organizada” — está em declínio em todo lugar. O fracasso dos movimentos Class War in England (Guerra de Classe na Inglaterra) em 97 e o Love &amp; Rage (Amor e Ódio)* aqui nos EUA em 98 são claramente sinais disso. O esquerdismo está indo no caminho do “dodô” (pássaro extinto, que era incapaz de voar), entretanto ainda existem alguns remanescentes por ai. A editora AK Press é um exemplo, com seu hábito desagradável por relíquias atrapalhadas como Bookchin e Chomsky.&lt;br /&gt;* A Federação Revolucionária Anarquista Amor e Ódio (Love and Rage), foi uma rede anarquista que era ativa nos EUA, durante a década de 90. Devido à pontos de vista divergentes, em 1998 a Federação formalmente se dissolveu.&lt;br /&gt;* Federação Guerra de Classe – organização que possui suas origens na Escócia e posteriormente se dissemina e expande-se na Inglaterra após o congresso nacional organizado em Manchester, 1986, baseava-se em um política classista e combativa para determinação de seus atos. Famosa por sua crítica anti-pacifista, dissolve-se em 1997, devido a rachas internos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;P: O livro Sociedade Industrial e o seu Futuro, tomou uma abordagem mais explicitamente psicológica (ex. a discussão da atividade substituta, os efeitos da superlotação, realização individual, etc.) do que é comumente vista na literatura que se opõe à dominação tecnológica. Você sente que o Unabomber estava enfatizando uma abordagem muito necessária, porém não notada, por aqueles de nós que questionam a tecnologia e suas conseqüências? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;R: Sim, o livro Sociedade Industrial e o seu Futuro é, eu diria, essencialmente psicológico. Ele enfoca-se no que inevitavelmente está acontecendo ao indivíduo enquanto a tecnologia mantiver sua influência. Este é seu apelo e sua importância, a razão de porque é uma leitura irresistível. Eu acho que seu tipo de abordagem tem sido enormemente despercebida na literatura anti-autoritária, porém é consoante com o que as pessoas estão interessadas. Portanto, apesar de estar sendo uniformemente sucateada, ela ainda consegue se manter, incluindo suas múltiplas traduções ao redor do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;P: Quais efeitos sociais você viu originando-se de todo o caso Unabomber, se é que houve algum? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;R: Eu acho que os “efeitos sociais” do caso Unabomber não podem ser vistos isoladamente. Em outras palavras, o Unabomber é só uma parte de um fenômeno maior, a consciência emergente do destino que o sistema tecnológico possui armazenado para nós e o planeta. Este caso espetacular deu abertura vital a assuntos básicos, os quais já estavam começando a destacar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;P: Finalmente, seus pensamentos sobre como sairmos de onde estamos agora para chegarmos a um mundo melhor. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;R: O agravamento da situação para a biosfera, a sociedade, e o indivíduo – a crise em todos os níveis – é o mais forte ímpeto para o repensar de tantas velhas suposições triviais e instituições. Divisão do trabalho, domesticação, até mesmo os componentes de nossa cultura simbólica e a própria civilização – tudo isso agora encontra-se com pontos de interrogação. Quando a negação começar a desabar, nós bem que poderemos ver um desafio à ordem existente que fará o movimento dos anos 60 parecer muito superficial e sem graça.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tradução: Lukati&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ervadaninha.blogger.com.br"&gt;Coletivo Erva daninha.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115122753222658020?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115122753222658020/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115122753222658020&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115122753222658020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115122753222658020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/06/entrevista-com-o-anarco-primitivista.html' title='Entrevista com o anarco-primitivista John Zerzan'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115114151572753047</id><published>2006-06-24T10:29:00.000+01:00</published><updated>2006-06-24T10:31:55.736+01:00</updated><title type='text'>Contra a lógica da tecnologia - editorial Green Anarchy #22</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/1600/industria.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/320/industria.png" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;" lang="PT"&gt;O ritmo a que a sociedade se está a tornar completamente tecnificada não é nada menos que estonteante. Vivemos actualmente numa tecnocultura na qual a existência social é cada vez mais aplanada, isolada, mediada, homogeneizada e irreal. Engenharia genética, nanotecnologia, vigilância futurista e a clonagem trazem uma invasiva colonização da vida como nunca antes foi visto, enquanto que a experiência directa e o próprio significado se tornam em baixas duma tecnologização imperativa. &lt;i&gt;A Sociedade Industrial e o Seu Futuro&lt;/i&gt; de Kaczynski afirma, em resumo, que quanto mais isto avançar menos liberdade e realização terá o indivíduo. A política é cada vez mais uma questão de decisões técnicas, cujos parâmetros são criados por sistemas abrangentemente tecnológicos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;" lang="PT"&gt;A tão discutida crise geral – ambiental, social, pessoal – é na sua base o resultado de uma tecnologia arremetida. Que nunca inverte o seu percurso, que nunca recua, que devora cada vez mais vida, a textura da vida, a noção de encanto, possibilidade e realidade da vida. Poucos conseguem vislumbrar a tecnologia como a solução em vez do problema, mas ainda menos que esses levantam activamente dúvidas acerca da sua chacina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;" lang="PT"&gt;Entre aqueles que não conseguem erguer dúvidas encontram-se muitos anarquistas que, tristemente, evitam enfrentar uma rígida realidade porque não estão preparados para encarar as consequências. As consequências de compreender que o nosso mundo está a ser destruído por algo que ultrapassa a noção de ser “anti-capitalista”. Como se tal fosse possível sem lidar com a génese do capitalismo. Instituições fundamentais, como a divisão laboral e a domesticação, originam uma sociedade dividida e à própria civilização. Sem lidarmos com estas causas primárias a análise e a acção mantêm-se encurraladas em formulações secundárias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;" lang="PT"&gt;Esta confrontação não é fácil, mas é muito provável que seja essencial. Sem enfrentar a civilização tecnológica, que é nesta altura a norma global, não existirá qualquer visão libertadora, não há como escapar dos familiares horrores diários. As coisas continuarão a piorar, a piorar muito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;" lang="PT"&gt;Para nós, o meio “pós-esquerda” precisa de examinar o que este mundo tecnológico é, como funciona e como acabar com ele. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;" lang="PT"&gt;A tecnologia é, nas palavras de Paul Piccone, a “tropa de choque da modernidade.” A modernidade, ou a sociedade de massas, tornou-se insuportável, isenta de promessa. A produção em massa e a cultura em massa são criações da lógica da tecnologia, cujos efeitos se tornam mais evidentes a cada dia que passa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115114151572753047?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115114151572753047/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115114151572753047&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115114151572753047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115114151572753047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/06/contra-lgica-da-tecnologia-editorial.html' title='Contra a lógica da tecnologia - editorial Green Anarchy #22'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115113645742962422</id><published>2006-06-24T09:06:00.000+01:00</published><updated>2006-06-24T09:07:37.430+01:00</updated><title type='text'>Com amor, da Grécia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/1600/grecia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/320/grecia.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115113645742962422?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115113645742962422/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115113645742962422&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115113645742962422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115113645742962422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/06/com-amor-da-grcia.html' title='Com amor, da Grécia'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115112563645515900</id><published>2006-06-24T06:04:00.000+01:00</published><updated>2006-06-24T06:07:16.463+01:00</updated><title type='text'>Dos confins dos bosques para a civilização</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/1600/Dos_Confins_net.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/320/Dos_Confins_net.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Charles Alexander Eastman (1858-1939), nome de baptismo de Oiiesa, «o Vencedor», índio sioux, trocou os bosques da sua silvestre infância por Nova Inglaterra, palco da grande civilização branca. Depois de se tornar médico, destacando-se entre os melhores e granjeando notoriedade, viu-se confrontado com o embuste da cultura que perfilhara. Recusou categoricamente pactuar com o saque sistemático do seu povo e vender-se às virtudes da glória cristã, adoptando sempre uma postura crítica face à mesma e denunciando a corrupção do sistema. Tal postura valeu-lhe, por exemplo, a suspensão do exercício da sua actividade médica.&lt;br /&gt;Numa altura em que os índios se encontravam já completamente aculturados, alheados das suas raízes nativas, ou incapazes de contar a sua própria história, devido ao baixo índice de alfabetização, Eastman destaca-se com este relato vivo, fresco e enérgico, imensamente lúcido, acerca de uma das mais vergonhosas páginas da história da Humanidade, a «Conquista das Américas».&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.antigona.pt"&gt;À venda nas livrarias a partir do próximo dia 28 de Junho&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115112563645515900?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115112563645515900/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115112563645515900&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115112563645515900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115112563645515900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/06/dos-confins-dos-bosques-para-civilizao.html' title='Dos confins dos bosques para a civilização'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115086310416691583</id><published>2006-06-21T05:09:00.000+01:00</published><updated>2006-06-21T05:11:44.170+01:00</updated><title type='text'>Aos Trabalhadores do Estado e das Autarquias Locais</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/1600/aci.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/320/aci.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span style="color:#aaaaaa;"&gt; Como é do vosso conhecimento, o governo Sócrates/PS já aprovou medidas lesivas dos nossos interesses e prepara-se para pôr na "prateleira" milhares de trabalhadores das FP: para os trabalhadores que não conseguirem um "lugar noutro serviço", o mais certo é ficarem definitivamente desempregados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span style="color:#aaaaaa;"&gt; Estas medidas estavam há muito pensadas e guardadas pelo governo e vão sair agora porque os trabalhadores estão num grau de desmobilização e desmoralizados com as anteriores medidas do aumento da idade de reforma.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span style="color:#aaaaaa;"&gt; Sócrates prometeu mundos e fundos na campanha eleitoral e ganhou maioria absoluta, mas fez precisamente o contrário do que prometeu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span style="color:#aaaaaa;"&gt; Se os trabalhadores que votaram PS tiveram a força de vontade para dar a maioria a Sócrates, então também têm de ter a força de vontade para lutar contra ele, que enganou tudo e todos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span style="color:#aaaaaa;"&gt; Somos muitos milhares, temos a força suficiente para deitar governos abaixo, basta nos unirmos independentemente das nossas diferenças sociais e políticas, mas agora temos estar todos unidos, porque isto toca a todos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span style="color:#aaaaaa;"&gt; Também não devemos acreditar em sindicatos (CGTP e UGT) que pela a sua actuação já demonstraram que não nos defendem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span style="color:#aaaaaa;"&gt; Por isso um grupo de companheir@s está a promover a fundação duma associação de classe interprofissional que, pelas suas características, será uma associação de base em que todos decidem por todos (e não apenas alguns em nome dos restantes).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span style="color:#aaaaaa;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span style="color:#aaaaaa;"&gt; &lt;b&gt;VAMOS REALIZAR A ASSEMBLEIA GERAL FUNDACIONAL DA ASSOCIAÇÃO DE CLASSE INTERPROFISSIONAL* NO DIA 1 DE JULHO NA BIBLIOTECA REPUBLICA E RESISTENCIA, SÁBADO, AS 15 HORAS NA RUA ALBERTO DE SOUSA, 10-A, À ZONA B DO REGO, EM LISBOA, PELO QUE ESTÁS CONVIDADO A PARTICIPAR&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span style="color:#aaaaaa;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span style="color:#aaaaaa;"&gt; &lt;a href="mailto:acinterpro@gmail.com"&gt;acinterpro@gmail.com &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115086310416691583?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115086310416691583/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115086310416691583&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115086310416691583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115086310416691583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/06/aos-trabalhadores-do-estado-e-das.html' title='Aos Trabalhadores do Estado e das Autarquias Locais'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115086221681990128</id><published>2006-06-21T04:48:00.000+01:00</published><updated>2006-06-21T05:04:07.056+01:00</updated><title type='text'>O Caso Unabomber - Iñaki Arzoz y Andoni Alonso</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/1600/unabomberjpeg.1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/320/unabomberjpeg.1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Ou luta ou se cala. Não é tempo de queixas".&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;John Zerzan&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nessa irreversível globalização tecnológica não é ouro tudo que reluz. Assim ao menos pensam alguns. Diante dos discursos triunfantes de Bill Gates ou Nicholas Negroponte, ouvem-se numerosas vozes críticas, cada vez mais severas, diante do avanço irreversível de uma impiedosa economia globalizada - segundo Manuel Castells: mais perigosa em certas ocasiões que uma bomba de neutrons - e de uma técnica desumana que arrasa tanto o meio ambiente como as distintas culturas vernáculas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O velho rei Ludd está de parabéns, vendo como seus seguidores não somente não têm desaparecido, como também têm-se reproduzido e tentam revolucionar este estado de dominação tecnológica, amiúde, por meio da mesma tecnologia. Internet ferve de páginas "neoluditas" onde incluem-se arquivos e livros eletrônicos para os fieis súditos à causa rebelde do fantasioso Ned Ludd. Nas filas destes novos luditas podemos contar os famosos Hakim Bey ou John Zerzan e, naturalmente, Theodore Kaczynski, mais conhecido como Unabomber, cujo apelido já é um sinônimo de neoludismo do século XX.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este é hoje o protagonista de nossa seção, um anti-herói ludita, não tanto por suas idéias – legítimas em muitos aspectos – mas por seus métodos atrozes e absurdos, que sem dúvida atingiram seu objetivo: suas críticas foram ouvidas e conhecidas popularmente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Um intelectual brilhante&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Theodore Kaczynski (1941). Este ex-professor de matemática da Universidade de Berkeley passou à história como um dos casos de intelectuais mais singulares do século (a revista People concedeu-lhe em 1996 o prêmio como uma das personalidades mais estranhas do momento). Um intelectual brilhante, segundo as declarações de seus companheiros e professores, porém de caráter antisocial, com um grande talento pela matemática, abandona sua promissora carreira universitária em 1969 sem maiores explicações, para dedicar-se a trabalhos semi-especializados, até que finalmente retira-se para os bosques de Montana, para viver como um ermitão em uma cabana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Kaczynski confessou posteriormente que desde 1979 não havia cobrado nenhum tipo de salário, isto é, que viveu 17 anos sem remuneração, completamente autosuficiente, como Thoreau – o modelo dos luditas norte-americanos – na cabana Walden.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao mesmo tempo, desde 1978, e esta é a parte mais notória de sua “carreira pública”, envia pelo correio uma série de bombas artesanais – num total de 23 -, a diferentes personalidades da universidade (daí o apelido: Una-bomber) e de empresas de informática (entre eles Bill Gates), cujo resultado foram 22 feridos e mutilados e 2 mortos. A razão que argumentou para sua campanha terrorista é um tópico do neoludismo: o desenvolvimento tecno-econômico ameaça com a destruição do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto, segundo seu raciocínio, todo aquele que colabore com o desenvolvimento da tecnologia é cúmplice do previsível genocídio da humanidade. 1995 foi o ano Unabomber por excelência, pois conseguiu que o “Washington Post” publicasse, pois prometeu que se isso ocorresse já não enviaria mais bombas, seu libelo entitulado:”Manifesto: Industrial Society and Its Future” (Sociedade Industrial e seu futuro), (tradução espanhola no “El manifiesto Unabomber”, Coletivo Likiniaño, 1999).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Espaço na mídia&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E então o FBI enlouqueceu, começando uma campanha nacional com a distribuição de supostos retratos do terrorista, um rosto sinistro com bigode, oculto por trás de óculos negros e sob um capuz. A busca do inimigo público número 1 se estendia demasiadamente e ademais, o terrorista ganhava terreno no espaço da mídia. O contra-ataque da polícia interestadual não podia ser mais curioso: humilharam a Kaczynski chamando-o de terrorista a assassino em série, esperando com isso desacreditar seu Manifesto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E justamente a chave do caso, mais que nos atentados, estava neste Manifesto. De estilo lacônico e severo, porém bem documentado e, segundo os especialistas, dá sequência à linha crítica contra a tecnologia do sociólogo francês Jacques Elull (com ecos de Mumford y Winner), este Manifesto não passou despercebido entre a intelectualidade norte-americana. Pois manifestava sem rodeios o desespero de uma ampla minoria alternativa – desde ecologistas a esquerdistas marginais – que vêem o progresso acabar com uma forma de vida “natural” e que vai impor outra dominação do império da tecnologia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por ele, este texto – um dos manifestos definitivos da nascente cibercultura junto à Declaração de Perry Barlow e o Manifesto de Dona Haraway sobre o cyborg – se começa a utilizar como livro de textos em cursos universitários (enquanto o FBI efetua infrutíferas buscas em vários campus suspeitos) onde é distribuido amplamente, tanto em papel como na Internet, o qual converteu-se em um pequeno best-seller da contracultura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Washington Post&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Manifesto expressa, de forma radical, que nossa sociedade aproxima-se do desastre, afirmação que, por outra parte, o Clube de Roma mostra-se disposto a aceitar, apesar de que não compartilha com os remédios violentos de luditas como Unabomber. Já não adianta negociar reformas ou mudanças nos estabelecimentos tecno-industriais, e muito menos agora, envolvidos como estamos com a economia ultratecnológica e virtual dessa grande rede. Nem sequer a esquerda é capaz de encontrar um ponto de equilíbrio entre as idéias e os métodos para mitigar seus efeitos ou atrasar seu avanço, pois já faz tempo que perdeu-se o norte e conforma-se com as migalhas que o duro mercado livre lhe oferece.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda que haja algo tão familiarmente norte-americano nessa visão, ao mesmo tempo populista e individualista, de Unabomber, que não é de se estranhar que algum tempo depois, mais tarde, o jornal “Washington Post” publicou um artigo com um surpreendente título “Ex 'pluribus', Unabomber”, imitando assim a velha inscrição que aparece nas notas dos dólares: “de muitos, um só povo”. E o que acontece é que detemo-nos um instante a pensar, seguramente toma-nos um forte desejo de que Unabomber e os luditas podem ter algo de razão, e que provavelmente, de imediato ou mais tarde, dirigimo-nos até uma catástrofe global. Esta é a sensação que transmite o Manifesto, e aí reside seu particular atrativo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;La cárcel&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pode-se afirmar que Unabomber é uma espécie de “anarquista conservador”, defensor do individualismo norte-americano e muito distante de qualquer tentação comunista, o qual faz-se ainda mais interessante para a intelectualidade norte-americana. O indivíduo na solidão ou muito enrraigado em uma pequena comunidade – o neo-pioneiro ecologista -, é a única esperança para sobreviver distante dos fluxos de poder internacionais, das corporações multinacionais ou de instituições como a Organização Mundial do Comércio (OMC) ou o Fundo Monetário Internacional (FMI). Não é de se estranhar que, pouco depois da prisão de Unabomber, um dos anarquistas teóricos mais conhecidos e respeitados, John Zerzan, foi visitá-lo no cárcere.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E tampouco foi casual porque Zerzan, durante muitos anos, foi o candidato mais provável para ser o verdadeiro Unabomber (apesar de declarar-se pacifista). Muitos consideravam que sua idéia de um “Futuro Primitivista” parecia-se muito com os postulados de Unabomber, o que se confirmou realmente, segundo todos os indícios, no claro instigador intelectual das revoltas de rua de 1999 contra a OMC em Seattle e contra a recente reunião do FMI em Nova York.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Internauta e pacifista...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estes são os herdeiros de Unabomber, a nova geração de luditas; jovens inconformados que se coordenam pela Internet para montar barricadas contra a globalização; o ludismo convervador, anti-tecnológico e sangrento, derivando até um ludismo possibilista, internauta e pacifista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Unabomber, como se sabe, foi finalmente detido em 1998, sua exígua cabana de madeira transportada em um reboque para ser exaustivamente analisada e, diante das provas encontradas, finalmente acusado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de longo tempo do processo e um sem-fim de sutilezas legais de Unabomber e seus advogados, uma espera mais que provável pela condenação – a prisão perpétua sem indulto ou perdão, tal como foi pedido pelo juiz -, e pelo que parece, Walt Disney vai filmar o caso (suponhamos que devam incluir a delação de seu irmão, que cobrou um milhão de dólares de recompensa).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ninguém parece defender hoje os métodos de Unabomber, moral ou estrategicamente, porém seu Manifesto seguirá inquietando-nos durante muito tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os velhos luditas nunca morrem... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Iñaki Arzoz y Andoni Alonso - São licenciados em Belas Artes e doutor em Filosofìa, respectivamente, pela Universidad del País Vasco. Tradução e adaptação do texto por Luiz Cirne, do Novaeconomia.inf.br.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115086221681990128?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115086221681990128/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115086221681990128&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115086221681990128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115086221681990128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/06/o-caso-unabomber-iaki-arzoz-y-andoni.html' title='O Caso Unabomber - Iñaki Arzoz y Andoni Alonso'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115086055550364293</id><published>2006-06-21T04:25:00.000+01:00</published><updated>2006-06-21T04:29:15.503+01:00</updated><title type='text'>Green Anarchy: uma revista selvagem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/1600/greenanarchy21.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/320/greenanarchy21.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para os curiosos sugiro que visitem a página da revista &lt;a href="http://www.greenanarchy.org"&gt;Green Anarchy&lt;/a&gt;, estão disponíveis para download em formato .pdf os números 6 a 21.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É uma mina de informação anti-civilização. Se possível assinem a mesma ou comprem alguns exemplares, o colectivo responsável pela edição da mesma agradece, uma vez que dinheiro é algo que não abunda nos colectivos honestamente anti-sistema.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115086055550364293?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115086055550364293/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115086055550364293&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115086055550364293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115086055550364293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/06/green-anarchy-uma-revista-selvagem.html' title='Green Anarchy: uma revista selvagem'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115086019317683058</id><published>2006-06-21T04:17:00.000+01:00</published><updated>2006-06-21T04:23:13.186+01:00</updated><title type='text'>Aviso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/1600/elf.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/320/elf.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Achei por bem, e após algumas chamadas de atenção, realçar um facto: este blogue foi criado e será mantido por um eco-anarquista, disso não tenham dúvidas, mas não é um blogue puramente eco-anarquista, para quem queira saber um pouco mais sobre eco-anarquismo não faltam links aqui ao lado, na secção de "Afinidades", este blogue é pessoal e, como referi na estreia, tratará de tudo aquilo que me apetecer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115086019317683058?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115086019317683058/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115086019317683058&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115086019317683058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115086019317683058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/06/aviso.html' title='Aviso'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115082354278542816</id><published>2006-06-20T18:06:00.000+01:00</published><updated>2006-06-20T18:12:22.796+01:00</updated><title type='text'>Cão pára metro em Lisboa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/1600/cao.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/320/cao.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;div class="art"&gt;&lt;p&gt;Um cão entrou na via de circulação do Metropolitano de Lisboa na estação de Chelas, obrigando à interrupção do tráfego na Linha Vermelha durante cerca de uma hora, disse à Lusa uma fonte da empresa. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a fonte, o cão foi detectado na via às 14:34 e, para proteger o animal e poder retirá-lo, o Metropolitano de Lisboa cortou a corrente. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O animal acabou por ser apanhado na estação do Oriente às 15:24, altura em que foi retomada a circulação na Linha Vermelha, que faz a ligação entre as estações da Alameda e do Oriente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=697949&amp;amp;div_id=291"&gt;Portugal Diário&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115082354278542816?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115082354278542816/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115082354278542816&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115082354278542816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115082354278542816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/06/co-pra-metro-em-lisboa.html' title='Cão pára metro em Lisboa'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115074034883306426</id><published>2006-06-19T19:00:00.000+01:00</published><updated>2006-06-19T19:05:48.843+01:00</updated><title type='text'>Andamos aí...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/1600/Thinker.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/320/Thinker.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pequeno post para promover o blog do meu camarada Ricardo Martins: &lt;a href="http://eco-anarquismo.blogspot.com"&gt;Anarquismo Verde&lt;/a&gt;. A ver se ele mantém aquilo, nota-se uma lacuna blogosférica de blogs anarquistas, em geral, e eco-anarquistas, em particular.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115074034883306426?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115074034883306426/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115074034883306426&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115074034883306426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115074034883306426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/06/andamos.html' title='Andamos aí...'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115065118763488634</id><published>2006-06-18T18:18:00.000+01:00</published><updated>2006-06-18T18:19:47.633+01:00</updated><title type='text'>Sem comentários...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/1600/1697cartoon.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/320/1697cartoon.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115065118763488634?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115065118763488634/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115065118763488634&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115065118763488634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115065118763488634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/06/sem-comentrios.html' title='Sem comentários...'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115065056022751855</id><published>2006-06-18T18:05:00.000+01:00</published><updated>2006-06-18T18:09:20.230+01:00</updated><title type='text'>Saiu o nº 21 da revista Utopia com um dossier sobre ecologia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/1600/logo.png"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/320/logo.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foi lançado na semana passada o nº 21 da Utopia, revista anarquista de cultura e intervenção, editada pela Associação cultural A Vida, e que se encontra já à venda nas livrarias e nos centros de cultura libertária espalhados pelo país. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este último número contém um dossier dedicado à ecologia com vários textos sobre a relação entre anarquia e ecologia, o decrescimento, a água e várias outras questões ambientais. Inclui ainda uma extensão abordagem da vida e obra de Élisée Reclus, notável geógrafo e conhecido militante anarquista. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pode-se ainda encontrar ao longo da revista, com um renovado aspecto gráfico, artigos sobre as recentes lutas contra a precariedade em França, a manipulação da televisão, os tumultos do passado mês na cidade brasileira de S.Paulo, os cafés lisboetas frequentados pelos anarquistas, e um texto de autoria de Edson Passetti sobre a parrésia anarquista. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma breve resenha crítica de livros e uma extensa lista de publicações recebidas pela redacção servem para rematar o conteúdo desta edição da revista. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como se pode constatar temos aí mais um número da &lt;a href="http://www.utopia.pt"&gt;Utopia&lt;/a&gt; (nº21), cheio de interesse e que bem merece uma leitura atenta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://pimentanegra.blogspot.com/"&gt;Pimenta Negra&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115065056022751855?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115065056022751855/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115065056022751855&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115065056022751855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115065056022751855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/06/saiu-o-n-21-da-revista-utopia-com-um.html' title='Saiu o nº 21 da revista Utopia com um dossier sobre ecologia'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115064989063892055</id><published>2006-06-18T17:50:00.000+01:00</published><updated>2006-06-18T17:58:10.640+01:00</updated><title type='text'>Uma Perspectiva Regional Sobre a Qualidade de Vida dos Afrodescendentes</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/1600/silismuhammad.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/320/silismuhammad.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sillis Muhammad&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Permitam-me um momento de promoção própria camuflada de informação, a Organização Não Governamental AFRE - All For Reparations and Emancipation (em português não soa muito bem: Todos Pelas Imdemnizações e Pela Emancipação), da qual sou correspondente e tradutor, esteve presente no workshop da ONU em Chincha, no Peru, nos dias 2 a 4 de Novembro de 2005.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Deixo-vos aqui o link para o texto &lt;a href="http://www.afre-ngo.com/beta/ARegionalPerspective_PORTUGUESE.doc"&gt;Uma Perspectiva Regional Sobre a Qualidade de Vida dos Afrodescendentes&lt;/a&gt;, apresentado no decorrer do workshop, a tradução é minha, perdoem qualquer erro que possam encontrar.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115064989063892055?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115064989063892055/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115064989063892055&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115064989063892055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115064989063892055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/06/uma-perspectiva-regional-sobre.html' title='Uma Perspectiva Regional Sobre a Qualidade de Vida dos Afrodescendentes'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115064325106607553</id><published>2006-06-18T16:03:00.000+01:00</published><updated>2006-06-18T16:07:31.066+01:00</updated><title type='text'>Nação Futebol!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/1600/futebol.1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/320/futebol.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estava para escrever um pequeno postal sobre a alienação provocada pelo futebol mas, após leitura certeira, optei por postar aqui o curto e directo texto do companheiro &lt;a href="http://www.blog.comunidades.net/goulart/"&gt;Goulart Medeiros&lt;/a&gt; - espero que não me leve a mal - uma vez que o que eu iria escrever seria pouco diferente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aliás, vou já linkar aqui à direita (salvo seja) o blog do mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115064325106607553?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115064325106607553/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115064325106607553&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115064325106607553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115064325106607553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/06/nao-futebol.html' title='Nação Futebol!'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115064285479625681</id><published>2006-06-18T15:53:00.000+01:00</published><updated>2006-06-18T16:03:36.723+01:00</updated><title type='text'>A Propósito do Mundial de Futebol - Goulart Medeiros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/1600/fa_tuga.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/320/fa_tuga.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Pois claro! Vamos apoiar a Selecção dos cromos da bola! Vamos apoiar a Galp que nos vende a gasolina como se tivesse comprado o petróleo a 80 dollars quando o comprou a 50!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vamos apoiar a Galp que precisa de pagar aos seus 17 administradores ordenados de 20.000EUR/mês, fora o presidente, que ganha 75.000/mês! Vamos apoiar os "herois" que ganham mais quando dão um pontapé na bola do que qualquer um de nós a trabalhar no duro um ano inteiro!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como nenhum dos dez estádios que foram construídos para o outro campeonato da bola servia para os treinos dos rapazes, vamos apoiar a inauguração, hoje mesmo, de mais um, o do Lusitano de Évora, construído de propósito para Suas Excelências treinarem durante quinze dias!!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vamos apoiar a negociata dos terrenos do antigo campo Estrela, que vai ser urbanizado apesar de no PDM ser zona desportiva!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como precisam de descansar, vamos apoiar o facto de estarem instalados em quartos individuais no hotel Convento do Espinheiro (5 estrelas-luxo) a 50contos/dia cada um!Como podemos apoiar? É simples!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Inscrevemo-nos no cordão humano; recebemos mails promocionais da Galp todas as semanas; pagamos os combustíveis mais caros da Europa e depois a Galp dá-nos uns pontos que trocamos por prémios da treta, mais caros que na loja dos Chineses!E vamos ficar todos felizes ! Durante dois ou três meses só se vai falar na Selecção do Scolari, enquanto a Selecção do Sócrates vai inventando maneiras de nos fazer pagar tudo isto e mais o que falta pagar do Euro2004.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E depois das férias, lá para Setembro, antes que alguém repare que a gasolina já está a mais de 2 EUROS e o gasóleo a 1,50 EUROS, começa logo outro campeonato da bola para nos dar motivo de conversa e alimentar o Orgulho Nacional!!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E já agora, por favor, não se esqueçam de começar desde já a engalanar todo o País com a Bandeira dos Pagodes (antigas Quinas) que os operários chineses, coitados, também merecem ganhar a vidinha...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;VIVA A SELECÇÃO!!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;VIVA A GALP!!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;VIVA PORTUGAL!!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"ABENÇOADOS SEJAM OS POBRES DE ESPÍRITO PORQUE DELES SERÁ O REINO DOS CÉUS"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115064285479625681?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115064285479625681/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115064285479625681&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115064285479625681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115064285479625681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/06/propsito-do-mundial-de-futebol-goulart.html' title='A Propósito do Mundial de Futebol - Goulart Medeiros'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115043226564617308</id><published>2006-06-16T05:29:00.000+01:00</published><updated>2006-06-16T07:01:26.073+01:00</updated><title type='text'>Fundação de sindicato de base e alternativo em Portugal , próximo 1º de Julho, em Lisboa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/1600/aci.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/320/aci.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;COMPANHEIRAS E COMPANHEIROS,&lt;br /&gt;AOS MEMBROS DA FESAL PORTUGUESA,&lt;br /&gt;A MESA DA ASSEMBLEIA GERAL DA FESAL-PORTUGAL&lt;br /&gt;CONVOCA UMA ASSEMBLEIA-GERAL EXTRAORDINÁRIA DA FESAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARA AS QUINZE HORAS DO DIA 1 DE JULHO, SÁBADO, NO AUDITÓRIO DA&lt;br /&gt;BIBLOTECA-MUSEU DA REPÚBLICA E RESISTÊNCIA, RUA ALBERTO DE SOUSA&lt;br /&gt;Nº10ª, 1600-002 LISBOA,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COM A SEGUINTE ORDEM DE TRABALHOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. FUNDAÇÃO DE UMA ASSOCIAÇÃO SINDICAL INTERPROFISSIONAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.1. DISCUSSÃO E APROVAÇÃO DA LISTA DE TRÊS DESIGNAÇÕES QUE TÊM DE&lt;br /&gt;SER PROPOSTAS, POR ORDEM DE PREFERÊNCIAS, PARA O REGISTO DA ASSOCAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.2. DISCUSSÃO E APROVAÇÃO DOS ESTATUTOS E REGULAMENTO INTERNO,&lt;br /&gt;TENDO POR BASE AS PROPOSTAS ENTRETANTO SURGIDAS E AMPLAMENTE&lt;br /&gt;DIVULGADAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.3. DISCUSSÃO E APROVAÇÃO DE DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS DA ASSOCIAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.4. ELEIÇÃO DA MESA DA ASSEMBLEIA GERAL, DA DIRECÇÃO E DO CONSELHO&lt;br /&gt;FISCAL DA RECÉM-FUNDADA ASSOCIAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. ASSUNTOS DIVERSOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ACTA SERÁ REDIGIDA E APROVADA NO FINAL DA REUNIÃO, APÓS UM BREVE&lt;br /&gt;INTERVALO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 20 de Maio 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Comissão Organizadora da Associação,&lt;br /&gt;Luisa Malheiro,&lt;br /&gt;João Goulart Medeiros,&lt;br /&gt;Fernando Martins,&lt;br /&gt;Manuel Baptista,&lt;br /&gt;Damião Braga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: Os documentos serão brevemente enviados para a lista&lt;br /&gt;fesal_portugal e serão colocados também na secção Arquivo da mesma&lt;br /&gt;lista para consulta permanente. Serão também divulgados em papel e&lt;br /&gt;eletronicamente em todos os locais que os activistas da FESAL&lt;br /&gt;acharem de interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quaisquer contactos enviar e-mail para:&lt;br /&gt;fesal-portugal@hotmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou por via postal para:&lt;br /&gt;Largo Jaime Pereira Roque, nº8, 2775 Parede&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;telefones:&lt;br /&gt;fixo : (00351)21 453 11 37&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; móvel : (00351)96 994 93 85&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115043226564617308?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115043226564617308/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115043226564617308&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115043226564617308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115043226564617308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/06/fundao-de-sindicato-de-base-e.html' title='Fundação de sindicato de base e alternativo em Portugal , próximo 1º de Julho, em Lisboa'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115042984653288199</id><published>2006-06-16T04:50:00.000+01:00</published><updated>2006-06-16T05:35:07.496+01:00</updated><title type='text'>Futuro Primitivo!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7562/1602/1600/conan.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7562/1602/320/conan.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115042984653288199?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115042984653288199/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115042984653288199&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115042984653288199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115042984653288199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/06/futuro-primitivo.html' title='Futuro Primitivo!'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115042645051215589</id><published>2006-06-16T03:51:00.000+01:00</published><updated>2006-06-16T03:54:10.516+01:00</updated><title type='text'>Há Que Acabar Com Tudo Isto - John Zerzan</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/1600/zerzan.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/320/zerzan.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A atual realidade está formada, como nunca esteve, de imensas penas e de cinismo: uma grande lágrima no coração da humanidade. O quotidiano vê aumentar a sua dose de horrores sem cessar acompanhada por um apocalipse rompante do meio ambiente. A alienação dos espíritos e os poluentes químicos disputam o predomínio na dialética da morte que rege a vida de uma sociedade dividida e gangrenada pela tecnologia. O cancro, desconhecido antes da civilização, transformou-se numa epidemia numa sociedade cada vez mais estéril e literalmente tumorosa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Repentinamente, todos consumiremos drogas; sejam administradas sob regras ou vendidas sob contrabando, isto apenas é uma distinção formal. A terapia dos transtornos de cuidados oferece outro exemplo da tendência coercitiva da medicamentação da angústia e a agitação generalizada, que gera uma realidade cada vez mais frustrante. A ordem dominante fará, evidentemente, todo o possível por negar a realidade social. A sua tecnopsiquiatria considera o sofrimento humano como de natureza biológica e de origem genética. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Novas patologias, resistentes à medicina industrial estendem-se à escala planetária da mesma forma que o fundamentalismo religioso - sintoma de frustração e de profunda miséria psíquica. E à espiritualidade New Age (a filosofia para uso "dos caranguejos", segundo Adorno), assim como as inumeráveis terapias paralelas deleitam-se em vãs ilusões. Pretender que pode-se estar íntegro, esclarecido e em paz no seio da loucura atual é, de fato, aceitar esta loucura. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O fosso entre ricos e pobres alarga-se, particularmente neste país onde os sem-teto e os presos contam-se por milhões. A cólera aumenta e as mentiras da propaganda que fundamentam a sua sobrevivência não encontram já a mesma credibilidade. Este mundo, onde reina a falsidade, encontra apenas a adesão que &lt;span class="GramE"&gt;merece&lt;/span&gt;: a desconfiança em direção às instituições é quase absoluta. Mas a vida social parece congelada, e o sofrimento dos jovens é sem dúvida o mais profundo. A taxa de homicídios entre adolescentes de 15 a 19 anos duplicou entre 1985 e 1991. O suicídio transformou-se em reação de procura de cada vez mais adolescentes, que não encontram forças para alcançar a idade adulta num inferno como este. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A nossa época pós-moderna encontra a sua expressão essencial no consumo e na tecnologia, que dão aos mass media a sua força estupefaciente. Imagens e slogans impactantes e fáceis de digerir impedem de ver o espetáculo terrorífico da dominação que repousa essencialmente sobre a simplicidade das representações. Inclusive os enganos mais flagrantes da sociedade podem servir para esta empresa de hipnose coletiva, como é o caso da violência, fonte de infinitas diversões. Seduzem-nos as representações de comportamentos ameaçantes, pois o aborrecimento é uma tortura maior que o espanto. A natureza, ou o que resta dela, reprova-nos amarguradamente o modo em que a existência atual está pervertida, frígida e adulterada. A morte do mundo natural e a penetração da tecnologia em todas as esferas da vida desenvolve-se a um ritmo cada vez mais rápido. A multidão informaticamente enlaçada, os marginais tecnóides, os ciber-não-importa-quê, a realidade virtual, a inteligência artificial... Até chegar à vida artificial, última ciência pós-moderna. Entretanto, a nossa Era da Computação "pós-industrial", tem com principal conseqüência a nossa transformação acelerada num "apêndice da máquina", como se dizia no século XIX. As estatísticas da administração judicial indicam, todavia, que as empresas, cada vez mais informatizadas, são o teatro de cerca de um milhão de delitos violentos por ano, e que o número de patrões assassinados duplicou nos 10 últimos anos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O sistema, na sua atroz arrogância, espera que as suas vítimas se conformem votando e reciclando os seus resíduos, fazendo-lhes crer que tudo irá muito bem. O espectador é somente suposto, não tem de saber nada e não merece nada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A civilização, a tecnologia e as divisões que dilaceram a sociedade, são componentes de um todo indissolúvel. Uma carreira para a morte, fundamentalmente hostil às diferenças qualitativas. A nossa resposta terá de ser qualitativa, sem fazer caso dos eternos paliativos quantitativos que reforçam, de fato, aquilo que queremos abolir. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Tradução de Manuel  Oliveira&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115042645051215589?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115042645051215589/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115042645051215589&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115042645051215589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115042645051215589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/06/h-que-acabar-com-tudo-isto-john-zerzan.html' title='Há Que Acabar Com Tudo Isto - John Zerzan'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29787456.post-115042544246621738</id><published>2006-06-16T03:31:00.000+01:00</published><updated>2006-06-16T05:39:26.226+01:00</updated><title type='text'>Anti-Civilização Com Novas Tecnologias:</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/1600/elfo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6138/3182/320/elfo.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Saudações a todos os visitantes, inauguro assim aquele que creio ser o primeiro blog eco-anarquista português, de tendência primitivista.&lt;br /&gt;Este blog é pessoal e nele incluirei o que bem me entender, como homem livre que sou, sem rei, chefe, papa, presidente ou coisa que o valha!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29787456-115042544246621738?l=primitivista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://primitivista.blogspot.com/feeds/115042544246621738/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29787456&amp;postID=115042544246621738&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115042544246621738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29787456/posts/default/115042544246621738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://primitivista.blogspot.com/2006/06/anti-civilizao-com-novas-tecnologias.html' title='Anti-Civilização Com Novas Tecnologias:'/><author><name>Flávio Gonçalves</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Uit9jZvrE5A/THfQ6v99KpI/AAAAAAAADkA/upLsA9x0o1E/S220/FlavioGoncalves.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
